The Dark Phoenix Saga

O arco narrativo da entidade Dark Phoenix é da responsabilidade de Chris Claremont, que conta com a incrível arte de John Byrne para dar vida aos painéis. Tudo tem início numa missão espacial, em que Jean é atingida por raios provenientes de uma explosão solar, unificando duas entidades num único corpo, numa constante batalha pelo controlo.

O Hellfire Club, liderado por Jason Wyngarde, Sebastian Shaw e Harry Leland elabora um plano maquiavélico, que visa ludibriar Jean Grey, utilizando as memórias de Madelyn Pryor. Graças à ajuda da telepata Emma Frost, os X-Men são capturados, em conjunto com uma jovem de nome Kitty Pride, que terá um papel importante nos capítulos seguintes.

A equipa vai conseguir libertar-se, localizando Jean na sede do Hellfire Club. A primeira batalha corre terrivelmente mal, dado que os líderes são igualmente poderosos mutantes, mas a ligação entre Cyclops e Jean acaba por ser demasiado forte para manter o controlo telepático de Mastermind. É precisamente neste primeiro arco que é introduzida a personagem de Dazzler, que tem um papel secundário, embora importante no resgate de Jean Grey.

Após estes eventos e de forma a quebrar os laços com os X-Men, Jean sai do planeta, rumo ao espaço sideral, no sentido de descobrir os limites do seu poder de Phoenix. De forma a recarregar a sua energia, consome uma estrela, que se converte numa supernova, aniquilando mais de 5 mil milhões de seres vivos no processo. Uma nave de guerra Shi’ar em patrulha testemunha este evento, atacando, sem sucesso, a entidade Dark Phoenix, que assumiu o controlo absoluto após consumir a estrela.

Num derradeiro ato de coragem, o capitão informa a Emperatriz Lilandra, que convoca o Conselho Intergaláctico, que é composto pelo Império Shi’ar, Kree e Skrull, sendo determinado a extinção da Dark Phoenix. No Planeta Terra, a família Grey recebe a visita da Dark Phoenix, que acaba por ser derrotada pelo Professor Xavier, com a ajuda telepática de Jean. São criadas novas barreiras psíquicas para conter a entidade cósmica mas nesse preciso momento, a equipa é teleportada para a Blue Area of the Moon, onde são confrontados com a acusação de genocídio.

Os X-Men ficam horrorizados quando tomam conhecimento das ações de Dark Phoenix, mas defendem Jean, alegando que não estaria em controlo. Numa derradeira tentativa de evitar a morte de Jean, o Professor Xavier desafia Lilandra para um Arin’n Haelar, que é essencialmente um duelo de honra. Duas equipas irão defrontar-se, na superfície lunar, até que exista um vencedor. As possibilidades da equipa são reduzidas, dado que os seus adversários são Skrull, Kree, a Guarda Real e o seu líder Gladiator.

Os X-Men acabam por ser derrotados, com excepção de Cyclops e Jean, que num ato de desespero, utiliza uma antiga arma Kree para se destruir. Após estes eventos, é realizada uma espécie de lobotomia a Jean Grey, ficando a sua forma corpórea entregue aos X-Men. Lilandra tenta obter perdão pelos actos, mas a dor de Cyclops é demasiado intensa, concluindo desta forma este arco narrativo.

O derradeiro painel tem uma expressão icônica de Uatu, The Watcher, que afirma o seguinte:

“Jean Grey could have lived to become a god. But it was more important to her that she die…a human. “

Na minha modesta opinião, esta é uma das históricas mais icónicas dos X-Men, que recomendo vivamente. Passaram aproximadamente quarenta anos desde a sua publicação, mas a narrativa permanece sólida, assente numa emotividade intensa e que é elevada pela arte incrível de John Byrne

Night Teeth

Há várias décadas que a paz impera em Los Angeles, resultado de uma trégua entre vampiros e humanos. No entanto, uma facção liderada por Victor vai iniciar uma sequência de eventos que alimentará a narrativa de Night Teeth.

Benny, o irmão mais novo de Jay, vai ocupar o seu lugar como motorista de duas jovens, Blaire and Zoe, que pretendem visitar uma série de clubes noturnos. Como é evidente, estas duas jovens são vampiras enviadas por Victor, que irão semear o caos e destruição. A maioria da população desconhece a existência da raça vampírica, o que origina algumas cenas hilariantes com Benny, que tenta escapar a todo o custo.

A narrativa vai igualmente explicar o papel fundamental de Jay no cumprimento das tréguas, assim como o motivo pelo qual Victor pretende entrar em guerra com os humanos. Night Teeth garante entretenimento, mas tem uma narrativa simples, previsível e que nada acrescenta ao género.

No que diz respeito ao elenco, destaque para a participação de Jorge Lendeborg Jr. (Alita), Alfie Allen (GoT), Sydney Sweeney (Handsmaid´s Tale) Raúl Castillo, Debby Ryan e Megan Fox, que são competentes o suficiente para tornar este filme suportável.

O derradeiro acto tem a batalha final entre as duas facções, com um desfecho previsível e que acaba por ser satisfatório, do ponto de vista dos protagonistas. Se procuram algo para vos entreter, numa tarde cinzenta de inverno, esta pode ser uma alternativa a considerar.

Mediano
65%

Blood of Zeus T.1

Ao longo de oito episódios, vamos acompanhar as aventuras de Heron, um dos filhos bastardo de Zeus. Apesar desta personagem ter sido criada especificamente para a série, há claramente uma influência da mitologia grega, em que é frequente a união entre deuses e humanos.

A narrativa arranca com o enquadramento histórico, dando a conhecer uma guerra entre Deuses e Gigantes, que acaba com a vitória do Olimpo. De forma a manter a paz, os Deuses guardam a alma dos Gigantes num caldeirão, que é protegido por Talos. A premissa desta primeira temporada é muito simples: Hera não aceita a infidelidade do seu marido e pretende a cabeça de Heron, dando início a uma revolta no Olimpo, que cria duas fações. Zeus impôs uma regra, que impede a interferência direta dos Deuses no destino da Humanidade, algo que não é cumprido por ambos os lados.

Adicionalmente, surge uma nova raça na Terra, os demónios, que resulta do consumo da carne dos Gigantes. O seu líder, Seraphim, vai acabar por assassinar a mãe de Heron, a pedido de Hera, dando início a uma série de eventos que culminará coma derradeira batalha entre Deuses e Gigantes.

Ao longo dos episódios, vamos assistir à evolução de Heron, que está consumido pela raiva e ódio aos Deuses, assim como à inesperada ligação a Seraphim. A Deusa Hera engendra um plano diabólico, que irá ter uma conclusão inesperada, que lança uma premissa interessante para as próximas duas temporadas, que já se encontram confirmadas pela Netflix.

Blood of Zeus é uma experiência agradável, com um casting em que destaco Jason O´Mara, Claudia Christian, Jessica Henwick, Melina Kanakaredes, Jennifer Hale e Fred Tatasciore. O equilíbrio entre o desenvolvimento de personagens e ação é soberbo, o que permite contar uma história envolvente e que ainda estará longe de concluída.