Hawkeye

Em seguimento dos eventos que ocorrem no filme de Black Widow, vamos acompanhar as aventuras de Clint Barton e Kate Bishop. A continuidade é um dos grandes trunfos da MCU e Hawkeye não desilude, introduzindo novas personagens, tais como Echo e recupera um vilão muito relevante em projetos anteriores.

Como habitualmente, contem com uma fusão entre elementos humorísticos e ação, que é maximizado por (mais) um excelente casting. Sem entrar em spoilers, posso adiantar que a narrativa foca-se no “regresso” de Ronin, que leva à intervenção de Hawkeye, que pretende recuperar o fato e eliminar alguns fantasmas do seu passado.

Uma das cenas mais icónicas ocorre no primeiro e derradeiro episódio, com um musical dos Avengers, que tem mais relevância do que inicialmente é dado a entender. O desenvolvimento de personagens é soberbo, com seis episódios muito competentes e que lançam premissas para um novo spinoff, que terá como protagonista Maya Lopez.

A química entre Clint e Kate é visível, bem complementado pelas personagens secundárias, das quais destaco Jack Duquesne, Eleanor Bishop e Kazi. Para além de Maya Lopez, que irá converter-se na Echo, temos a reintrodução de uma personagem relevante de Black Widow, algo que tinha sido sugerido na cena pós créditos finais desse filme.

Na minha opinião, a Marvel continua a expandir o seu Universo Cinematográfico, com muita qualidade, algo que me agrada e me deixa entusiasmado para esta quarta fase, que tem tudo para ser fenomenal.

Star Wars: Rebels

Uma das prioridades para este ano passa por eliminar uma parte significativa do meu backlog. Optei por retomar o universo Star Wars, que foi tão bem representado por The Clone Wars e diria que foi uma escolha acertada.

Ao longo de quatro temporadas, vamos acompanhar a evolução de Ezra Bridger, um jovem habitante de Lothal, com uma forte ligação à Força e que irá ser treinado por Kanan Jarrus, um dos Padawan sobreviventes da Ordem 66.

A primeira temporada foca-se na tripulação da Ghost, uma nave pilotada por Hera, filha de Cham Syndulla, um dos libertadores de Ryloth, cuja história é revelada em The Clone Wars. Sabine Wren, de Mandalor, é outro dos membros da equipa, assim como Zeb Orrelios, um antigo capitão da Guarda Real de Lasat. O derradeiro elemento é Chopper, um astromech que é uma das minhas personagens favoritas da série.

Após o foco inicial no desenvolvimento dos heróis, somos apresentados aos vilões, que, nas primeiras das temporadas, são maioritariamente The Inquisitors, uma força criada especificamente para localizar e eliminar os Jedi sobreviventes. O Agente Kallus e Grand Admiral Thrawn são fundamentais para a narrativa, que reintegra personagens icónicas tais como o Capitão Rex, Ahsoka Tano e Hondo Ohnaka. Existem obviamente outras participações, que vou manter no anonimato, mas que estão ligados ás duas primeiras trilogias e que acrescentam continuidade a Rebels.

A terceira temporada explora em maior detalhe o passado das principais personagens, lançando igualmente a premissa para os eventos da derradeira temporada, que irá opor os Rebeldes a Grand Admiral Thrawn, numa luta brutal que visa a libertação de Lothal.

Sem colocar spoilers, recomendo vivamente que invistam nesta série, que complementa de forma quase perfeita os eventos de Clone Wars, lançando algumas premissas relevantes para o futuro de algumas das personagens participantes nesta quatro fantásticas temporadas.

Eternals

A quarta fase da MCU come?a ?lentamente a tomar forma, introduzindo os Eternals. Baseado na obra do lend?rio Jack Kirby, a narrativa aborda a miss?o dos escolhidos de Arishem para o Planeta Terra. O primeiro acto tem in?cio em 5000 AC, com a chegada de Ajak e da sua equipa, para combater e eliminar os Deviants. Somos transportados para diversos pontos chave da civiliza??o humana, at? ao ano de 1521, altura em que os Eternals finalmente alcan?am o seu objetivo.

Vou manter a premissa principal em segredo, precisamente para evitar spoilers, mas iremos assistir ao regresso dos Deviants, que for?am a equipa a reagrupar-se, no sentido de defender novamente o Planeta e vingar a perda de um dos seus membros. O desenvolvimento de personagens ? aceit?vel, no entanto o elevado n?mero de intervenientes acaba por deixar v?rias quest?es por responder, o que retira alguma qualidade ao produto final.

Ajak, Sersi, Ikaris, Sprite, Phastos, Makkari, Druig, Gilgamesh e Thena formam uma equipa disfuncional e que come?a a duvidar dos verdadeiros motivos da miss?o. Gosto do constante conflito de ideologia, que explora a t?nue fronteira entre conceitos subjetivos e que lan?am a narrativa para algumas disserta??es filos?ficas. As cenas de ac??o est?o bem coreografadas e apresentam de forma competente os poderes dos intervenientes, mas o segundo acto falha nalguns pontos importantes.

A narrativa torna-se progressivamente previs?vel e v?rios membros dos Eternals acabam por tomar decis?es que fazem pouco sentido face ao seu comportamento pr?vio. O casting da Marvel continua a ser um dos pontos fortes e neste filme destaco Gemma Chan, Richard Madden, Kumail Nanjiani e Barry Keoghan.

Contem com duas cenas p?s-cr?ditos, que lan?am a sequela de Eternals e sugerem a personagem de The Black Knight, que ? interpretada por Kit Harrington. J? agora, reconhecem a voz que o interpela nesse cena? Posso dar a dica que est? relacionado com B….

Mediano
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