Sonic the Hedgehog

Baseado no clássico jogo da SEGA, chega finalmente ao cinema a adaptação de Sonic. Relembro que o trailer foi disponibilizado em abril do ano passado, tendo sido terrivelmente recebido, o que forçou a Paramount a rever todo o CGI e mudar o aspecto do ouriço mais conhecido do mundo.

O primeiro acto inicia com a apresentação de Longclaw, a protectora do nosso herói, que explica a função dos anéis, enviando-o para o Planeta Terra, onde deverá evitar expor os seus poderes ao Mundo. A narrativa avança uma década, e Sonic fez da pacata cidade de Green Hills o seu lar, mantendo a promessa de nunca revelar a sua presença aos locais.

Tudo muda numa saída nocturna, em que acaba por criar inadvertidamente um pulso electromagnético que deixa parte da costa noroeste dos EUA sem eletricidade. O Governo resolve investigar esse evento e o Doctor Robotnik é o cientista designado para a tarefa, especificamente pelo seu conhecimento na área de robótica. Ao tentar escapar dos drones de Robotnik, Sonic acaba por esconder-se na arrecadação do Xerife Tom Wachowski, sendo finalmente descoberto pelo mesmo. Numa tentativa desastrada de fuga, o nosso herói deixa cair os anéis na cidade de São Francisco, sem conseguir no entanto transpor o portal, caindo inanimado.

Seguem-se alguns momentos cómicos, mas essencialmente Tom concorda em levar Sonic à cidade de São Francisco, para recuperar os anéis e escapar para outra dimensão. Temos o primeiro confronto com o Dr Robotnik, que consegue recolher um espinho do nosso herói, que lhe permitirá mais tarde adaptar o poder de Sonic à sua tecnologia.

Ao longo da viagem para São Francisco, Tom e Sonic criam uma ligação profunda, com inúmeros momentos cómicos, com destaque para a cena do bar motard. Num derradeiro ataque, o nosso herói fica inconsciente acabando por ser ajudado pela esposa de Tom, Maddie, que é veterinária. O trio segue para o edifício onde se encontram os anéis, para serem novamente atacados pelo seu perseguidor, que aparece num drone alimentado pelo poder do espinho recolhido de Sonic.

O terceiro acto mostra-nos a batalha final entre Sonic e Robotnik, com cenas de velocidade muito bem conseguidas. Quando o vilão aparenta estar próximo da vitória, a cidade de Green Hills tem um papel fundamental no desfecho, ajudando o nosso herói a empurrar Dr Robotnik para outra dimensão, onde fica aprisionado.

Sonic the Hedgehog está longe de ser brilhante, mas consegue combinar entretenimento, comédia e muito fan service. O enredo é completamente irrealista mas funciona, sobretudo pela prestação de Jim Carrey e James Marsden. Destaque para os créditos finais, que servem de homenagem aos níveis dos primeiros jogos e claro, para as duas cenas pós créditos, que apresentam Tails e um Dr Robotnik à procura de um regresso ao planeta Terra.

Está confirmada uma sequela, restando apenas validar a data de lançamento.

Mediano
68%

Tweeterhead Joker 1/6

O meu plano para 2020 estava traçado e incluía duas estátuas da Tweeterhead (Batgirl & Green Lantern). O inesperado coronavírus alterou drasticamente o quotidiano de grande parte da população, com a necessidade de isolamento social para controlar a pandemia.

Com o evoluir das semanas, dei por mim a realizar inúmeras encomendas via Amazon mas, foi no Ebay, que acabei por encontrar um excelente negócio, de uma estátua que adoro mas cujo preço tinha disparado significativamente. Estou obviamente a referir-me ao Joker da Tweeterhead, que representa quase na perfeição a minha interpretação desta personagem.

Após alguma negociação, acabei por concluir a transacção, por um valor ligeiramente acima do montante original, mas muito abaixo do actual valor de mercado, o que me deixou particularmente feliz. Em dois dias recebi a encomenda e fiquei um passo mais próximo de concluir esta derradeira fase da minha coleção.

Sem mais demoras, partilho convosco algumas das fotos e convido-vos a dar algum feedback sobre este tópico. Sejam responsáveis e mantenham-se saudáveis.

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Old Guard

Baseado na BD criada por Greg Rucka, Old Guard apresenta-nos uma equipa de imortais, que realizam operações de salvamento por todo o Mundo. Ao serem contactados por Copley, um membro da CIA, a equipa opta por quebrar a regra principal, aceitando uma segunda missão para o mesmo cliente.

Sem entrar em grande detalhe, essa decisão revela-se um erro, expondo a equipa ao CEO de uma empresa farmacêutica, que pretende estudar e replicar o DNA que lhes permite regenerar qualquer ferimento. O primeiro acto termina no Afeganistão, com o assassinato da Marine Nile Freeman, que regressa milagrosamente à vida, sem ferimentos.

Ficamos a saber que existe uma relação espiritual entre os imortais, que conseguem sonhar com determinados locais e identificar os novos membros. Sem hesitações, a equipa toma a decisão de resgatar Freeman e explicar-lhe tudo o que aprenderam ao longo das últimas décadas.

Seguem-se cenas de acção, muitas mortes e a captura inevitável de Joe e Nicky, dois dos membros da equipa. Lentamente, vamos conhecendo a origem de Andy e a sua ligação a Quynh, uma imortal que foi a sua parceira durante muito tempo, algo que será relevante para o final do filme, assim como a sequela, que está confirmada.

O terceiro acto é a missão de resgate, que implicará alguns sacrifícios e um gigantesco trabalho em equipa, para proteger Andy, que se encontra vulnerável. Escusado será dizer que a missão é um sucesso, lançando a premissa para o futuro, com a adição de um novo elemento (humano) à equipa.

Old Guard é um filme bem conseguido, que se mantém em grande medida (há uma excepção) fiel à BD, graças à participação de Greg Rucka no projeto. Fica a sugestão para mais uma produção Netflix.

Bom
73%