Devil May Cry T.1

Adi Shankar é o responsável pela nova série de animação de Devil May Cry, que já se encontra disponível via Netflix. A narrativa vai introduzir a origem de Dante, um jovem caçador de demónios, cujo passado vai estar ligado a um evento apocalíptico. A ação decorre nos EUA, em que a DARKCOM (Dark Realm Command), uma organização financiada pelo vice-presidente, tenta erradicar a ameaça demoníaca, com a utilização de armas muito específicas.

Dante vê-se envolvido numa gigantesca conspiração, liderada pelo White Rabbit, que tem como objectivo desactivar a barreira que separa o mundo dos humanos do Inferno. A narrativa está muito bem conseguida e introduz de forma muito competente William Baines, Enzo Ferino e Mary Arkham. No que diz respeito a lore, existem obviamente algumas adaptações mas temos pequenos vislumbres da predileção de Dante por por pizza e sundaes de morango, assim como do seu trágico passado familiar, que será fundamental para o impasse em que terminamos esta primeira temporada.

São oito episódios repletos de ação, em que a nossa perspectiva pode alterar significativamente, em função das revelações que vão sendo introduzidas a meio da temporada. O arco de White Rabbit é fantástico, assim como a sua personagem, convertendo esta série numa experiência muito agradável e que recomendo sem hesitação. Quero igualmente destacar o privilégio de termos a voz de Kevin Conroy no elenco, naquela que terá sido um dos seus derradeiros trabalhos.

No global, há muito para destacar de forma positiva nesta série, que já tem a segunda temporada confirmada. Apesar de ser evidente qual o caminho seguido, confesso que estou curioso no que diz respeito a potenciais ambiguidades na narrativa, à semelhança do que ocorreu nesta primeira temporada.

Mac Mini M4

O meu fiel iMac 4K atingiu o seu limite em termos de desempenho, algo perfeitamente natural para uma máquina com praticamente 9 anos. Dito isto, e após alguma pesquisa, a minha escolha recaiu num Mac Mini, com uma panóplia de acessórios complementares bastante interessante.

Mac Mini M4 (256 GB / 24 GB RAM)

NVME Crucial P310

Satechi Mac Mini Hub

Monitor LG UltraGear 27GS60QC-B (180hz)

Optei por reforçar a memória, em detrimento do armazenamento, dado que o valor cobrado pela Apple é proibitivo, quando comparado com a aquisição em separado de um NVME. Adicionalmente, apostei num hub da Satechi, que me permite ganhar uma série de portas USB e um monitor curvo de 27 polegadas, com uma boa relação qualidade/preço. Tive igualmente a possibilidade de aproveitar algumas promoções e utilizar um desconto adicional, que reduziu um pouco o investimento.

No final, fiz o upgrade para uma máquina mais rápida, que me permite focar nos meus projectos com maior eficiência, com a vantagem de ter poupado um valor significativo, quando comparado com o iMac M4 ou o MacBook Pro. Estou a utilizar esta nova combinação há cerca de um mês e estou bastante satisfeito. A performance é impressionante e a minha rotina de trabalho sofreu algumas alterações francamente positivas.

Para este ano, a minha intenção é partilhar 6 artigos por mês, com as habituais temáticas, embora seja possível uma nova colaboração/parceria a curto prazo. Adicionalmente, conto divulgar alguns projectos novos, que deverão iniciar no segundo semestre deste ano. Caso tenham alguma dúvida ou questão, utilizem a caixa de comentários para o efeito.

O Apagão

O dia 28 de abril de 2025 fica marcado na História como a data em que um “misterioso” apagão atingiu a totalidade da Península Ibérica, assim como outros países da Europa. As causas estão ainda por apurar, apesar da especulação em redor de ataque informático, evento atmosférico raro ou até um “simples” colapso inexplicável da rede eléctrica.

Eram 11 horas e 33 minutos quando o evento ocorreu. Minutos mais tarde, cheguei à estação de metro e fui confrontado com a falha. Encolhi os ombros e resolvi dirigir-me para a paragem de autocarro, no sentido de poder deslocar-me para o trabalho. Enquanto aguardava, recebo uma mensagem a informar que em minha casa a electricidade foi abaixo. Uns minutos mais tarde, um novo alerta, agora do Algarve, em que o cenário era idêntico. Rapidamente, acedo ao meu telemóvel e começam a circular notícias de que estaria a afectar Portugal, Espanha e possivelmente mais países.

Nesta fase, o cenário começa a tornar-se mais preocupante mas mantenho a decisão de seguir para o trabalho. Acabo por conseguir chegar por volta das 12:40 e o gerador encontrava-se operacional. Ao fim de pouco tempo, torna-se evidente a gravidade e demora na resolução, pelo que recebemos indicações para regressar a casa e regressar no dia seguinte, caso a electricidade já tenha sido restabelecida.

Aproveito para almoçar na cantina e inicio o meu trajeto para casa. Conforme esperado, os transportes públicos estão sobrelotados mas, de forma calma opto por circular a pé, numa Lisboa diferente do habitual. Denoto alguma apreensão com a demora na circulação mas a maioria das pessoas aproveita o sol e faz algumas piadas com a situação. Após três horas consigo chegar ao meu destino, bem disposto, embora algo cansado, após uma longa caminhada.

Desde as 14 horas que a rede móvel e de dados se encontra indisponível, mas ao chegar a casa, opto por desanuviar, iniciando uma caminhada com a família. A maioria dos vizinhos estão na rua, passeando os cães, tal como eu, e aproveitando um final de tarde bem soalheiro. Confesso que este cenário me transportou para tempos da minha infância, em que a vida era simples e sem preocupações de maior. No entanto, a curiosidade persistia, nomeadamente no que diz respeito à causa e prazos de restabelecimento de serviço.

Após este passeio, jantámos e liguei as diversas luzes com bateria que tenho por casa. Ligámos o rádio de um telemóvel antigo e fomos obtendo informação adicional, o que nos tranquilizou. Foi nessa altura que optei por ligar o meu Anbernic RG35XX Plus e iniciar o Alentejo: Tinto’s Law, um jogo que adquiri recentemente e sobre o qual irei falar num artigo futuro.

Por volta das 23:30, a electricidade foi restabelecida na minha zona e a normalidade foi restabelecida. Este é obviamente o meu relato sobre o evento, mas existem considerações interessantes a retirar desta experiência. O apagão afectou a rede eléctrica europeia, com impacto em vários países, sendo os mais afectados Portugal, Espanha e o Sul de França. Esta ocorrência expôs, de forma brutal, as fragilidades da rede, a incapacidade de resposta do SIRESP e as deficiências evidentes de comunicação por parte da Proteção Civil.

Como em tudo na vida, é fundamental aprender com os erros e espero que estas entidades tenham a capacidade de melhorar consideravelmente a sua capacidade de resposta para o futuro. Dito isto, espero que a população em geral também tenha aprendido uma lição, evitando a corrida desenfreada ao papel higiênico e água.

O dia 28 de abril fica marcado na nossa memória e vai certamente garantir uma gargalhadas, mas poderia ter atingido proporções graves, caso estas condições se mantivessem por mais horas. No entanto, gostaria de terminar com uma nota positiva, pelo que deixo um agradecimento aos profissionais de saúde e a todos aqueles que, em tempo quase record, conseguiram restabelecer a rede eléctrica.