Resident Evil

Andrew Dabb é o mais recente responsável pela adaptação para série televisiva desta franquia da CAPCOM. Ao longo de oito episódios acompanhamos Albert Wesker e as suas duas filhas, Jade e Billie, numa abordagem diferente mas que sinceramente não me convenceu.

A narrativa mostra-nos um futuro apocalíptico, em que os zombies infestaram a maior parte do planeta. Jade Wesker converteu-se uma cientista e acredita que é possível controlar o T-Vírus, recorrendo a tácticas menos ortodoxas. Resident Evil usa e abusa de flashbacks, com constantes alternâncias entre o passado e o presente, no sentido de criar um cronograma temporal dos eventos que levam ao colapso total da Humanidade.

Os episódios focam-se maioritariamente  na vida escolar das filhas de Wesker, que lentamente vão descobrindo o passado oculto de Albert. Sem colocar spoilers, preparem-se para alguns momentos absurdos e que irão irritar os fãs da franquia, sobretudo no que diz respeito à liberdade criativa que os argumentistas utilizaram nesta adaptação.

Contem igualmente com várias cenas de ação, que vão conferindo alguma dinâmica a uma narrativa fraca e que pouco acrescenta ao universo Resident Evil. A fraca receptividade deste projeto da Netflix poderá inviabilizar uma segunda temporada, que sugere a introdução de Ada Wong na história.

No global, não consigo recomendar este projeto e acredito que os fãs hardcore desta franquia possam nutrir um ódio de estimação muito especial por esta abordagem deveras invulgar.

Mobile Suit Gundam Hathaway

O ano é de U.C.0105 e a narrativa arranca a bordo da Haunzen, que está a caminho da Terra, com inúmeros membros do Governo a bordo. Passaram doze anos desde os eventos de Char’s Adventure, e uma organização anti-federação denominada Mafty começa a ganhar tração junto da população. O seu líder é o misterioso Mafty Navue Erin, cuja aparência é desconhecida.

O primeiro acto apresenta as personagens principais, mais concretamente Hathaway Noa, filho de Bright Noa, o Capitão Kenneth Sleg e Gigi Andalucia. Vamos acompanhar a estranha relação desde triângulo, que está repleto de segredos e mistério. A identidade de Mafty Navue Erin é relevada no início do segundo acto, que incorpora várias cenas de ação e tenta justificar a posição defendida pela Federação, assim como a dos rebeldes.

Gosto particularmente da relação entre Gigi Andalucia e Hathaway, que combina sensualidade e desconfiança, conferindo uma dinâmica muito interessante. As cenas de ação ficam reservadas para as batalhas entre Mafty Erin e Gawman estão bem conseguidas e são fundamentais para quebrar um pouco a densidade da narrativa, que tem muitas referências aos filmes anteriores.

Como habitualmente, não vou colocar spoilers mas diria que Mobile Suit Gundam Hathaway é um filme necessário para quem é fã dos originais. Apesar de ser um projeto recente e ter um estilo de animação diferente, acaba por complementar a saga e é, na minha opinião, uma experiência agradável.

Mediano
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