Spiderhead

Baseado numa short story da autoria de George Saunders, vamos acompanhar o quotidiano diário de uma penitenciária inovadora, em que os reclusos usufruem de várias liberdades, em troca de ensaios médicos. O responsável pelo projeto é Steve Abnesti, que conta com o apoio de Mark, o seu assistente de pesquisa.

Conforme mencionado, as instalações (Spiderhead) acomodam quartos individuais para os reclusos, que coexistem em harmonia e sem necessidade de guardas. Lentamente, vamos acompanhando os testes realizados, que consistem em medicação que provoca alterações de humor e percepção. Curiosamente, toda a experiência é documentada via vídeo, requerendo sempre uma aceitação verbal por parte dos intervenientes.

Adicionalmente, vamos conhecendo o passado de Jeff e Lizzy, as duas cobaias primárias de Abnesti, que carregam o peso dos seus crimes. No segundo acto, temos indícios claros de uma agenda oculta, que está associada ao medicamento B-6, que terá uma relevância fundamental para o desfecho da narrativa.  O ritmo do filme é lento, com foco no diálogo e nalgumas cenas repletas de intensidade, que sustentam o thriller psicológico dos eventos que vão ocorrendo ao longo dos testes.

A nível de interpretações, o destaque vai para a sinergia de Chris Hemsworth e Milles Teller, que elevam a qualidade do produto final. Está longe de ser um filme memorável, mas confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com Spiderhead, motivo pelo qual resolvi partilhar a sugestão.

Mediano
64%

Legends of Tomorrow T.5

A loucura narrativa permanece uma constante nesta temporada, levando-nos a uma batalha épica com Rasputin no primeiro episódio. Um das premissas principais é a libertação de almas assassinas do Inferno, com o objetivo de semear o caos na Terra.

A magia continua a ter um papel fundamental, forçando John Constantine a recorrer a medidas extremas para salvar Ray, que foi possuído por Neron, assim como o resgate da alma de Astra Logue. Adicionalmente, ficamos a descobrir a verdadeira identidade de Charlie e a sua ligação ao Tear do Destino.

Os eventos da temporada anterior impactam igualmente a composição da equipa, com a adição de Behrad Tarazi e uma alteração profunda na personagem de Zari. Ao longo dos episódios, como é apanágio, acontece de tudo um pouco, sem grande preocupação com a qualidade da narrativa. Destaque para um episódio absolutamente fabuloso que envolve uma horda de zombies, assim como arco narrativo que envolve Mick e a sua filha.

Nora Darhk acaba por ter o seu arco de redenção e os últimos episódios colocam as Lendas contra as Fates, entidades dívinas que pretendem controlar e eliminar o livre arbítrio da Humanidade. A temporada termina num impasse, em que o Mundo aparenta ser controlado por Atropos, Lachesis e Clotho.

Stranger Things T.4

Oito meses após os eventos da terceira temporada, a separação geográfica cria alterações drásticas no relacionamento da equipa. Ao longo do primeiro episódio, vamos acompanhar três narrativas paralelas, em que somos apresentados ao Hellfire Club, um grupo de Dungeons & Dragons que será relevante para o desfecho da temporada.

Adicionalmente, acompanhamos o quotidiano de Eleven, Will e Jonathan, que recebem a visita de Mike nas férias de Verão. Rapidamente constatamos que a adaptação à Califórnia está a revelar-se desafiante, com muito bullying e peripécias escolares à mistura. Lentamente o tom da narrativa torna-se mais sombria, sobretudo a partir do momento em que estranhas mortes começam a acontecer em Hawkins, revelando Vecna, o vilão que tem ligações fortes ao passado de Eleven.

Temos igualmente o regresso do Dr. Martin Brenner e do Dr. Sam Owen, que ajudam Eleven a recuperar os seus poderes, no sentido de evitar a abertura de um portal que possibilita a entrada das criaturas do Upside Down na nossa realidade. Para terminar, temos a odisseia de Hopper, que se encontra encarcerado em Kamchatka, uma prisão soviética onde decorrem estranhas experiências com Demogorgons.

Vou evitar os spoilers, mas a essência de Stranger Things permanece imaculada, com aquela incrível vibe de 1986 e com cenas incríveis que elevam a música de Kate Bush e Metallica a um patamar de culto! A nível de personagens, a adição de Eddie Munson e Vecna são os grandes destaques, convertendo esta temporada numa experiência agradável e que recomendo sem hesitação.

A temporada termina num gigantesco impasse, que lança a premissa para uma batalha épica entre os nossos jovens e as forças do Upside Down, algo que só deverá ocorrer em finais de 2023. Para concluir, gostaria de recolher o vosso feedback acerca de Stranger Things. Gostaram desta temporada ou consideram que a introdução de três sub-narrativas foi excessiva?