Upload T.1

Em 2033, a Humanidade tem a possibilidade de saborear a imortalidade, numa vertente digital. Para tal, necessitam de subscrever uma mensalidade e realizar o upload da sua consciência para os servidores da empresa prestadora do serviço.

Vamos acompanhar a aventura de Nathan Brown, um programador que acaba por falecer num acidente automóvel, em condições suspeitas. Inevitavelmente, acaba por realizar o upload para Lakeview, uma comunidade virtual de luxo, dando inicio a uma investigação que visa identificar quem é o responsável pelo seu assassinato.

Upload é essencialmente uma sátira social, complementada com momentos humorísticos. As personagens de Aleesha e Luke são fantásticas, proporcionando momentos únicos de entretenimento. No entanto, a narrativa principal envolve Nathan, a sua namorada Ingrid e Nora, a assistente pessoal atribuída pela Horizen.

Como é habitual, vou evitar os spoilers, embora possa adiantar que teremos o cliché amoroso, em conjunto com uma conspiração corporativa que envolve o projeto Beyond, em que Nathan se encontrava a trabalhar. Temos igualmente o desenvolvimento de personagens, que cria a empatia necessária para converter esta primeira temporada numa recomendação da minha parte.

Convido-vos a partilhar o vosso feedback e caso não conheçam o projeto, sugiro que subscrevam a Amazon Prime Video.

Ghost In The Shell: SAC 2045 T.2

A segunda temporada vai focar-se na temática dos “pós-humanos”, mais especificamente num movimento revolucionário, designado como N, que tem origem no vírus original. No entanto, os primeiros episódios focam-se na busca por Philip Kukushkin, um desertor russo que pretende vender o código no mercado negro. A equipa de Major acaba opor localizar e deter o seu alvo, mas são atacados por dois “pós-humanos”, que tornam a extração muito complexa. Graças ao apoio de Mizukane Purin, a equipa conclui a missão com sucesso, mas fica claramente implícito uma ligação entre Purin e a sua atacante.

Adicionalmente, temos o regresso de Togusa, que consegue alcançar a cidade de Tokyo, constatando que estão vários milhões de pessoas concentradas, com o objetivo de apoiar a causa N. A sua investigação vai revelar alguns pormenores fundamentais para o avanço da narrativa, identificando os dois líderes deste movimento: Mizukane e Takashi, dois pós-humanos.

Vou deliberadamente omitir alguns factos, para evitar os spoilers, mas a equipa de Major vai passar por dificuldades, sendo necessário debater-se com as forças americanas, que tentam igualmente deter os pós-humanos e evitar o lançamento de armas nucleares. Contem com várias cenas de ação e um desenvolvimento narrativo que cria várias dúvidas acerca do que está realmente a ocorrer. Esta segunda temporada investe forte no metafísico, deixando claramente implícito que nem tudo é o que aparenta ser, sobretudo no que respeito ao desfecho do conflito em Tokyo.

Torna-se complexo abordar alguns temas desta temporada, sem estragar a experiência, mas diria que estamos perante um brain loop, que força a Secção 9 a medidas excepcionais. Vão existir muitas questões no final, sempre associadas á dependência extrema na tecnologia. Será possível manter a visão de Takashi? Será este o caminho para um futuro mais pacífico?

A derradeira cena desta temporada ocorre entre Major e Batou, que definem um código (1A84) para terem a certeza que estão no tempo e espaço correto. Pessoalmente, considero esta temporada superior à original, embora levante mais questões do que respostas. Se estiverem interessados, podem encontrar a série no Netflix.

Heart of Stone

O primeiro acto leva-nos a uma estância de ski, em que uma equipa do MI6 tenta capturar Mulvaney, um perigoso traficante de armas. Um dos membros da equipa é Rachel Stone, que tem a seu cargo o hacking e suporte digital da missão. Tudo corre bem até ao momento em que a missão é comprometida, resultado da intervenção de uma jovem hacker indiana.

Segue-se uma colossal cena de ação, em que é revelado o grande segredo de Rachel, que irá sustentar a narrativa deste filme. Essencialmente, iremos conhecer a organização Charter, que é composta pelos melhores espiões e que garante a paz mundial, através da utilização de um processador quântico. Sem colocar spoilers, a equipa de Stone é destacada para uma missão em Lisboa, que se converte no catalisador narrativo que alimenta o segundo acto.

Sinceramente, a narrativa é terrivelmente previsível, com inúmeros clichés, que são complementados com excelentes cenas de ação. Diria que a inspiração reside em franquias como Os Vingadores e Missão Impossível, ajustada para os tempos modernos e muito assente na tecnologia. O terceiro acto ocorre na Islândia, onde decorre o confronto final entre Parker e Stone, que tem um desfecho pouco satisfatório, na minha opinião.

Este projeto foi mais uma aposta da Netflix, que juntou Gal Gadot, Jamie Dorman, Matthias Schweighöfer, Sophie Okonedo, BD Wong e conta com a participação especial de Glenn Close. Está longe de ser uma referência no gênero mas cumpre a sua quota de entretenimento. Diria no entanto que esperava mais em termos de narrativa, sobretudo pelo facto de Greg Rucka estar envolvido na sua concepção. Até ao momento não existe confirmação de uma sequela, apesar do filme ter obtido bons resultados na plataforma de stream norte americana.

Bom
70%