His Dark Materials T.3

A derradeira temporada vai dar início à batalha, que opõe as forças de Lord Asriel e Metatron, o líder do Consórcio do Céu. À semelhança das temporadas anteriores, existem várias sub-narrativas, em que acompanhamos a profecia associada a Lyra e Will, a inevitável aliança entre Asriel e Mrs Coulter e a derradeira tentativa da Authority para eliminar Eva.

Os oito episódios estão repletos de ação e transportam-nos para o Purgatório, onde os jovens heróis serão testados. Paralelamente, veremos uma mudança na abordagem pragmática de Lord Asriel, que se vê forçado a confiar na profecia como forma de resolução do conflito. Vão existir as inevitáveis traições e o arco de redenção de algumas das personagens principais, com o objetivo de alcançar a vitória para as forças da Humanidade.

Pessoalmente, considero esta temporada a mais fraca, sobretudo pela velocidade da narrativa, que é deliberadamente lenta no Purgatório e demasiado insípida no desfecho da série. O final é repleto de sacrifícios e abre caminho para uma potencial continuidade deste universo, embora não exista qualquer confirmação oficial.

No global, His Dark Materials é uma montanha russa de conceitos, que acabam por criar um universo apelativo, que agrega magia e mitologia. O elenco é de enorme qualidade, com destaque para Dafne Keen, Ruth Wilson, James McAvoy, Ruta Gedmintas, Adewale Akinnuoye-Agbaje e Amir Wilson. Apesar de algumas discordâncias no que diz respeito à narrativa e decisões desta temporada, esta é uma série que recomendo e que merece o vosso investimento.

What If T.2

O sucesso da primeira temporada garantiu o regresso desta série, que volta a explorar universos alternativos, em que existem ligeiras diferenças para o que conhecemos da MCU. The Witcher, na voz de Jeffrey Wright, continua a ser o narrador, explorando a importância da Captain Carter, que funciona como uma espécie de anomalia cósmica.

Ao longo dos vários episódios teremos uma versão de Nebula, que se converte num membro da Nova Corps, outra de Peter Quill que foi educado por Ego e um Happy Hogan que foi injetado com o sangue de Bruce Banner, entre muitas outras histórias, que culminam nos dois derradeiros episódios, em que existe uma batalha pela existência deste Universo.

Sem colocar spoilers, confesso que gostei imenso desta temporada, que mantém a qualidade da anterior, introduzindo personagens cativantes, tais como Kahhori e Xu Wenwu, para além das versões alternativas de vários dos heróis que conhecemos. No que diz respeito ao casting, destaque para a presença de nomes sonantes como Hayley Atwell, Benedict Cumberbatch, Clancy Brown, Cate Blanchett, Stanley Tucci, John Favreau, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Lake Bell e Sebastian Stan.

Se procuram algo diferente, que não fica restringido ás limitações da MCU, esta é uma excelente escolha. Temos confirmação de uma terceira temporada e foi igualmente divulgado um projeto semelhante, para o universo Star Wars.

Agents of S.H.I.E.L.D. T.7

A aventura de Coulson e a da equipa chega ao fim, com a batalha final com os Chronicoms. O primeiro episódio ocorre nos anos 30, durante a Lei Seca e vai influenciar a criação da S.H.I.E.L.D. e da própria Hydra. O plano de Sibyl, a líder dos Chronicoms, passa por eliminar o duo composto por Fitz-Simmons, que aparenta ser a variável temporal que afecta o desfecho do seu plano.

Vamos ter a reintrodução de Sousa, o antigo parceiro da Agente Carter, que passa a fazer parte da equipa, que continua a ser liderada por Mack. Esta temporada tem alguns momentos interessantes, mas é notória a ausência de ideias. Os argumentistas revitalizam o arco dos Inhumans e apresentam Nathaniel  Malick como o vilão desta temporada.

A equipa continua a ter dificuldade em lidar com as constantes mudanças no fluxo temporal, que implicam perdas significativas a nivel pessoal. A Agente May e Yo-Yo acabam por ser as mais afectadas, mas acabam por superar os traumas e encontrar forma de maximizar os seus poderes.

Um ponto positivo é o regresso de Fitz,  para a batalha final e a reposição da linha temporal conforme a conhecemos. No entanto, vão existir alterações, que acabam por consolidar um final feliz e que apresenta um desfecho para cada uma das personagens. Considero interessante a fusão com a linha temporada da MCU e  a utilização do Quantum Realm como ferramenta de combate aos Chronicoms.

Agents of S.H.I.E.L.D é uma série interessante, que na minha opinião atinge o ponto alto nas três primeiras temporadas, com a batalha com a HYDRA e a introdução dos Inhumans. A partir dessa altura, assistimos a um decréscimo qualitativo proporcional ao número de temporadas disponibilizadas. No entanto, recomendo que invistam nesta série, que acaba por concluir num tom positivo e satisfatório.