Venom: Let There Be Carnage

Cletus Kasady foi uma personagem introduzida no filme original, que se irá converter nesta sequela num dos vilões mais icónicos de Venom.

O primeiro acto foca-se no passado criminoso de Cletus, em que faz parceria com Frances Barrison (Shriek). Após determinarmos o seu perfil de serial killer e percebermos o motivo pelo qual a sua parceira se encontra internada no Instituto Ravencroft, vamos acompanhar a evolução da relação de Eddie Brock com o simbionte.

Existem algumas cenas de humor bem conseguidas, sobretudo com as personagens de Mrs Chen e Venom. A narrativa e os diálogos são extremamente básicos, o que condicionou claramente o meu nível de interesse. As cenas de ação estão maioritariamente bem conseguidas, embora em alguns momentos o CGI deixe algo a desejar.

A revolta na prisão de San Quentin acaba por ser a melhor sequência do filme, mostrando a faceta mais violenta de Kasady após ser infetado por Carnage. O terceiro acto contém a batalha entre os dois simbiontes, assim como o duelo entre Cletus e Brock. Sem divulgar spoilers, o final é pouco satisfatório e parece-me demasiado apressado.

Em conclusão, tinha expectativas moderadas para este filme, mas a realidade é que a visão de Andy Serkis não me conquistou. Faltam momentos épicos e a parte mais interessante acaba por constar nos créditos finais, em que temos uma ligação direta com o novo filme de Spider-Man.

Mediano
60%

Cosmic Ghost Rider: Baby Thanos Must Die

Este arco narrativo contém os cinco volumes iniciais de Thanos Legacy e apresenta-nos um Frank Castle consumido pela dor. O facto de ter sido recompensado com uma estadia em Valhalla não  fez qualquer diferença nas suas convicções, o que leva a uma decisão inesperada de Odin.

Essencialmente, o All Father propõe devolver os poderes de Ghost Rider a Frank, colocando-o em qualquer momento da História à sua escolha. A escolha recai em Titan, numa era em que Thanos é ainda uma criança, no sentido de alterar drasticamente o seu futuro. Após utilizar o Penance Stare na criança e confirmar a inexistência de pecados, Frank torna-se no mentor de Thanos, levando-o para Markus-Centauri, um planeta que à primeira vista aparenta não ter qualquer significado.

Após uma sequência hilariante num bar, um velho conhecido chega ao planeta, no sentido de o consumir. Segue-me um diálogo épico entre Ghost Rider e Galactus, que resulta na intenção de destruir Thanos, algo que Frank discorda. É nesta altura que somos confrontados com as alterações na linha do tempo, resultantes das escolhas realizadas. Uatu, the Watcher aparece igualmente para testemunhar a “pior decisão do universo”, algo que nos é revelado algumas páginas mais tarde.

Uma versão alternativa dos Guardiões da Galáxia viaja no tempo para eliminar Thanos, o que origina uma batalha colossal, com a  vitória de Cosmic Ghost Rider. E com base no resultado desta batalha, é criada uma nova versão de Thanos, que surge com o traje típico de Punisher, num dos momentos altos do livro.

O acto final desta narrativa mostra-nos o futuro criado por Thanos, que permanece um  ditador. Ficamos igualmente a saber que Frank Castle foi assassinado por Thanos, precisamente por discordar das suas ações. E é nesta altura que temos a batalha final entre “Pai” e “Filho”, que culmina com a derrota do Mad Titan.

A premissa principal desta narrativa  é a tentativa frustrada de Frank, em redimir-se dos seus pecados, levando à inevitável aceitação de que Thanos será sempre um vilão, independentemente das escolhas realizadas. Baby Thanos Must Die é, na minha opinião, uma história divertida, que pode interessar a fãs de Ghost Rider, assim como aos seguidores mais acérrimos do trabalho de Donny Cates.

Hawkeye

Em seguimento dos eventos que ocorrem no filme de Black Widow, vamos acompanhar as aventuras de Clint Barton e Kate Bishop. A continuidade é um dos grandes trunfos da MCU e Hawkeye não desilude, introduzindo novas personagens, tais como Echo e recupera um vilão muito relevante em projetos anteriores.

Como habitualmente, contem com uma fusão entre elementos humorísticos e ação, que é maximizado por (mais) um excelente casting. Sem entrar em spoilers, posso adiantar que a narrativa foca-se no “regresso” de Ronin, que leva à intervenção de Hawkeye, que pretende recuperar o fato e eliminar alguns fantasmas do seu passado.

Uma das cenas mais icónicas ocorre no primeiro e derradeiro episódio, com um musical dos Avengers, que tem mais relevância do que inicialmente é dado a entender. O desenvolvimento de personagens é soberbo, com seis episódios muito competentes e que lançam premissas para um novo spinoff, que terá como protagonista Maya Lopez.

A química entre Clint e Kate é visível, bem complementado pelas personagens secundárias, das quais destaco Jack Duquesne, Eleanor Bishop e Kazi. Para além de Maya Lopez, que irá converter-se na Echo, temos a reintrodução de uma personagem relevante de Black Widow, algo que tinha sido sugerido na cena pós créditos finais desse filme.

Na minha opinião, a Marvel continua a expandir o seu Universo Cinematográfico, com muita qualidade, algo que me agrada e me deixa entusiasmado para esta quarta fase, que tem tudo para ser fenomenal.