Agents of S.H.I.E.L.D. T.6

Um ano após o falecimento de Phil Coulson, a equipa da S.H.I.E.L.D. tenta reagrupar-se. A liderança fica encarregue a Mack, que começa a investigar uma série de anomalias que estão a criar portais para outra dimensão ou planeta.

Paralelamente, Daisy, Jemma, Piper e Davis estão numa missão espacial que visa localizar Leo Fitz. Esta busca poderá não fazer sentido face aos eventos da temporada anterior, no entanto recordo-vos que nesta linha temporal Fitz está numa câmara criogénica, que é monitorizada por Enoch, um dos Chronicom.

A temporada acompanha estas duas sub-narrativas, que acabam por se cruzar nos derradeiros episódios, por motivos que não vou revelar. No planeta Terra, Mack recruta o Dr Marcus Benson, para a função de cientista, numa tentativa de colmatar a ausência da dupla Fitz-Simmons. Ao longo dos episódios vamos aprendendo mais acerca das anomalias temporais e identificamos o responsável, Sarge, que tem a aparência física de Philip Coulson.

Confesso que não sou o maior fã desta abordagem, que sustenta a temporada seis e nos mantém num impasse face ao motivo pelo qual existe um doppelgänger. O Farol continua a ser a base da equipa, que será testada com uma invasão de Shrikes, uma espécie parasítica que prepara a chegada da sua líder Izel, que tem uma ligação única com os monólitos que nos foram apresentados na temporada 5.

A derradeira batalha ocorre num templo antigo e representa mudanças significativas na equipa, que serão exploradas na derradeira temporada, que aparenta decorrer nos anos 30.

Pessoalmente, considero esta uma das temporadas mais fracas, apesar de existirem alguns momentos interessantes. Mas diria que a escassez de ideias leva à reutilização de certas noções já exploradas e que pouco acrescentam ao desenvolvimento das personagens e da própria narrativa.

Tiger & Bunny T.2 – Part 2

O desfecho desta temporada coloca os nossos heróis numa situação complexa, em resultado do plano maquiavélico da Ouroboros. A improvável parceria com Gregory Sunshine muda radicalmente a percepção da população para com os super-heróis.

Essencialmente, a organização tem a capacidade de “enlouquecer temporariamente” os NEXT, que perdem o controlo das suas ações e entram numa espiral de destruição. Após um ataque no estabelecimento prisional de Sternbild, os super-heróis são proibidos de intervir, o que deixa as forças policiais numa luta desnivelada, em que a derrota é uma garantia.

Sigourney Rosicky é a responsável por este plano, que tem uma motivação específica, que será partilhada nos derradeiros episódios. O instinto protector dos heróis leva-os a quebrar a proibição, sendo fundamental o apoio de Agnes Joubert, a responsável pela Hero TV.

Seguem-se batalhas épicas, bem ao estilo nipónico, que terá em L. L. Audun o seu expoente máximo. Como não poderia deixar de ser, algumas personagens terão nesta segunda parte o seu arco de redenção, auxiliando Tiger e Bunny na derradeira batalha.

Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas destaco o arco narrativo de Lunatic, assim como a relação entre as diversas parelhas de heróis, que será fulcral para o desfecho final. A derradeira cena introduz um final para esta série, embora existam rumores da possibilidade de uma terceira temporada, algo que seria interessante face aos eventos que presenciamos no último episódio.

The Creator

A narrativa decorre no ano de 2065, numa era dominada pela tecnologia. A parte ocidental da Humanidade, encontra-se em guerra com a Inteligência Artificial, que detonou uma ogiva nuclear na cidade de Los Angeles. No Continente Asiático, os humanos vivem em harmonia com a IA, evitando a captura do seu líder, Nirmata.

O primeiro acto introduz a NOMAD (North American Orbital Mobile Aerospace Defense), uma estação militar que lança ataques destrutivos da órbita do Planeta. Ficamos igualmente a conhecer o Sargento Joshua Taylor, que se encontra infiltrado, na tentativa de identificar e capturar o líder da IA.  Após um ataque não programado das formas humanas, a sua esposa  Maya Fey é confrontada com a traição de Taylor, sucumbindo ao ataque destrutivo dos humanos.

A narrativa avança cinco anos, mostrando um sargento destroçado com a morte da sua esposa, que se encontrava grávida. Após uma visita inesperada do General Andrews e da  Colonel Howell, Joshua aceita a missão de destruir a arma Alpha O, que terá sido criada pela IA para destruir a NOMAD. Esta é a premissa de The Creator, que é uma metáfora para o medo do desconhecido, que converte a Humanidade numa das grandes ameaças para o Planeta.

A IA acaba por ser a fação  inferior, que tenta sobreviver aos ataques sanguinários dos humanos, que justificam as suas ações com a necessidade de evitar a extinção da sua raça. Ao longo dos 133 minutos existem vários flashbacks que vão adicionando peças do puzzle, que são revelados no derradeiro acto final. As cenas de ação estão muito bem conseguidas e o CGI é de qualidade, convertendo este filme numa experiência agradável.

Este projecto foi uma agradável surpresa, conjugando uma narrativa fluida, com ação e uma mensagem subliminar, que é fundamental para a nossa evolução enquanto espécie. O final é satisfatório e ambíguo ao ponto de poder abrir caminho para uma sequela, algo que não foi sequer mencionado até ao momento em que este artigo foi publicado.

The Creator obtém o prestigiado selo de qualidade do Portal Pessoal e está disponível para visualização através da Amazon Prime Video.

Bom
75%