Heart of Stone

O primeiro acto leva-nos a uma estância de ski, em que uma equipa do MI6 tenta capturar Mulvaney, um perigoso traficante de armas. Um dos membros da equipa é Rachel Stone, que tem a seu cargo o hacking e suporte digital da missão. Tudo corre bem até ao momento em que a missão é comprometida, resultado da intervenção de uma jovem hacker indiana.

Segue-se uma colossal cena de ação, em que é revelado o grande segredo de Rachel, que irá sustentar a narrativa deste filme. Essencialmente, iremos conhecer a organização Charter, que é composta pelos melhores espiões e que garante a paz mundial, através da utilização de um processador quântico. Sem colocar spoilers, a equipa de Stone é destacada para uma missão em Lisboa, que se converte no catalisador narrativo que alimenta o segundo acto.

Sinceramente, a narrativa é terrivelmente previsível, com inúmeros clichés, que são complementados com excelentes cenas de ação. Diria que a inspiração reside em franquias como Os Vingadores e Missão Impossível, ajustada para os tempos modernos e muito assente na tecnologia. O terceiro acto ocorre na Islândia, onde decorre o confronto final entre Parker e Stone, que tem um desfecho pouco satisfatório, na minha opinião.

Este projeto foi mais uma aposta da Netflix, que juntou Gal Gadot, Jamie Dorman, Matthias Schweighöfer, Sophie Okonedo, BD Wong e conta com a participação especial de Glenn Close. Está longe de ser uma referência no gênero mas cumpre a sua quota de entretenimento. Diria no entanto que esperava mais em termos de narrativa, sobretudo pelo facto de Greg Rucka estar envolvido na sua concepção. Até ao momento não existe confirmação de uma sequela, apesar do filme ter obtido bons resultados na plataforma de stream norte americana.

Bom
70%

Day Shift

Bud Jablonski tem um negócio de limpeza de piscinas, que é uma fachada para a sua verdadeira ocupação: caçar vampiros. Esta premissa pressupõe o típico b-movie, com uma pitada de humor e algumas cenas gore, sendo precisamente isso que ocorre, durante os 114 minutos de Day Shift.

J.J. Perry é o realizador deste filme, que garante entretenimento, sem nunca se levar demasiado a sério. O primeiro acto introduz o nosso herói, numa cena épica, que será fundamental para o desenvolvimento da narrativa. Após derrotar dois vampiros, Jablonski recolhe os dentes caninos, para posterior venda no mercado negro. É nesta altura que somos enquadrados acerca do seu passado, que resultou na expulsão do Sindicatos de Caçadores, por desrespeito ás regras.

Com a preciosa ajuda do seu ex-parceiro, Big John Elliot, o nosso herói consegue uma vaga no turno diurno, com o objetivo de pagar algumas dívidas e impedir a mudança da sua família para a Florida. Conforme mencionei no parágrafo inicial, o humor é uma constante, o que viabiliza o clássico parceiro inexperiente, que tem uma obsessão por seguir as regras.

O elenco é liderado por Jamie Foxx, mas conta igualmente com Dave Franco, Karla Souza e Meagan Good, sem esquecer a participação especial de Snoop Dogg, Scott Adkins e Peter Stormare. Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas se procuram duas horas de diversão, sem grande densidade narrativa, Day Shift é uma escolha incontornável.

Este filme está disponível via Netflix e até ao momento não existem planos para uma sequela. 

Mediano
68%

Blood of Zeus T.1

Ao longo de oito episódios, vamos acompanhar as aventuras de Heron, um dos filhos bastardo de Zeus. Apesar desta personagem ter sido criada especificamente para a série, há claramente uma influência da mitologia grega, em que é frequente a união entre deuses e humanos.

A narrativa arranca com o enquadramento histórico, dando a conhecer uma guerra entre Deuses e Gigantes, que acaba com a vitória do Olimpo. De forma a manter a paz, os Deuses guardam a alma dos Gigantes num caldeirão, que é protegido por Talos. A premissa desta primeira temporada é muito simples: Hera não aceita a infidelidade do seu marido e pretende a cabeça de Heron, dando início a uma revolta no Olimpo, que cria duas fações. Zeus impôs uma regra, que impede a interferência direta dos Deuses no destino da Humanidade, algo que não é cumprido por ambos os lados.

Adicionalmente, surge uma nova raça na Terra, os demónios, que resulta do consumo da carne dos Gigantes. O seu líder, Seraphim, vai acabar por assassinar a mãe de Heron, a pedido de Hera, dando início a uma série de eventos que culminará coma derradeira batalha entre Deuses e Gigantes.

Ao longo dos episódios, vamos assistir à evolução de Heron, que está consumido pela raiva e ódio aos Deuses, assim como à inesperada ligação a Seraphim. A Deusa Hera engendra um plano diabólico, que irá ter uma conclusão inesperada, que lança uma premissa interessante para as próximas duas temporadas, que já se encontram confirmadas pela Netflix.

Blood of Zeus é uma experiência agradável, com um casting em que destaco Jason O´Mara, Claudia Christian, Jessica Henwick, Melina Kanakaredes, Jennifer Hale e Fred Tatasciore. O equilíbrio entre o desenvolvimento de personagens e ação é soberbo, o que permite contar uma história envolvente e que ainda estará longe de concluída.