Super Pets

Krypto é um labrador que faz companhia a Kal-El na sua viagem para a Terra. Essa relação vai sendo reforçada ao longo dos anos, até ao ponto em que se converte no seu parceiro de luta contra o crime.

A narrativa foca-se na entrada de Lois na vida do Super-Homem, retirando protagonismo ao nosso herói canino, que acaba por reagir de forma menos positiva. Para complicar ainda mais o cenário, Lex Luthor tenta extrair “orange kryptonite” de um cometa que se encontra próximo do planeta Terra.

Com a preciosa ajuda de Krypto e da Justice League, os seus planos são frustados, mas Lulu, um porquinho da índia, consegue utilizar esse minério para ganhar poderes, convertendo-se na vilã desta aventura. Ao longo da narrativa, o nosso herói canino terá de ultrapassar inúmeros desafios, sem os seus poderes, que foram inibidos precisamente pela ingestão de “orange kryptonite”.

Há uma componente cómica constante, que funciona bem, mostrando um lado mais divertido de vários dos membros da Justice League. Tenho obviamente de destacar a presença de Keanu Reeves, no papel de Batman, convertendo-se  num dos momentos altos de Super Pets. Dwayne Johnson, Kevin Hart e Kate McKinnon são os maiores destaques, num elenco composto por nomes como John Krasinski, Diogo Luna, Ben Schwartz,  Olivia Wilde e Keith David.

Super Pets é sem dúvida um filme divertido, que garante entretenimento, merecendo a minha recomendação.

Mediano
68%

Star Wars: Visions T.1

O conceito deste projeto assenta em histórias curtas, que decorrem “fora da continuidade” do universo Star Wars. O aspecto visual é claramente inspirado em anime e na cultura nipónica, com uma palete de cor bastante distinta do padrão desta franquia.

A primeira temporada é composta por nove episódios, dos quais destaco The Duel, The Twins, The Ninth Jedi e Lop & Ochõ. Volto a frisar que a narrativa não tem ligação ao universo Star Wars, pelo que a liberdade criativa é total, o que resulta em personagens e conceitos muito interessantes. A grande maioria dos episódios decorre num futuro distante, em que os Sith e Jedi permanecem antagonistas, numa constante batalha pelo equilíbrio na Força.

Em 2023, será disponibiliza a segunda temporada, que manterá a mesma premissa, embora seja, maioritariamente, da responsabilidade de estúdios de animação europeus. Se procuram algo diferente e são fãs do universo Star Wars, diria que Visions é uma escolha acertada.

Para quem já teve oportunidade de assistir aos primeiros nove episódios, qual é o veredicto? Partilhem o feedback na caixa de comentários, de forma a podemos iniciar um debate de ideias saudável.

Guardians of the Galaxy Vol.3

O arco narrativo desta equipa chega ao fim na MCU, fechando vários arcos narrativos associados a vários dos elementos dos Guardiões. James Gunn manteve a essência da franquia, integrando a narrativa com uma narrativa mais dark, que envolve o High Evolutionary e a génese de Rocket.

O primeiro acto reintroduz Adam Warlock, que continua a seguir as ordens de Ayesha. Os Guardiões continuam a reconstruir Knowhere, com a ajuda de Cosmo e Kraglin, mas são impotentes para deter Warlock, que deixa Rocket em risco de vida. Esta é a premissa que sustenta este filme, unindo a equipa numa derradeira missão, que visa salvar o guaxinim mais inteligente do Universo. Paralelamente, quase todos os elementos tentam ultrapassar crises pessoais, humanizando de forma quase perfeita Peter Quill, Nebula, Mantis, Gamora e Kraglin.

A primeira missão decorre numas instalações da Orgocorp, a empresa responsável pelo código genético de Rocket e que possuem a cura para a sua condição. Inesperadamente, Gamora vai fazer parte desta missão, a pedido dos Ravagers, criando momentos únicos na sua interação com Quill e Nebula. Destaque para a participação especial de Nathan Fillion, no papel de Master Karj e para Stallone (Stakar Ogord), mantendo a tradição de nomes sonantes na MCU.

Na minha opinião, a parte mais épica do filme decorre em Counter-Earth, em que ocorrem as cenas de ação mais relevantes e assistimos ao embate entre Rocket e The High Evolutionary. São encerrados  diversos arcos narrativos, que conferem um propósito a cada um dos elementos dos Guardiões. Sem colocar spoilers, gostei do desfecho, que mantém uma abordagem realista e que faz sentido face ás características das personagens.

Como ponto negativo, tenho de destacar a personagem de Adam Warlock, que funciona como um comic release, embora tenha o seu arco redentor no acto final. Adicionalmente, a batalha final com o vilão é demasiado curta, embora compreenda a abordagem de Gunn, que se foca muito em Rocket e na sua experiência de vida.

Não existem filmes perfeitos mas este terceiro volume termina numa nota muito elevada e representa sem dúvida o melhor filme da MCU nos últimos 18 meses. Existem duas cenas pós-créditos, que sugerem o regresso de Star Lord e introduzem os novos Guardiões, com a adição de Phyla-Vell e Adam Warlock.

Bom
80%