Locke & Key T.2

Após os eventos da primeira temporada, os Locke acreditam que a sua vida irá regressar à normalidade. Rapidamente chegamos à conclusão que Dodge não foi derrotada, tendo assumido a aparência de Gabe para aproximar-se de Kinsey. Ao longo dos episódios vão surgir novas chaves, que permitem adquirir força sobre-humana, aprisionar ecos e transformar humanos em demónios.

Erin e Duncan vão ter um papel relevante nesta segunda temporada, servindo de apoio na batalha com Gabe e Eden. Tomamos igualmente conhecimento que com a utilização de “whispering iron” é possível forjar novas chaves, algo que será relevante para o arco narrativo principal. Josh Bennett é outra personagem introduzida nesta temporada, um antepassado do Capitão Frederick Gideon, que tem ligações profundas à família Locke.

A Black Door volta a ser um elemento relevante e que será explorado em termos narrativos. Saliento igualmente que o tom desta temporada é mais dark, com perdas assinaláveis para os Locke, que irão moldar os eventos do derradeiro episódio, em que somos confrontados com vários “impasses narrativos”.

Conforme mencionei anteriormente, há uma maior participação de Erin, Duncan e Nina, com o consequente desenvolvimento de personagens. Gostei igualmente da ligação dos Locke com o Capitão Gideon, que sem colocar spoilers, será previsivelmente uma parte fundamental da próxima temporada, que deverá estrear no segundo semestre de 2023.

Em conclusão, considero que existe uma evolução positiva em termos narrativos, embora existam alguns momentos previsíveis. O duo de vilões composto por Gabe e Eden cumpre o seu papel, embora nem sempre façam sentido as suas motivações. No que diz respeito aos Locke, Bode é a personagem que perde mais relevância, algo que espero venha a ser retificado na terceira e derradeira temporada.

Rendez-Vous com RAMA

No distante ano de 1973, Arthur C. Clarke publicou esta história de ficção científica, que decorre no ano 2130, quando um misterioso objeto cilíndrico entra no nosso sistema solar. Após inúmeras análises e testes, os cientistas concluem que se trata de uma nave especial, de origem desconhecida. Assim sendo, o comandante Bill Norton é destacado para pilotar a Endeavour até ao objeto, que é apelidado de Rama, em homenagem ao deus hindu da Proteção.

Ao longo dos capítulos vamos acompanhando a exploração da nave, que tem um ecossistema próprio e desafia várias das leis de Newton, graças ao seu invulgar comportamento. Adicionalmente, é confirmado que Rama é um cilindro perfeito, com vinte quilómetros de diâmetro e cinquenta de largura.

O autor consegue manter sempre um manto de mistério, através de uma escrita inteligente e muito descritiva, que nos mantém sempre na esperança que exista um encontro com uma entidade alienígena. Gostei igualmente do conceito do comité dos Planetas Unidas, uma espécie de ONU intergaláctica, que tem como função proteger os planetas do nosso sistema solar.

Rendez-Vous com RAMA é um clássico do género e que recomendo sem hesitação. É um livro que aborda a exploração espacial e a forma como o ser humano lida com o desconhecido. O desenvolvimento narrativo dos membros da tripulação e as suas diferentes crenças é um mais valia narrativa, aumentado a nossa empatia para com a missão e  com o desfecho desta aventura, que é certamente invulgar.

Caso pretendam debater alguma temática específica, convido-vos a partilhar a vossa opinião na caixa de comentários.

Warriors of Future

Em 2055, o planeta foi devastado por guerras, poluição e o inevitável aquecimento global, que causou danos significados na atmosfera. Em consequência, existem muitas mortes prematuras e uma panóplia de defeitos genéticos de nascença, o que leva à criação de cúpulas, designadas como Skynets, que protegem os habitantes das cidades.

A narrativa ocorre na Skynet B-16, que corresponde a Hong Kong, local fustigado pela queda de um meteorito que contém um organismo alienígena, denominado como Pandora, que cresce com a pluviosidade. Os cientistas determinam que a planta tem a capacidade de purificar o ar, embora esteja a expandir-se a um ritmo incontrolável e que irá acabar por consumir a cidade. A equipa da ASU, liderada pelo Dr Chan, descobre uma forma de alterar o genoma de Pandora, impedindo a sua expansão e garantindo a recuperação da atmosfera.

Tyler e Johnson Cheng, são os soldados encarregues de localizar a planta e injectar a fórmula do Dr Chang, numa missão que vai relevar-se desafiante. Ao bom estilo de Hollywood, existe um prazo de poucas horas para garantir o sucesso da missão e evitar o bombardeamento da cidade. Ao longo da narrativa vamos tendo algum desenvolvimento das personagens, com os inevitáveis sacrifícios, um sabotador interna  e muita ação. Warriors of Future é realizador por Ng Yuen-fai e garante entretenimento ao longo dos seus 100 minutos.

As interpretações são medianas, embora as cenas de ação estejam bem coreografadas e o CGI utilizado seja de qualidade aceitável. A narrativa é francamente previsível e repleta de clichés, mas para uma tarde de inverno é uma escolha sólida e que ajuda a passar o tempo.

Mediano
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