Cannon Busters

Baseado na obra de LeSean Thomas, este anime assume a tarefa de introduzir o  universo de Gearbolt, mais especificamente, as aventuras de Philly the Kid, um perigoso fora da lei que tem uma vantagem muito específica: imortalidade.

Os primeiros episódios apresentam, como seria expectável, as personagens principais, sem esquecer a sua origem e prioridades individuais. Samberry e Casey Turnbuckle são os andróides que irão acompanhar Philly na sua demanda por alcançar a fortaleza de Gara’s Keep. Existe uma agenda oculta, como é frequente, que consiste essencialmente em vingança, mas vou optar por não divulgar demasiados pormenores acerca deste ponto da narrativa.

Ao longo dos dozes episódios assistimos a situações hilariantes, que são resolvidas através de tácticas dúbias mas que alcançam o resultado pretendido. 9ine é uma das minhas personagens preferidas e acaba por ter um papel relevante no desfecho da temporada, bem complementado com a explicação  do motivo pelo qual a serie se intitula “Cannon Busters”.  Outro ponto interessante é Mora, uma fonte de poder, que ostenta uma ligação ao Principe Toji e a Locke, que é obcecado por desbloquear os seus segredos.

Em conclusão, destaco a qualidade da animação e o feel steam punk que combina com o universo criado. No entanto, em ponto algum desta primeira temporada consegui sentir uma ligação relevante ás personagens ou à narrativa que acompanhava.

Acredito que a minha experiência possa ser diferente da vossa, motivo pelo qual deixo ao critério dos leitores a escolha de investir neste dozes episódios iniciais de Cannon Busters, que ainda não tem confirmada uma segunda temporada.

Nintendo Switch: a minha opinião

No Natal de 2021, recebi de forma inesperada uma Nintendo Switch. Confesso que sempre me senti atraído pela mobilidade que este dispositivo confere, embora tenha optado por uma Xbox One, pelo simples facto de já conhecer o ecossistema e necessitar de um leitor de blu-ray.

Este artigo vai ser curto mas tem como função partilhar a minha experiência e ajudar quem estiver a considerar adquirir esta consola. Para mim, a componente mais relevante é a mobilidade e o desempenho, algo que a Switch consegue garantir a um nível muito elevado. Existem igualmente ports muito bem conseguidos e que “escondem” de forma quase perfeita a perda de resolução e frame rate.

Tem sido uma experiência fenomenal jogar títulos indie, tais como Huntdown, ou acelerar nas pistas de Hotshot Racing, sem esquecer igualmente os cl?ssicos da Nintendo, nomeadamente Mario Kart e Zelda. Sou o primeiro a admitir que tenho utilizado exclusivamente o modo portátil, apesar de ter recebido a dock. Nos dias que correm, a maioria dos utilizadores privilegia a performance gráfica e a resolução, o que é perfeitamente natural. Para quem se enquadra perfil, esta é claramente uma solução a evitar.

Mas, se como eu, preferem a jogabilidade e a componente de diversão, esta pode ser a solução ideal, dado que podem utilizar a caminho do trabalho, no sofá ou mesmo na cama, antes de concluírem um longo dia. Adicionalmente, existem promoções constantes na eShop, que vos permitem expandir a biblioteca sem grande investimento.

Para terminar, gostaria apenas de ouvir o vosso feedback acerca deste tema. São team Playstation, XBOX ou Nintendo?

Halo T.1

A Paramount+ apostou forte na adaptação da obra prima da Bungie, trazendo o universo de Halo para o seu serviço de streaming. Ao longo de nove episódios vamos conhecer as personagens principais da narrativa, assim como as suas motivações e agenda oculta.

Estamos no século XVI e a UNSC (United Nations Space Command) encontra-se em guerra com a Covenant, uma aliança de várias raças extra-terrestres, que pretendem erradicar a humanidade. Numa derradeira tentativa de mudar o curso da batalha, a Dra Catherine Halsey cria uma raça de super-soldados, que são liderados por John-117, mais conhecido por Master Chief. As suas capacidades invulgares garantem uma vantagem no campo de batalha, embora insuficiente para garantir uma vitória.

O cenário sobre uma alteração radical,  quando é recuperado um artefacto antigo, denominado Forerunner Keystone, em Madrigal. É precisamente nesta batalha que vemos pela primeira vez os Spartans em ação, o que trouxe sem dúvida muitas memórias do clássico videojogo da Microsoft. Há uma ligação entre Master Chief e o artefacto, que será explorado ao longo da narrativa, levando-o a apresentar um comportamento errático, algo que vai contra a sua programação militar.

Vamos igualmente conhecer o passado do programa Spartan, mais especificamente o método cruel de recrutamento, que terá repercussões graves no futuro da equipa. Adicionalmente, na primeira metade da temporada, acompanhamos a revolução em Madrigal, que é liderada por Kwan Ha, com a preciosa ajuda de Soren-066, um desertor dos Spartans.

No que diz respeito à Covenant, a personagem principal desta primeira temporada é Makee, uma humana que foi doutrinada pelos Hierarchs e que tem a designação de “Blessed One”. À semelhança de John, apresenta uma ligação ao artefacto, que será relevante no derradeiro episódio, no planeta Hesduros. Estamos perante uma adaptação, que insere alguns elementos e personagens que não constam do lore do videojogo, o que pode afastar alguns dos fãs mais hardcore desta franquia. Sem colocar spoilers, existem decisões corajosas, sobretudo no episódio 8, envolvendo Makee e John, assim como a constante necessidade de mostrar Master Chief sem capacete.

Dito isto, existem muitos pontos positivos, dos quais destaco as cenas de ação, nos episódios um, cinco e nove, que são absolutamente fabulosas. Madrigal e Reach estão muito bem retratados e a personagem da Dra Catherine Halsey está terrivelmente bem conseguida. Pablo Schreiber e Jen Taylor apresentam uma boa química, sobretudo a partir da segunda metade da temporada, com o apogeu na derradeira cena de ação em Hesduros, que termina num gigantesco impasse.

A segunda temporada está confirmada e ficarei a aguardar ansiosamente. Na minha opinião, a série tem os seus prós e contras, com algumas decisões narrativas questionáveis mas consegue melhorar progressivamente, o que é importante para manter o meu interesse. Fico igualmente curioso para saber se teremos a aparição de The Harbinger na segunda temporada e qual o destino traçado para a personagem de Makee.