Justice Society: World War II

A WB continua a apostar forte nos filmes de animação, sendo este o mais recente projeto. O primeiro ato apresenta-nos uma Europa consumida pela guerra e um Fuhrer obcecado em localizar artefactos mágicos, com o intuito de criar a derradeira arma de conquista mundial. Do lado dos EUA, o Coronel Steve Trevor torna-se o responsável por uma equipa de super-humanos, composta por Black Canary, Hawkman, Hourman, Jay Garrick e Wonder Woman, que tem a designação de Justice Society.

A narrativa alterna com os tempos modernos, em que acompanhamos uma batalha entre Super-Homem e Brainiac, que acaba por ter a intervenção de The Flash. Numa tentativa de salvar o Homem de Aço de uma bala de kryptonite, Barry ativa pela primeira a Speed Force, sendo catapultado no tempo, para uma era em que a Justice Society se encontra na França, em guerra aberta com os nazis.

Seguem-se gloriosas cenas de ação, que culmina com o salvamento de Steve Trevor, cortesia de Allen e Jay Garrick. Após alguma relutância inicial, a equipa aceita a presença do velocista do futuro e seguem para uma missão secreta, na tentativa de localizar Doctor Fate, que aparenta ter a resposta para os eventos ocorridos.

Estou deliberadamente a omitir vários pormenores narrativos que são importantes, mas contem com a presença de AquaMan e The Advisor, que terão um papel relevante no desfecho desta aventura. A animação está bem conseguida, com alguns twists narrativos que funcionam bem e conferem alguma imprevisibilidade para o terceiro e derradeiro ato.

O casting é soberbo, com destaque para Stana Katic, Matt Bomer, Christopher Diamantopoulos e Omid Abtahi, que acrescentam dinamismo e qualidade ao projeto final. Justice Society é um filme muito competente, ao nível do que a DC nos tem habituado e é uma recomendação clara da minha parte.

Mediano
70%

The Couch Buddies Ep.2

Mantendo a tendência de divulgar jogos que moldaram a minha infância, é inevitável falar de NHL 94. A jogabilidade, aliado à experiência realística de competir numa temporada ou playoff tornou este título num dos meus favoritos da Mega Drive.

Para além disso, foi através deste jogo que tomei conhecimento de Patrick Roy, que se viria a converter no meu jogador preferido da NHL.

A Quiet Place 2

Há cerca de três anos fui agradavelmente surpreendido com uma narrativa cativante, centrada na família Abbott e que terminou num impasse colossal.

Esta sequela começa por dar algum enquadramento acerca da chegada destas estranhas criaturas ao nosso Planeta, retomando posteriormente aos eventos que ocorrem no derradeiro ato do primeiro filme.

Evelyn tenta garantir a sobrevivência da sua família, mas um incidente que envolve o seu filho Marcus, força-a a realizar uma inesperada viagem à cidade, para obter antibióticos. Paralelamente, existe o reencontro com Emmett, um amigo de longa data e sobrevivente, que será fundamental para esta aventura.

Gosto particularmente do primeiro ato, que combina perfeitamente a componente de narrativa e ação. As interpretações continuam a ser francamente boas e o facto de existir um orçamento superior permite a integração de cenas mais ousadas em termos de CGI e uma expansão do mundo que conhecemos.

Concluímos que a invasão foi global e tomamos conhecimento de uma fraqueza relevante das criaturas, que será explorada no ato final do filme. Pelo meio, somos confrontados com uma sociedade em colapso, em que apenas sobrevivem os grupos mais fortes, que pilham e subjugam os mais indefesos.

O terceiro ato transporta-nos para uma zona que não foi afetada pelas criaturas, algo que muda radicalmente com a chegada de Emmett e Regan. O desfecho final é aberto, estando previsto um terceiro filme, que continuará a detalhar a batalha da família Abbot. Com a ajuda de Emmet e uma nova forma de expansão da frequência sonora, a probabilidade de sucesso aumenta significativamente, abrindo uma série de oportunidades para a terceira aventura.

Para concluir, aproveito para recomendar este filme, que está muito bem conseguido e beneficiou da adição do fabuloso Cillian Murphy, que complementa muito bem Emily Blunt e Millicent Simmonds.

Bom
78%