Agents of S.H.I.E.L.D. T.7

A aventura de Coulson e a da equipa chega ao fim, com a batalha final com os Chronicoms. O primeiro episódio ocorre nos anos 30, durante a Lei Seca e vai influenciar a criação da S.H.I.E.L.D. e da própria Hydra. O plano de Sibyl, a líder dos Chronicoms, passa por eliminar o duo composto por Fitz-Simmons, que aparenta ser a variável temporal que afecta o desfecho do seu plano.

Vamos ter a reintrodução de Sousa, o antigo parceiro da Agente Carter, que passa a fazer parte da equipa, que continua a ser liderada por Mack. Esta temporada tem alguns momentos interessantes, mas é notória a ausência de ideias. Os argumentistas revitalizam o arco dos Inhumans e apresentam Nathaniel  Malick como o vilão desta temporada.

A equipa continua a ter dificuldade em lidar com as constantes mudanças no fluxo temporal, que implicam perdas significativas a nivel pessoal. A Agente May e Yo-Yo acabam por ser as mais afectadas, mas acabam por superar os traumas e encontrar forma de maximizar os seus poderes.

Um ponto positivo é o regresso de Fitz,  para a batalha final e a reposição da linha temporal conforme a conhecemos. No entanto, vão existir alterações, que acabam por consolidar um final feliz e que apresenta um desfecho para cada uma das personagens. Considero interessante a fusão com a linha temporada da MCU e  a utilização do Quantum Realm como ferramenta de combate aos Chronicoms.

Agents of S.H.I.E.L.D é uma série interessante, que na minha opinião atinge o ponto alto nas três primeiras temporadas, com a batalha com a HYDRA e a introdução dos Inhumans. A partir dessa altura, assistimos a um decréscimo qualitativo proporcional ao número de temporadas disponibilizadas. No entanto, recomendo que invistam nesta série, que acaba por concluir num tom positivo e satisfatório.

The Killer

Baseado na novela gráfica francesa de Alexis Nolent, vamos ter a história de um assassino profissional que falha uma missão, convertendo-se num alvo a abater. David Fincher é o realizador deste projecto, que me surpreendeu pela positiva e de forma inesperada.

A narrativa está dividida em seis capítulos, algo que Quentin Tarantino popularizou e que se converteu numa norma de Hollywood nos dias que correm. Começamos por conhecer o método do assassino, que é apenas identificado como The Killer e vamos progredindo na narrativa, dando início á sua vingança e culminando com o diálogo em pessoa com o responsável pela ordem.

Diria que existe alguma inspiração em clássicos como Leon ou Kill Bill, embora seja importante destacar a performance de Michael Fassbender, que incarna com mestria a frieza e a obsessão compulsiva pelo detalhe. Existem vários momentos de ação frenéticos, sempre bem complementados com uma descrição pausada e que confere um tom descritivo que é refrescante neste tipo de filmes. Diria até que, em certos momentos, fico a sensação de desfolhar as páginas da novela gráfica enquanto lemos o que o narrador entende ser relevante para descrever as ilustrações.

O elenco conta com Arliss Howard, Charles Parnell, Sala Baker, Sophie Charlotte e Tilda Swinton nos papéis secundários e obtém o selo de qualidade do Portal Pessoal. Se procuram algo diferente, fica a sugestão para um filme que vai ser pouco falado mas que tem potencial para se converter num clássico do género.

Mediano
74%

Extraction 2

Após a missão em Dhaka, Tyler Rake escolha a Austria como local para recuperar o seu corpo. É precisamente nessa altura que é contactado por Alcott (Idris Elba), que pretende resgatar Keteva, a irmã da sua ex-mulher e os dois filhos, Sandro e Nina. Neste tipo de aventuras, nada é simples, pelo que ficamos a saber que o seu marido é Davi Radiani, um dos líderes do maior sindicato criminoso da Georgia.

A equipa de extração é composta por Tyler, Nik e o seu irmão, Yaz, três elementos altamente treinados e que irão invadir a prisão para esta perigosa missão. Contem com as habituais cenas épicas de ação, com hordas de inimigos e alguns momentos que nos envolvem na atmosfera de uma guerra urbana.

O segundo acto cria a premissa necessária para o envolvimento de Zurab Radian, que tenta recuperar a todo o custo Keteva e os seus filhos. A narrativa é simples, mas repleta de ação, mudando radicalmente de cenário, para um assalto a um edifício, que retira alguma inspiração de Die Hard.

Vão existir decisões complexas, traições previsíveis e muitas mortes absolutamente brutais, algo que marca claramente esta franquia. No que diz respeito aos actores, destaque para o vilão (Tornike Gogrichiani) e para Golshifteh Farahani, que forma um duo de respeito com Tyler. A título de curiosidade, temos igualmente a presença de Olga Kurylenko, uma ex-Bond Girl e Levan Saginashvili, mais conhecido por Georgian Hulk, o actual número 1 do mundo em braço de ferro.

Esta sequela mantém os pontos fortes do primeiro filme, garantindo entretenimento e desenvolvendo um pouco o passado de Rake. A narrativa, conforme referi, é básica mas cumpre a sua função, lançando a premissa para o terceiro filme, que está confirmado pela Netflix.

Mediano
70%