The Dead Don’t Die

O mais recente projeto de Jim Jarmusch juntou um elenco de peso, com destaque para nomes como Steve Buscemi, Bill Murray, Adam Driver, Chloe Sevigny, Danny Glover, Tilda Swinton, Selena Gomez e Austin Butler.

O que poucos esperavam é que The Dead Don´t Die fosse um filme de zombies. A narrativa decorre na pacata cidade de Centerville e começa por mostrar-nos o quotidiano diário do Xerife Cliff Robertson (Bill Murray) e do seu adjunto (Adam Driver), com um foco por vezes excessivo na música de Sturgill Simpson.

Os dias começam a ficar mais curtos e inexplicavelmente os animais começam a desaparecer. Lentamente, vamos sendo apresentados aos diversos membros da sociedade local, com pequenos detalhes a serem disponibilizados ao espectador, para conferir continuidade e enquadramento.

O primeiro ataque (com a participação de Iggy Pop) ocorre de forma inesperada e lança a confusão nos habitantes, que começam a formular teorias acerca do sucedido. O filme tem momentos cómicos fantásticos e apresenta evidentes críticas sociais, que são visíveis no próprio comportamento dos zombies.

Tom Waits é o eremita local, que tem a seu cargo a narração de um filme que quebra em algumas ocasiões a quarta parede. Existem momentos muito positivos e os diálogos conseguem ser em certos momentos fenomenais mas no global, esperava mais em termos de narrativa e interação entre as personagens.

Por esse motivo, a minha apreciação final fica muito abaixo do esperado.

Mediano
61%

Wonder Woman: Bloodlines

30O mais recente filme de animação da DC baseia-se na princesa Diana, de Themyscira, mais conhecida por Wonder Woman. Em Bloodlines, um ataque de Parademons cria as condições necessárias para o primeiro encontro entre um mortal e as Amazonas.

Contra a vontade da Rainha Hippolyta, Diana aceita juntar-se a Trevor e alertar a Humanidade para a iminente invasão. Para tal, irá contar com a preciosa ajuda da Dra Julia Kapatelis, a sua filha Vanessa e Etta Candy. Após este enquadramento, a narrativa avança cinco anos, para uma fase em que Diana já se consolidou como heroína e membro da Justice League.

Com o avançar do tempo, Vanessa não lidou bem com a atenção que Diana recebia da sua mãe e aliou-se à Doctor Poison, algo que a vai colocar no centro de um plano maquiavélico para destruir Themyscira.

Seguem-se batalhas épicas com Giganta, Cheetah e uma viagem ao templo de Pasiphaë, que colocará os novos heróis em confronto com um Minotauro. Pelo meio, Vanessa aceita ser cobaia para uma experiência da Doctor Cyber, que a vai transformar na Silver Swan, com a utilização de um vírus cibernético.

A animação está muito bem conseguida e o casting de voz complementa de forma muito positiva este projeto. Adicionalmente, parece-me igualmente importar destacar os pequenos momentos de humor que estão terrivelmente bem conseguidos.

Vou evitar os spoilers em termos de narrativa, embora conclua  este artigo com a recomendação de Wonder Woman: Bloodlines.

Mediano
70%