Jungle Cruise

Este projeto é baseado numa atracção turística da Disney, com o mesmo nome, o que considero ser um facto curioso e invulgar. A narrativa assenta na história de Don Aguirre, um conquistador espanhol que tenta localizar a Árvore da Vida, que possui extraordinários poderes curativos, no sentido de salvar a vida da sua filha.

O primeiro acto apresenta-nos as personagens principais, apostando numa simbiose entre ação e humor, muito ao estilo de Piratas das Caraíbas ou A Múmia. A Dra Lily Houghton (Emily Blunt) está obcecada em retomar a missão de Don Aguirre, com o intuito de revolucionar a Medicina moderna e conquistar o respeito dos seus pares. Cronologicamente, este eventos decorrem em 1916, numa era em que a mulher tem um papel secundário, algo que é explorado de forma inteligente ao longo de Jungle Cruise.

A acção decorre maioritariamente na Amazónia. a bordo do La Quila, capitaneado por Frank Wolff (Dwayne Johnson), que tem um sentido de humor único e aceita auxiliar Lily e o seu irmão MacGregor Houghton. Como é evidente, tem de existir um antagonista, que neste caso é o Príncipe Joachim, um membro da realeza germânica que pretende utilizar as propriedades regenerativas da flor para garantir a vitória dos nazis na Guerra.

Temos inúmeras cenas de acção, humor constante e algumas revelações (previsíveis) no que diz respeito à narrativa e principais motivações de algumas das personagens. Aliás, diria que o ponto mais forte é precisamente o factor entretenimento, que foi alcançado com sucesso, resultando numa agradável experiência de 127 minutos.

Caso tenham oportunidade, fica a minha sugestão. Caso já tenham visto este filme, convido-vos a partilhar a vossa opinião na caixa de comentários. Para terminar, apenas a informação de que está a ser preparada uma sequela, o que faz todo o sentido, face ao desfecho do terceiro acto.

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70%

Bowen StrikeDown Thor 1/6

A Bowen Designs foi a pioneira na criação de estátuas no longínquo ano de 1992. O mítico escultor Randy Bowen ainda hoje é considerado uma referência no meio, tendo sido responsável pela criação de várias peças icónicas. Dito isto, não tem sido fácil encontrar estátuas da Bowen, em bom estado e sobretudo a um preço que não implique a venda de um rim.

Em 2019 encontrei o StrikeDown Thor em Madrid mas não consegui chegar a acordo com o vendedor, que pretendia 450 euros, algo incomportável para o meu orçamento. Mas se há algo que tenho vindo a aprender neste hobby é a ser paciente e felizmente consegui localizar em França outra unidade, a bom preço e em excelente estado de conservação.

Após alguma negociação, realizei negócio por um valor dentro do meu orçamento e em três dias tive em minha posse o God of Thunder. Francamente estou surpreendido com as recentes adições à coleção, dado que se tratam de estátuas raras e que até há muito tempo estavam claramente sobrevalorizadas. Mas vivemos tempos únicos, em que estou a tentar aproveitar o confinamento para me rodear de tudo aquilo que mais aprecio.

No que diz respeito à estátua, a escala é de 1/6, com cerca de 38 cm e 4.5 kg de peso. A pose e o detalhe são inspirados na BD clássica e o detalhe é fantástico, quer em termos de anatomia como de similaridade com o material original da Marvel. Sugiro que continuem a acompanhar o blog, dado que em breve terei mais novidades e claro, estão convidados a partilhar a vossa opinião acerca deste artigo e do hobby em geral.

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Suicide Squad 2

Confesso que a aventura original e Birds of Prey foram grandes desilusões, mas a realidade é que a adição de James Gunn ao projeto revitalizou o meu interesse. O primeiro acto apresenta-nos a nova Task Force X, que continua a ser liderada por Rick Flag e conta com BloodSport, Harley Quinn, Peacemaker, King Shark, Polka-Dot Man e Ratcatcher 2.

A narrativa decorre em Corto Maltese, para uma missão que visa destruir um edifício que alberga o obscuro projeto Starfish. Os momentos cómicos são recorrentes, complementados com ação frenética, bem ao estilo de James Gunn, que apostou forte em algumas personagens secundárias do universo DC.

A cena inicial na praia, com Savant, Captain Boomerang, Blackguard, TDK, Javelin e Mongal é absolutamente épica, com um desfecho que terá algumas ramificações no acto final. Quero igualmente destacar a participação da actriz portuguesa Daniela Belchior, que interpreta a personagem de Ratcatcher 2 , Sylvester Stallone, que dá a voz a King Shark e John Cena, que é fenomenal como Peacemaker.

Um dos vilões da narrativa é Gaius Grieves, mais conhecido como The Thinker, que lidera o projeto Starfish e será responsável por um dos maiores twists de Suicide Squad 2. Como é apanágio, os motivos reais de Amanda Waller são obscuros, o que vai colocar dilemas morais para esta equipa de vilões e anti-heróis. Gostei bastante do acto final, que contém a derradeira batalha com Starro the Conqueror e o exército de Colto Maltese.

Os efeitos especiais são muito competentes e a realização de James Gunn coloca este filme num patamar superior ao que esperava. Está longe de ser brilhante mas garante 132 minutos de pura diversão e lança algumas premissas interessantes para o futuro, dos quais destaco a série da HBO Max acerca de Peacemaker. Para terminar, recomendo que aguardem pelas duas cenas pós-créditos que estão disponíveis.

Mediano
72%