Bloodshot

Após o enorme sucesso da Marvel e da DC, a Valiant Comics resolveu lançar a adaptação cinematográfica do seu herói mais icónico. Ray Garrison é um marine altamente condecorado e competente, que é assassinado por uma organização secreta, em conjunto com a sua esposa.

O nosso herói jura vingança e acaba por ter a sua oportunidade, ao ser ressuscitado por uma equipa de cientistas, liderados pelo Dr. Emil Harting (Guy Pearce). A narrativa progride com a apresentação desta equipa, composta por três ex-soldados, todos mortos ou feridos em combate e que possuem melhorias cibernéticas significativas.

Ray é a mais recente adição à equipa, sendo o resultado de uma experiência que envolve nanotecnologia, que lhe confere uma capacidade regenerativa invulgar, assim como força sobre-humana. A desvantagem é que a experiência apagou quase na totalidade a memória do seu passado, com excepção de flashbacks e fragmentos dos eventos que levaram ao assassinato da sua esposa Gina.

Um desses eventos vai despoletar uma reação inesperada, que leva Bloodshot à presença de Martin Axe, o responsável pela sua morte. Seguem-se obviamente as cenas épicas de acção, com momentos cómicos à mistura e alguns twists francamente previsíveis.

Os efeitos especiais estão bem conseguidos, embora esperasse mais em termos de narrativa, que é francamente limitada. Bloodshot tem clara inspiração em Terminator mas falha ao nível do conteúdo e desenvolvimento de personagens, sobretudo no caso de KT e Ray Garrison.

O vilão está relativamente bem conseguido mas este projeto fica muito aquém das minhas expectativas. O facto de ter sido lançado numa altura particularmente complexa, face ao surto do coronavirus, vai certamente condicionar uma potencial sequela, face aos fraquíssimos resultados de bilheteira.

Mediano
60%

Kotobukiya Rogue 1/6

Lentamente, a minha estante Detolf vai ficando sem espaço para expor mais estátuas.

A mais recente adição é a Rogue, da linha Fine Art da Kotobukiya. A escala é 1/6 e o tema a Danger Room Sessions, um clássico da série de animação dos anos 90.

A base é a mão de um Sentinela, numa pose dinâmica, em que tem um dedo do robot na mão esquerda. A pintura e o detalhe são de alta qualidade e existem duas faces disponíveis, sendo a minha preferida a do cabelo comprido, numa réplica fiel da série.

A Rogue mede aproximadamente 30 cm de altura e complementa de forma quase perfeita a estátua de Wolverine, que apresentei num artigo anterior.

Estou francamente satisfeito com o detalhe e aspecto final da estátua e continuarei a partilhar as novidades. Nesta fase, posso adiantar que faltam quatro peças para concluir este projeto.

Fiquem atentos 🙂

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2020 e COVID-19, um sinal dos tempos?

Passou uma década desde que partilhei um artigo muito interessante neste blog, em que fazia uma previsão optimista de como estaria a nossa vida em 2020. Estamos (terrivelmente) longe do esperado, a nível tecnológico e de mentalidade, mas com a inédita crise do COVID-19 parece-me relevante dirimir alguns pontos.

Existirão inúmeros debates acerca do capitalismo, da ganância consumista que se apoderou da Humanidade e outros temas igualmente polémicos, mas no imediato, o foco deve ser a contenção do vírus. A maior dificuldade é sem dúvida a escala mundial, sendo importante um plano de ação concertado e eficaz.

Mas não tenham dúvidas que o maior desafio reside na implementação e logística desta operação.

Nenhum País tem um sistema de saúde capaz de responder a milhares de infectados, pelo que o isolamento ou a quarentena são as medidas mais lógica para limitar a propagação. Nem todos podemos estar na linha da frente mas TODOS podemos ser responsáveis e fazer a nossa parte, salvaguardando a nossa saúde e de quem mais gostamos.

Recentemente, li um artigo curioso em que se associava esta pandemia a uma resposta biológica do Planeta, com o objetivo de nos focar no que é importante. Não vou especular sobre tal, mas diria que é fundamental esperarmos o melhor e preparar-nos para o pior. Sou um optimista, por natureza e acredito que estaremos mais fortes no final desta crise.

Valorizem a liberdade, respeitem o próximo e lembrem-se que as diferenças, sejam de caracter político, religioso, desportivo ou de outro foro, servem apenas para nos moldar, em detrimento de afastar.

Todos ansiamos pelo dia em que podemos recuperar a normalidade do quotidiano e esse dia chegará mais rapidamente, se TODOS formos responsáveis.

Termino com uma citação de um dos meus filmes preferidos, A Ira de Khan:

Logic clearly dictates that the needs of the many outweigh the needs of the few.

E se o fizermos, estou convicto que conseguiremos vencer esta pandemia.