XLV

Há um ano atrás, a minha vida profissional sofreu alterações profundas, que me permitiram iniciar um novo ciclo, algo que se tem revelado muito interessante. No passado dia 1 de março, concluí mais uma volta ao Sol, o que permitiu passar algum tempo em família.

Foram duas refeições épicas,  num dia diferente e em que recebi algumas prendas, que são sempre bem-vindas e ajudam a concluir a minha lista para 2023.

Quero igualmente agradecer todos aqueles que durante o dia, me parabenizaram. É um facto irrefutável que, à medida que os anos avançam, as nossas prioridades mudam, mas permaneço convicto que devemos trabalhar no sentido de sermos a melhor versão possível de nós próprios, sem perder de vista a necessidade de sermos felizes.

Carpe Diem!

The Witcher: Blood Origin

A Netflix continua a apostar forte no lore de The Witcher, introduzindo Blood Origin, que ocorre 1200 anos antes dos eventos da série original. Ao longo de seis episódios, vamos explorar a civilização elfa (Golden Empire) e os eventos que levaram à sua destruição.

No primeiro episódio temos a presença de Jaskier, que é encarregue de cantar esta histórias, a pedido de Seanchai, uma misteriosa Elfa. A narrativa assenta na lenda de sete guerreiros, que se insurgem contra as poderosas forças de Xin’trea. Esta prequela é composta por seis episódios, que vão introduzir Fjall, do Dog Clan e Éile, um membro de um clã rival, que vão acabar por unir forças para derrotar a Princesa Merwyn, que conta com o apoio de Balor, o Druida Mor.

A narrativa está longe de ser brilhante, apesar de ter cenas de ação competentes. Diria que Scían (Michelle Yeoh) acaba por ser a personagem mais interessante, num projeto que pouco acrescentou ao universo de The Witcher. Vou obviamente evitar os spoilers mas diria que o ponto mais alto é a explicação dos eventos que levam à introdução dos humanos em Xin’trea.

Para os fãs desta franquia, diria que existe algum valor em Blood Origin, mas sugiro uma abordagem cautelosa, dado que estamos perante o spinoff menos conseguido até ao momento.

Star Trek: Picard T.2

Esta temporada arranca com uma viagem inesperada de Jean Luc rumo a uma anomalia espacial, onde se vai deparar com uma rainha Borg. Num impasse para evitar a assimilação, são transportados para um universo alternativo, em que a Federação tem uma visão xenófoba, focando-se na conquista da galáxia e eliminação de raças consideradas inferior. Após uma batalha feroz, acabam por resgatar uma rainha Borg, que se junta à equipa para uma viagem ao passado, de forma a corrigir a História e eliminar esta realidade alternativa.

O período temporal escolhido é 2024, mais especificamente Los Angeles, onde a equipa vai descobrir uma ligação à missão Europa e aos antepassados de Picard. Adicionalmente, ficamos mais tarde a saber que o responsável é o inevitável Q, com o intuito de proporcionar o derradeiro desafio a Jean Luc.

Ao longo dos dez episódios, vamos acompanhar as aventuras da equipa (Picard, Seven, Agnes, Raffi, Elnor e Rios), que necessita de reparar a nave La Sirena, garantir o sucesso da missão Europa e encontrar forma de derrotar Q. Apesar do fan service incrível, com a inclusão de Wesley Crusher, Guinan e Adam Soong, esta temporada tenta fazer demasiado, falhando em vários pontos da narrativa.

A introdução da personagem de Tallinn é interessante, assim como Renée Picard mas a narrativa torna-se previsível e assenta exageradamente no passado de Picard. Confesso que gostei mais da primeira temporada, embora o factor nostalgia seja irresistível, mantendo o meu interesse em níveis aceitáveis.

O episódio final é interessante, culminando numa aliança improvável e que lança uma premissa curiosa para o futuro da série. Adicionalmente, temos uma menção clara ao “Projeto Khan”, apesar de não termos qualquer confirmação de que venha a fazer parte da narrativa para a terceira e derradeira temporada de Picard.