Hulk: Where Monsters Dwell

A simbiose da pandemia com o formato de teletrabalho aumentou drasticamente o tempo passado em casa, pelo que tenho investido uma boa parte do meu tempo a reduzir a minha lista de pendentes.

Recentemente, tive oportunidade de ver Where Monsters Dwell, uma produção da Marvel que junta Hulk, Doctor Strange e os Howling Commandos da SHIELD.

O vilão desta aventura é Nightmare, o Senhor da Dimensão dos Sonhos, que cria um plano maquiavélico no sentido de abrir um portal entre os dois mundos. O primeiro acto lança a premissa da narrativa, explicando que durante o período de Halloween a energia mística atinge o seu auge, criando as condições ideais para alimentar o poder dos Sonhos, que se alimenta do Medo.

Gostei particularmente do arco narrativo associado a Bruce Banner e Hulk, que tentam coexistir no mesmo corpo. Os Howling Commandos são uma equipa disfuncional, que irá crescer ao longo deste crise, ficando igualmente com a maior parte dos momentos de humor. Para terminar, temos a sapiência e o lado místico de Dr Strange, que tem a tarefa de mentor, sem nunca descurar a necessidade de controlar os danos criados por Nightmare.

O segundo acto decorre na Dimensão dos Sonhos, com batalhas constantes, dos quais destaco Hulk vs Iron Man Hulkbuster e Nightmare vs Doctor Strange. Os nosso heróis acabam por ter de encarar e conquistar os medos mais profundos, para poderem emergir vitorioso. Para terminar, temos a história de origem para um novo membro dos Howling Commandos, cujo nome fica por mencionar.

O casting a nível de vozes é competente e a animação cumpre a função, sobretudo para um projeto de 2016 mas no geral, este filme ficou um pouco aquém das minhas expectativas.

Mediano
65%

Avengers: Earth´s Mightiest Heroes

Tive a oportunidade de subscrever recentemente o serviço de stream da Disney, o que aumentou exponencialmente a minha lista de pendentes. Dito isto, comecei por esta série de animação, que contempla apenas duas temporadas e que narra as aventuras dos Avengers.

Há muito fan service ao longo destes 52 episódios, em que os vilões principais são Red Skull, Ultron, Kang, Loki e os inevitáveis Skrull. No que diz respeito aos heróis, para além da equipa clássica, destaque para a presença de Ant-Man e Wasp, na sua versão original, assim como Hawkeye, Black Panther, Vision e Miss Marvel.

O humor é recorrente, embora exista igualmente um desafio constante aos nossos heróis, que acabam por ter momentos de vulnerabilidade e impotência. Gosto imenso da diversidade em termos de ação, com episódios focados em Asgard, batalhas cósmicas e até a presença de Adam Warlock e dos Guardiões da Galáxia.

Existe igualmente um desenvolvimento de personagens, com particular relevância na narrativa de Ultron e Yellowjacket, o que converte esta série numa recomendação essencial da minha parte.

Para fãs da Marvel e sobretudo dos Avengers, este é definitivamente um projecto a acompanhar.

WandaVision

A primeira série da Marvel disponibilizada na Disney + foca-se em Wanda Maximoff e Vision e lança algumas premissas interessantes para o segundo filme de Dr Stange, intitulado Multiverse of Madness. Como habitualmente, vou evitar ao máximo os spoilers, mas fica desde já o alerta, sobretudo para quem ainda não viu ou está a colocar em dia esta série.

Os primeiros dois episódios são bastante lentos, no que diz respeito à narrativa, colocando mais questões do que respostas sobre os eventos que ocorrem na pacata cidade de Westview.

Essencialmente, Wanda está a recriar episódios de TV da sua infância, integrando Vision e uma série de habitantes da cidade no seu quotidiano diário. Progressivamente, vamos tomando conhecimento do envolvimento da SWORD e da relevância de personagens como Monica Rambeau, Agent Woo, Darcy Lewis e Tyler Hayward.

Gostei particularmente dos flashbacks associado ao Blip (quando Thanos estala os dedos e elimina metade da população), assim como de Salem, que explicam a origem de Agatha Harkness. Confesso que um dos pontos mais interessantes de WandaVision foi tentar encontrar os easter-eggs e as várias referência a House of M, que é uma clara inspiração dos argumentistas.

Ao longo dos episódios, criei inclusivamente, uma panóplia de teorias, que envolviam Mephisto, Ultron e Nightmare mas o caminho seguido acabou por ser completamente distinto, embora igualmente fantástico.

A adição de Billy and Tommy, conhecidos na BD como Wiccan e Speed trouxe uma dinâmica familiar ainda mais intensa, sobretudo pela forma como nascem (literalmente) em menos de 24 horas. Há um mistério constante que envolve a narrativa, com eventos constantes que aumentam a carga emocional, que atinge o seu auge com o aparecimento de Quicksilver, o irmão de Wanda que perde a vida em Age of Ultron.

O nível de produção de WandaVision é fabuloso, elevando a fasquia para Falcon and The Winter Soldier, que estreia no dia 19 março.  Os derradeiros episódios são francamente bons, fechando este arco narrativo e explicando a maioria das pontas soltas que existiam.

Paralelamente, é introduzido o Darkhold, o Livro dos Pecados, algo que irá inegavelmente ter um papel fundamental na próxima fase da MCU e criar os alicerces narrativos necessários para os eventos que iremos acompanhar.

WandaVision é, na minha opinião, a história que narra a origem de Scarlett Witch, explicando os eventos que a definem enquanto ser humano e que moldarão as suas ações futuras, no sentido de lidar com a perda e consequente dor. Altamente recomendado para fãs e entusiastas da Marvel e MCU.