Pacific Rim: The Black T.2

Ao longo de sete episódios, vamos acompanhar o desfecho da aventura de Hayley, Taylor, Mei e Boy. No último episódio da primeira temporada, ficámos a conhecer o segredo de Boy, algo que será explorado de forma minuciosa.

A introdução das Sisters of the Kaiju é fundamental em termos narrativos. Essencialmente, estamos perante um culto religioso que infeta Boy com uma carraça Kaiju, com o objetivo de iniciar a destruição da Humanidade. Os nossos jovens heróis acabam por escapar, seguindo na direção de Never-Never Valley, onde pretendem solicitar a ajuda de Bunyip-man, um humano que vive em harmonia com os monstros.

Como é habitual, evito os spoilers, embora possa adiantar que teremos o regresso de Shane, assim como uma batalha épica com inúmeros Kaiju, que são controlados pela Sisters. Temos igualmente várias disputas entre os três jovens, que discordam da abordagem a adoptar, no sentido de garantir a sua sobrevivência. Adicionalmente, vamos descobrir o destino dos pais de Hayley e Taylor, numa segunda temporada repleta de ação e momentos marcantes.

Esta é a derradeira temporada de The Black, que narra a viagem dos três jovens, a bordo do Atlas Destroyer, em conjunto com The Boy, um híbrido que os ajuda a alcançar a base de Sydney. Pelo meio, teremos inúmeros sacrificios e uma batalha com um Kaiju de Categoria VI, que terá sido responsável pela destruição de inúmeros Jaegers.

Esta série foi uma adição interessante ao universo de Pacific Rim e abre a porta para que outras histórias possam ser contadas. Acredito que o género de animação possa ser a solução indicada para sabermos mais acerca da luta entre Kaiju e Humanos, embora não existam planos para um spinoff.

Black Adam

O décimo primeiro filme da DCEU introduz Teth-Adam, o herói de Kahndaq. O primeiro acto transporta-nos para 2600 AC, uma era controlada pelo Rei Ahk-Ton, que ambicionava criar a Coroa de Sabbac, com o objetivo de controlar o planeta. Os seus planos acabam por ser frustrados, graças a uma revolta, liderada por um jovem escravo, que irá converter-se numa arma do Concílio dos Deuses, à semelhança de Shazam.

Após esta introdução, a narrativa regressa aos tempos modernos, permitindo-nos acompanhar Adrianna Tomaz, uma arqueóloga e lutadora pela liberdade, que pretende localizar a coroa e desvendar os seus segredos. O seu irmão Karim, com a ajuda de Samir e Ishmael, localizam o artefacto, mas, são facilmente capturados pelo Intergang, a organização terrorista que controla a zona. Quando tudo parece perdido, Adrianna consegue libertar Teth-Adam, que facilmente derrota os mercenários.

O segundo acto traz-nos a Justice Society, que é incumbida de capturar Adam, a pedido de Amanda Waller. Adicionalmente, vamos obter mais informação do passado do nosso herói, que começa a criar uma ligação estreita com Amon, o filho de Adrianna. Sem colocar spoilers, posso adiantar que a maior parte dos eventos é terrivelmente previsível, o que diminui a experiência global associada a este filme.

No entanto, parece-me relevante destacar as cenas de ação, que estão repletas de humor, assim como a presença carismática de Hawkman e Doctor Fate. O vilão desta narrativa está longe de ser épico mas cumpre a sua função, à semelhança de Cyclone e Atom Smasher, que são os membros secundários desta equipa da Justice Society.

O derradeiro acto garante a redenção necessária de Teth-Adam, que se converte no herói que Kahndaq necessita. É igualmente explicado o motivo para a designação de Black Adam e, no final, temos a mítica cena pós-créditos com o Super-Homem, representado por Henry Cavill.

No global, estamos perante um filme mediano, que garante entretenimento, embora acrescente pouco a este universo. A recente contratação de James Gunn, com a consequente reestruturação implica o cancelamento deste e vários outros projetos, o que me deixa algo apreensivo pelo futuro imediato do universo cinematográfico da DC.

Mediano
70%

Sky Sharks

Recordo-me de ter partilhado este projeto em 2016, acreditando que existia potencial para converter-se em algo especial, dentro do género, à semelhança do que aconteceu com a saga Sharknado.

A primeira sequência do filme é absolutamente épica, introduzindo nazis zombies, a voar montados em tubarões alterados geneticamente. Lamento informar que tudo o que ocorre a partir desse momento é medíocre. Sky Sharks falha em conseguir atingir aquele patamar de “tão mau que se converte em algo bom”. Existem cenas ridículas e que vão arrancar uma gargalhada mas não é algo que consiga recomendar, mesmo para os fãs do género.

De qualquer forma, vou partilhar a premissa, que consiste na descoberta de um laboratório nazi, na Antártida. Acidentalmente, os cientistas libertam uma arma química, que tem o poder de alterar geneticamente os soldados e tubarões que se encontram a bordo de um navio de guerra.

A família Richter, que tem fortes ligações ao Governo é encarregue de resolver esta questão, lançando Angelique e Diabla numa batalha épica contra estes nazis, que pretendem cumprir o seu propósito e conquistar o Mundo. As interpretações são terríveis e em termos de elenco tenho de destacar a presença de Tony Todd, no papel (secundário) de Major General Frost.

Conforme mencionei, o potencial existe mas este projeto vai cair facilmente no esquecimento. Não percam 102 minutos da vossa existência com este filme.

Mau
30%