Depois de um período de hiato, os episódios de Broforce estão de volta. Desta vez optei por recomeçar no modo campaign, que tem missões específicas e novos “heróis” para desbloquear.
The Walking Dead T.1
Sou um entusiasta de filmes e séries mas tento repartir o meu tempo entre família, trabalho e este espaço, o que implica realizar cedências e definir prioridades. Por esse motivo, The Walking Dead tem ficado em standby, algo que planeio alterar neste Verão. Pareceu-me adequado começar por rever a primeira temporada, para me voltar a familiarizar com as personagens e respetiva narrativa (acompanhei esta série até metade da segunda temporada).
A forma como é apresentado o cenário envolvente é quase perfeita, levando-nos a preocupar com o bem estar e destino das várias personagens. Apesar de existir sempre a preocupação de humanizar o grupo, nota-se a evolução na forma de pensar, com o instinto de sobrevivência a tornar-se cada vez mais forte.
A caracterização dos zombies é soberba e as cenas de acção estão bem intercaladas com a narrativa, deixando sempre a sensação de perigo, mesmo em zonas aparentemente mais pacatas. Todo o ambiente e feel que é transmitido nos primeiros seis episódios é excelente, retratando uma sociedade destruída por um apocalipse e que termina numa nota devastadora, com a morte de alguns membros do grupo e algumas decisões complexas a tomar.
A nível de interpretações, confesso que fiquei fã da personagem de Shane, Andrea e Morgan, por motivos distintos mas que beneficiam imenso a narrativa, na minha opinião. Contem com um artigo acerca da segunda temporada muito em breve e claro, digam de vossa justiça, caso pretendam.
Heroes Reborn
Tim Kring resolveu trazer de volta a série Heroes, assim como algumas das personagens, nomeadamente Suresh, Hiro, Noah, The Haitian e Matt Parker. Sou um grande fã da primeira temporada, que foi dos melhores produtos televisivos da última década, mas que com a greve dos argumentistas entrou numa espiral negativa, da qual nunca recuperou.
Tendo em conta a (fraca) qualidade da última temporada, foi com surpresa que encarei este regresso, que assenta na premissa de salvar o Mundo, que fica a cargo de Tommy e Malina, os filhos de Claire Bennet.
Vamos ter viagens no tempo, mortes inesperadas, mudança de facções e traições constantes, deixando pouco espaço para o desenvolvimento de personagens e sobretudo para algum tipo de ligação para com os supostos heróis. Existem alguns vilões interessantes, tais como Harris Prime e Joanne Collins, mas que nunca atingem o potencial pretendido, resultado de uma narrativa previsível, aborrecida e sem grande nexo.
O rumo que é dado a Matt Parker e Suresh não acrescenta algo positivo à narrativa, que vive muito de Noah e Hiro na primeira metade da temporada. Confesso que foi penoso ver os treze episódios e encaro como natural o cancelamento da série, que é francamente má.
Por todos os motivos acima descritos, não posso recomendar esta série, mas se são fãs do Universo Heroes, vejam e digam de vossa justiça. Tenha realmente muita pena, dado que a série tem um potencial enorme e merecia ter sido bem tratada pelos argumentistas e produtores.