Dragon’s Dogma

Esta ONA (original net animation) é baseada no jogo da CAPCOM e leva-nos ao mundo de Gransys, onde conhecemos Ethan, a sua mulher e Louis, um jovem órfão, que vivem nas montanhas. O primeiro episódio apresenta-nos a história triste de Ethan, que perde a sua família, após a cidade ser atacada por um dragão. Adicionalmente, o seu coração é removido, dando início a uma maldição que vai alimentar a narrativa desta série.

Ethan é ressuscitado por Hannah, uma Pawn, convertendo-se num Arisen, cujo objetivo é matar o dragão e manter um ciclo mágico que ocorre há várias eras. Os sete episódios seguintes de Dragon’s Dogma acompanham as aventuras de Hannah e Ethan, representando os sete pecados mortais, algo que será fundamental para o desfecho desta aventura.

Ao longo da série, o sobrenatural é uma constante, com a presença de goblins, griffins, hydras, lich e até um vampiro. A animação e o casting é competente, mas não consegue transportar-me para este universo mágico, em que os humanos tentam ultrapassar um cenário em que as probabilidades de sucesso são extremamente reduzidas.

Confesso que o desfecho, na Tainted Mountain, é o ponto alto da série, que no global, consegue ser interessante mas pouco memorável. Em conclusão, apesar de não conseguir recomendar este projeto de Shinya Sugai, fica a menção a mais uma adaptação da CAPCOM, que continua a ter em Resident Evil a sua franquia mais forte em termos de animação.

Spiderhead

Baseado numa short story da autoria de George Saunders, vamos acompanhar o quotidiano diário de uma penitenciária inovadora, em que os reclusos usufruem de várias liberdades, em troca de ensaios médicos. O responsável pelo projeto é Steve Abnesti, que conta com o apoio de Mark, o seu assistente de pesquisa.

Conforme mencionado, as instalações (Spiderhead) acomodam quartos individuais para os reclusos, que coexistem em harmonia e sem necessidade de guardas. Lentamente, vamos acompanhando os testes realizados, que consistem em medicação que provoca alterações de humor e percepção. Curiosamente, toda a experiência é documentada via vídeo, requerendo sempre uma aceitação verbal por parte dos intervenientes.

Adicionalmente, vamos conhecendo o passado de Jeff e Lizzy, as duas cobaias primárias de Abnesti, que carregam o peso dos seus crimes. No segundo acto, temos indícios claros de uma agenda oculta, que está associada ao medicamento B-6, que terá uma relevância fundamental para o desfecho da narrativa.  O ritmo do filme é lento, com foco no diálogo e nalgumas cenas repletas de intensidade, que sustentam o thriller psicológico dos eventos que vão ocorrendo ao longo dos testes.

A nível de interpretações, o destaque vai para a sinergia de Chris Hemsworth e Milles Teller, que elevam a qualidade do produto final. Está longe de ser um filme memorável, mas confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com Spiderhead, motivo pelo qual resolvi partilhar a sugestão.

Mediano
64%

Legends of Tomorrow T.5

A loucura narrativa permanece uma constante nesta temporada, levando-nos a uma batalha épica com Rasputin no primeiro episódio. Um das premissas principais é a libertação de almas assassinas do Inferno, com o objetivo de semear o caos na Terra.

A magia continua a ter um papel fundamental, forçando John Constantine a recorrer a medidas extremas para salvar Ray, que foi possuído por Neron, assim como o resgate da alma de Astra Logue. Adicionalmente, ficamos a descobrir a verdadeira identidade de Charlie e a sua ligação ao Tear do Destino.

Os eventos da temporada anterior impactam igualmente a composição da equipa, com a adição de Behrad Tarazi e uma alteração profunda na personagem de Zari. Ao longo dos episódios, como é apanágio, acontece de tudo um pouco, sem grande preocupação com a qualidade da narrativa. Destaque para um episódio absolutamente fabuloso que envolve uma horda de zombies, assim como arco narrativo que envolve Mick e a sua filha.

Nora Darhk acaba por ter o seu arco de redenção e os últimos episódios colocam as Lendas contra as Fates, entidades dívinas que pretendem controlar e eliminar o livre arbítrio da Humanidade. A temporada termina num impasse, em que o Mundo aparenta ser controlado por Atropos, Lachesis e Clotho.