Ultraman T.1

Uma das minhas fontes principais de anime é a Netflix, que lançou recentemente a adaptação do clássico Ultraman. A premissa assenta no ressurgimento do herói, vários anos após o Gigante de Luz ter regressado ao seu planeta.

Os primeiros dois episódios enquadram o quotidiano de Shinjiro Hayata, dando conta da sua incrível força e capacidade de salto. Paralelamente, temos o aparecimento de Bemular, uma entidade que enverga uma armadura semelhante a Ultraman e que terá sido o responsável pela queda de um avião, há vários anos atrás.

Este evento é extremamente relevante para o desfecho da temporada e serve de introdução para a primeira batalha, entre Shin Hayata (pai de Shinjiro) e Bemular, em que ficamos a saber de pormenores da génese de Ultraman.

É nesta fase que certos poderes são revelados a Shinjiro, que assume a armadura de Ultraman, passando a trabalhar para a organização SSSP (Scientific Special Search Party), que é liderada por Edo, um Zettonian que parece ter agenda própria.

Segue-se um período de aprendizagem, em que o jovem tenta perceber se quer efetivamente converter-se num herói. A equipa é reforçada com Moroboshi, que se converte numa espécie de mentor, embora com uma atitude extremamente agressiva e uma visão negra do Mundo.

A capacidade dos Ultramen é colocada à prova, com diversas ameaças (Adacic, Bris, Robuton, para citar alguns), ficando para os derradeiros episódios a batalha épica com Ace Killer Squad.

Convido-vos a acompanhar esta primeira temporada, que está muito bem conseguida e antevê uma narrativa ainda mais forte para a segunda temporada, que estreará em 2020.

Dark Phoenix

A minha infância foi passada a ler a BD dos X-Men, sobretudo na altura das férias de Verão, na Costa da Caparica. Sou igualmente um fã da primeira trilogia e dos dois primeiros filmes do reboot (First Class e Days of Future Past).

O último projecto ficou claramente aquém das minhas expectativas e a realidade é que Dark Phoenix não consegue fazer melhor. Vivemos numa realidade em que os mutantes são finalmente aceites pela sociedade, ajudando o Governo em missões de resgate e a manter a paz. Não existe qualquer explicação para tal, embora seja possível concluir que tal está relacionado com os eventos que ocorrem em Apocalypse.

Numa das missões a equipa, mais especificamente Jean Grey, é exposta a um estranho fenómeno cósmico que acaba por a transformar profundamente. Pelo meio, existem eventos dramáticos que juntam Magneto e Beast num objetivo comum: eliminar Jean Grey e evitar o fim da Humanidade e dos Mutantes.

Vamos igualmente conhecer a história dos D’Bari, uma raça ligada ao fenómeno da Dark Phoenix mas a realidade é que a narrativa nunca consegue ser fluida e captar a minha atenção. Tenho muita pena que uma das personagens mais icónicas do Universo X-Men seja reduzida a um filme tão mediano, quando a premissa e o potencial são enormes.

Nem a presença de Michael Fassbender e James McAvoy consegue dar a qualidade necessária para tornar Dark Phoenix em algo memorável, neste fecho de ciclo da franchise.

Mediano
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