Futurama T.2

A segunda temporada continua a criar momentos hilariantes mas tem um foco considerável no desenvolvimento das personagens.

Zapp Brannigan, Zoidberg, Farnsworth e Lela acabam por ter episódios específicos dedicados a dar a conhecer a sua história. Por outro lado, a relação de amizade entre Bender e Fry continua a evoluir, o que resulta em episódios francamente apelativos.

O meu preferido é The Cryonic Woman mas diria que esta temporada consegue ser superior à original, levantando algumas premissas interessantes para o futuro.

Sugiro que evitem comparações aos Simpsons e dêem uma oportunidade a Futurama, que tem potencial para converter-se numa agradável surpresa.

O Lakeshow está de regresso!

Sou um adepto dos Lakers desde o mítico showtime dos anos 80 e rejubilei com chegada do Zen Master, Phil Jackson, que nos permitiu um three-peat na era Shaq/Kobe e mais tarde, um repeat com o quarteto Bynum, Odom, Pau e Kobe.

Mas a seguir ao sucesso, acumularam-se falhanços, com destaque para a equipa  composta por Steve Nash, Dwight Howard, Pau e Kobe, que abriu caminho para cinco temporadas consecutivas em que não conseguimos sequer alcançar os playoff, algo inédito na gloriosa história dos Los Angeles Lakers. Pelo meio, duas lesões graves afastaram Kobe Bryant da equipa, culminando com a sua despedida da competição em 2016.

Em 2019, Lebron James assinou por quatro temporadas e o futuro parecia brilhante, com inúmeros jovens de qualidade a fazer parte da equipa. Mas uma vez mais, as lesões acabaram com qualquer ilusão, originando a sexta temporada sem alcançar os playoff e colocando uma pressão imensa sobre Rob Pelinka, o GM da equipa. Os Lakers investiram fortemente, com a troca do seu núcleo jovem e a aquisição de Anthony Davis, possivelmente o melhor PF da Liga. Adicionalmente, a equipa tentou até ao ultimo minuto garantir o concurso de Kawhi Leonard, que acabou por assinar pelos rivais Los Angeles Clippers.

Nasce assim uma rivalidade extrema, com Pelinka a recorrer ao plano B, recrutando jogadores como Danny Green, Dwight Howard, Avery Bradley e Quinn Cook, para criar uma equipa veterana e em que poucos acreditaram. O ano de 2020 começou com o desaparecimento inesperado de Kobe e da sua filha Gigi e o Mundo começou a sofrer os efeitos  de uma pandemia global.

A NBA retoma a atividade em Orlando, num formato de bolha, em que ocorrem alguns jogos para definir as equipas que iriam integrar os playoff. A competição arranca finalmente e os Lakers começam lentamente a demonstrar a sua qualidade, derrotando Portland, Houston e Denver, no caminho para as Finais da NBA.

Pelo meio, ocorrem inúmeras surpresas, com o afastamento precoce dos favoritos Bucks e Clippers, abrindo caminho para uma final inédita entre os Miami Heat e os Los Angeles Lakers. A solidez defensiva da equipa foi uma constante, com excelentes contribuições dos role players Morris, Rondo, Caruso e KCP, que complementaram a excelência de Lebron James e Anthony Davis.

Os Lakers conquistam o décimo sétimo título da sua história, igualando os Celtics no topo da hierarquia e recuperando o estatuto e respeito perdido. James é considerado o MVP das finais,  Anthony Davis alcança o seu primeiro título no ano de estreia na equipa e Jeannie Buss, a accionista maioritária da equipa,  converte-se na primeira mulher a conquistar um título da NBA.

Permitam-me destacar o exemplo trabalho de Rob Pelinka, na construção da equipa e claro, de Frank Vogel, um treinador competente, que conseguiu transmitir a sua ideia de jogo, assente numa defesa asfixiante e  que permitiu terminar os playoff com um record de 16V – 5 D.

Seguem-se alguns meses de pausa, em que vamos certamente melhorar a qualidade global da equipa, no sentido de defender este título e lutar pelo repeat.

Stargirl T.1

Geoff Johns é um dos meus criadores preferidos, com uma extensa obra literária na DC (Green Lantern, The Flash, JSA, Aquaman) e que nos últimos tempos se tem dedicado à adaptação destas personagens ao formato de série televisiva. O mais recente projeto é Stargirl, cuja narrativa decorre uma década após a derrota da Justice Society of America.

Courtney Whitmore é uma jovem que se muda com a sua família para Blue Valley, uma pacata cidade, que tem prosperado financeiramente graças à The American Dream, uma empresa liderada por Jordan Mahkent.

Sem desvendar muito dos segredos, posso adiantar que a Injustice Society of America tem uma presença bem marcante nesta cidade, o que vai originar uma batalha épica com os novos heróis da JSA.

Tudo começa com o Cosmic Staff, que está ao cuidado de Pat Dugan, o padrasto de Courtney. Durante as mudanças, a nossa jovem heroína encontra esta arma e surpreendentemente, consegue ativá-la, convertendo-se em Stargirl, o primeiro membro da nova JSA.

Ao longo dos episódios seguinte, um relutante Pat acaba por explicar o seu passado, como sidekick de Starman, o líder da JSA. Lentamente, a restante equipa vai sendo recriada, com a adição de Wildcat, Hourman, Doctor Mid-Nite e S.T.R.I.P.E.

Gosto particularmente do facto de todos os membros serem adolescentes com problemas reais e que são confrontados com dúvidas e receios naturais para quem assume a tarefa de lutar contra inimigos poderosos.

No que diz respeito aos vilões, destaque para Brainwave e Icicle, o líder da ISA e responsável pelo assassinato de Starman. Esta primeira temporada é composta por 13 episódios e é uma lufada de ar fresco, com um bom desenvolvimento de personagens, casting de nível elevado e uma produção de qualidade.

Como apreciador do trabalho de Geoff Johns só posso recomendar que invistam tempo em Stargirl, que tem a segunda temporada confirmada para 2021.

Está longe de ser uma série perfeita mas consegue criar uma ligação para com as personagens, estreitando a linha que separa os heróis dos vilões.