The Huntsman: Winter’s War

Winter’s War é uma prequela do filme original, que nos vai narrar a história de Eric e da sua esposa, Sara. Vamos acompanhar a ligação de ambos à Princesa Freya, que é irmã mais nova da Rainha Ravenna. Após a morte do seu filho, Freya resolve iniciar uma guerra sangrenta, que visa conquistar todos os reinos e recrutar as crianças, para fazer parte do seu exército de Huntsman.

Eric e Sara são doutrinados e convertem-se nos dois principais líderes do exército, até ao dia em que se apaixonam, quebrando a única regra existente. A Ice Queen descobre esta traição e cria um plano cruel, que acaba com o assassinato de Sara e ferimentos graves em Eric, que é lançado para o rio, presumivelmente morto. A narrativa avança sete anos e Freya toma conhecimento da morte da sua irmã, tomando a decisão de recuperar o Espelho e utilizar o seu poder.

O Rei William recorre aos serviços de Eric, no sentido de garantir que o Espelho chega em segurança ao Santuário. Para esta missão, irá contar com a ajuda de Nion e do seu irmão, Gryff. O Huntsmen aceita a missão sem cobrar qualquer valor, dado que pretende vingar-se da Ice Queen. Como é habitual, evito sempre partilhar spoilers, pelo que vou apenas adiantar que a missão vai levar os nossos heróis a batalhas com o Goblins e inevitavelmente com o exército da Rainha Freya.

Teremos igualmente a introdução de duas personagens relevante para o desfecho desta aventura, que assenta numa narrativa algo previsível e que fica aquém do filme original. No entanto, consegue garantir entretenimento, bem complementado com o humor dos anões. A derradeira batalha é um dos momentos altos de Winter’s War, permitindo a redenção de várias personagens, ao bom estilo de uma fábula.

Numa cena pós créditos, é dado a entender que a história poderá ter continuação, algo que poderá vir a ser explorado num futuro.

Mediano
64%

Legend of Vox Machina T.2

A temporada original termina com um ataque iminente de quatro dragões à cidade de Emon. Ficamos a saber que se trata do Chroma Conclave, que possuem poderes específicos associados a cada um dos seus membros: ácido, gelo e fogo.

A equipa e o exército de Emon é incapaz de derrotar esta ameaça, que facilmente derruba as defesas da cidade. Adicionalmente, o líder do Conclave, Thordak, exige o pagamento de um tributo aos sobreviventes, com o objetivo de escravizar o máximo de cidades em Exandria.

Os Vox Machina, com a ajuda de Gilmore, retiram para Whitestone, onde decidem solicitar ajuda dos Slayer´s Take, em Vasselheim. Após uma série de eventos, conseguem finalmente obter uma audiência com Osysa, uma esfinge milenar, que sugere a obtenção dos Vestiges of Divergence, uma série de artefactos mágicos que poderão ajudar a derrotar a aliança dos Dragões.

Ao bom estilo da campanha de D&D em que é baseado, vamos acompanhar as aventuras da equipa, que irá correr riscos e ultrapassar obstáculos, no sentido de alcançarem o level-up necessário para derrotar Umbrasyl, o dragão com o poder ácido. Na minha opinião, o arco narrativo mais interessante é o de Vax’ildan, que se converte no campeão da Matron of Ravens.

A animação é excelente e introduz alguns momentos hilariantes, que ajudam a descomprimir alguma da  tensão. Adicionalmente, temos muito desenvolvimento das personagens de Vax, Vex, Keyleth  e Grog, elevando esta segunda temporada a um patamar elevado. Sem revelar pormenores significativos, a equipa consegue uma vitória relevante, abrindo caminho para a batalha épica com o Chroma Conclave.

À data de elaboração deste artigo, não existe confirmação da data, no entanto a terceira temporada irá ser disponibilizada no decorrer do primeiro semestre de 2024.

DOTA: Dragon´s Blood T.3

A abordagem narrativa nesta temporada ficou aquém das minhas expectativas, sobretudo pelo facto de entrar numa redundância que pouco acrescenta à aventura dos nossos heróis. Adicionalmente, cria alguma dificuldade em abordar os eventos que ocorrem sem partilhar detalhes críticos. Digamos que o caminho seguido assenta na criação de um universo alternativo, por parte de The Invoker, com o intuito de garantir a a sobrevivência da sua filha, Filomena.

Slyrak é derrotado por Terrorblade, que colhe mais uma alma para aumentar o seu poder. Luna e a legião Dark Moon são forçados a retirar, dado que se encontram enfraquecidos após o aprisionamento de Selemene. Davion e Bran descobrem que os dragões estão a convergir para Broken’s Peak, com o objetivo de atacar o castelo de The Invoker.

Após uma violenta batalha, é forjada uma aliança entre The Invoker e Mirana, com Davion a receber novamente a alma dos dragões. Adicionalmente, Fymryn assume o poder de Selemen, após a mesma recusar-se a ser uma deusa mais focada nas necessidades dos seus adoradores.

O momento mais marcante ocorre no segundo episódio desta temporada, em que temos uma gigantesca batalha em Foulfell, com o sacrifício de um dos nossos heróis, permitindo que The Invoker crie uma realidade alternativa, em que Filomena e Selemene estão vivas. Por motivos que serão desvendados mais tarde, Mirana é a única que manteve as memórias do passado, dando início a uma missão que visa reverter os efeitos desta mudança.

Filomena é uma das personagens fulcrais desta temporada, que vai desenvolver o arco narrativo associado a Mirana. Temos igualmente várias cenas de ação e uma realidade bem distinta para alguns dos nossos heróis, que foram “manipulados” pelas ações de The Invoker.

Confesso que não sou fã desta visão narrativa, embora reconheça que está repleta de ação e contém alguns momentos memoráveis. A quarta temporada está ainda por confirmar mas deverá ser uma realidade em 2023.