Harley Quinn T.1

Se procuram uma adaptação da DC que seja politicamente incorreta e repleta de violência, a minha recomendação vai para esta série. A premissa é simples mas envolve a separação de Joker e Harley, que acaba por ter consequências desastrosas para Gotham.

A primeira metade da temporada introduz as personagens de Doctor Psycho, King Shark, Clayface e Sy Borgman, que irão integrar a equipa de Harley Quinn. A sua melhor amiga, Poison Ivy, tem igualmente um papel relevante, servindo de consciência e voz da razão para as constantes tentativas falhadas de entrar na Legion of Doom.

O mais interessante para mim é o facto da narrativa abordar temas sérios, num tom satírico e repleto de momentos cómicos. Adicionalmente, temos a presença de Batman e do Comissário Gordon, numa versão completamente disfuncional e que complementa de forma competente a loucura que vai ocorrendo nos diversos episódios.

Contem igualmente com a presença de vilões secundários, tais como Kiteman e Queen of Fables, que terão um papel relevante no desfecho da primeira temporada. O casting de voz é fabuloso, com destaque para Kaley Cuoco, Jason Alexander, Alan Tudyk e Lake Bell.

Esta é uma série que recomendo vivamente e que vai crescendo exponencialmente em termos de qualidade e momentos épicos. O melhor exemplo são os derradeiros dois episódios, em que o Joker consegue (finalmente) alcançar o seu objetivo de conquistar Gotham City.

Castlevania T.3

Após a morte de Drácula, o nosso trio de heróis tenta encontrar um novo propósito para a vida. Alucard opta por permanecer no castelo, com o objetivo de o reconstruir. Adicionalmente, fica responsável pelo espólio da família Belmont, no sentido de preservar e transmitir conhecimento ás gerações futuras.

Trevor e Sypha decidem ajudar o que resta da humanidade, ajudando na reconstrução das cidades e eliminando demónios e monstros que continuam a subjugar os mais fracos. Adicionalmente, continuamos a acompanhar o arco narrativo de Hector, que permanece prisioneiro de Carmilla, que tem planos arrojados para a raça vampira.

Isaac continua na sua missão de vingança, embora comece a ter uma perspectiva diferente, mais focada na reconstrução e na perspectiva de criar um Mundo mais justo. Na minha opinião, uma boa história necessita de evolução nas personagens e é precisamente isso a que vamos assistir nesta terceira temporada.

A introdução de Lenore, uma das irmãs vampiras de Carmilla e Saint Germain, um alquimista, são uma lufada de ar fresco, acrescentando qualidade e complexidade narrativa. Vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos uma batalha épica entre Isaac e o seu exército e outra em Lindenfeld, que visa ressuscitar Drácula.

Esta é provavelmente a minha temporada preferida até ao momento e lança uma premissa fabulosa para a derradeira temporada, que irá opor Isaac a Hector, para além do derradeiro desafio para o trio composto por Alucard, Trevor e Sypha.

Free Guy

Ready Player One foi uma das melhores leituras dos últimos anos, no entanto o filme ficou aquém das minhas expectativas. Esta introdução pode fazer pouco sentido, à primeira vista, mas Shawn Levy conseguiu criar um universo fantástico, que em certos momentos me fez lembrar alguns momentos épicos da obra de Ernest Cline.

Estamos perante uma comédia de ação, que nos transporta para um mundo digital, em que acompanhamos a vida de Guy, um bancário que descobre ser uma personagem de um MMO. Existem cenas hilariantes, associadas ao comportamento tóxico dos jogadores, assim como a completa desvalorização dos NPC.

A narrativa do “mundo real” assenta numa premissa básica: recuperar ficheiros que comprovem que Antwan Hovachelik, o CEO da Soonami, roubou o código fonte dum jogo que estava a ser desenvolvido por Millie Rusk e Walter McKey. Como é apanágio nestes artigos, vou evitar os spoilers, mas contem com muita ação over the top e inúmeros cameos, dos quais destaco Ninja, Dwayne Johnson, John Krasinski, Chris Evans, Lara Spencer, Alex Trebek e Tina Fey.

Ryan Reynolds é a escolha óbvia para Free Guy, sendo bem complementado por Taika Waititi e Lil Rel Howery.  A série de eventos que origina a criação de Blue Shirt Guy é sublime, garantindo ação e humor, que converte este filme numa experiência divertida e que recomendo sem hesitação.

Existem inúmeras referências a cultura pop e ao universo dos videojogos, mas que estão longe de retirar interesse a quem tiver menos conhecimento sobre estes tópicos. Na minha opinião, são 115 minutos de pura diversão, assentes numa narrativa simples mas que tem um final satisfatório.

Apesar de ainda não existir confirmação oficial, é bastante provável uma sequela, que retomará os eventos que ocorrem após a destruição de Free City.

Bom
75%