The Walking Dead T.3

A terceira temporada apresenta um grupo unido, mas desgastado pelo Inverno rigoroso. Vai no entanto renascer a esperança com a chegada a uma prisão, que se encontra em bom estado, apresentando a segurança necessária para se tornar numa base. Em consequência, decidem erradicar os zombies daquela área, opção que é do agrado de todos.

A partir desta altura, começa a engrenar a narrativa principal que vai servir de pano de fundo à temporada. O grupo vai permanecer na prisão, facilitando o nascimento da filha de Rick e pela primeira vez em muito tempo, vão poder dormir relativamente protegidos. Como nem tudo pode ser simples, vamos descobrir que existem outros humanos na prisão, que acabam por ajudar os nossos “heróis” e mais tarde, integrar o grupo.

Paralelamente, vamos acompanhar a viagem de Andrea e Michonne, que são acolhidas em Woodbury, uma cidade gerida pelo Governador. Vamos ficar a conhecer a história dos elementos mais importantes da cidade, assim como dos seus segredos. Um dos pontos interessantes desta temporada é o ressurgimento de Merle, que tal como Andrea, foi salvo pelo Governador.

Vamos ter cenas de violência, que vão implicar a captura de Maggie e Glenn e uma guerra entre as duas facções. Existem perdas de ambos os lados, como é apanágio em Walking Dead e traições inesperadas. Na minha opinião, esta temporada fica marcada por Michonne, que é uma excelente adição ao grupo e o Governador, que representa o vilão que ofusca por completo os zombies.

Esta série tem vindo a elevar a qualidade da narrativa e só posso estar entusiasmado com a próxima temporada. Para quem ainda não acompanha, resta-me apenas recomendar sem hesitação. O apocalipse zombie é apenas uma camada da narrativa, sendo que o mais fascinante para mim são as relações humanas e a evolução das personagens, que é absolutamente soberba.

The Great Wall

A Muralha da China é uma das Sete Maravilhas do Mundo e faz parte do imaginário de várias histórias e lendas chinesas. Esta mega produção, realizada por Zhang Yimou, traz-nos a história de um grupo de mercenários, que procuram confirmar a existência de um pó negro (pólvora), com capacidades bélicas inigualáveis.

A narrativa situa-se no auge da Dinastia Song, abordando o ressurgimento dos Taotie, uma raça proveniente de um cometa e que ataca em períodos de sessenta anos, para castigar o Imperador pela sua ganância.

Matt Damon é William, um mercenário que lutou por várias bandeiras e crenças, sendo acompanhado pelo seu amigo Tovar. Ao serem capturados pelo Exército da Ordem sem Nome, os nossos anti-heróis vão ser confrontados com uma batalha sangrenta, contra um inimigo brutal e que procura ultrapassar a muralha, de forma a dizimar a Capital e o Imperador.

Visualmente, o filme tem uma excelente fotografia, assim como muito CGI, mas consegue ser competente, apresentando algum engenho e criatividade na forma como retrata o General Shao, o Estratega Wang e todo o exército. Como não podia deixar de ser, há uma notória sensação de dever e honra, com os habituais sacrifícios de cliché, aliada a excelentes coreografias de batalha.

Em suma, The Great Wall é um filme repleto de acção, com pouca preocupação com o enredo ou desenvolvimento de personagens. Está longe de ser brilhante, mas se procuram um verdadeiro “filme-pipoca” , esta é uma boa escolha.

Kong: Skull Island

O início deste filme tem como pano de fundo uma “dogfight”, entre um piloto americano (Hank Marlow) e um nipónico (Gunpei Ikari), que termina com o aparecimento de Kong, em plena Skull Island. A premissa desta aventura assenta na descoberta da ilha, por parte de uma organização do Governo Americano, de nome Monarch.

Segue-se o processo de recrutamento da expedição, que inclui cientistas, uma fotógrafa de guerra, membros do exército americano, liderados pelo Tenente Coronel Preston Packard e o Capitão James Conrad, um batedor das Forças Especiais Britânicas.

Temporalmente, a acção decorre imediatamente após a guerra no Vietnam, sendo notória a tentativa de obter um feel “Apocalypse Now”. Assim que a equipa entra na Ilha, temos o primeiro confronto com Kong, que consegue dizimar as forças americanas, assim como os helicópteros, eliminando o único meio de transporte disponível para a extracção.

Segue-se uma verdadeira luta pela sobrevivência, em que vai lentamente vamos descobrindo o papel de Kong no ecossistema da Ilha. A abordagem utilizada é muito semelhante a Godzilla, funcionando com uma forma de equilíbrio natural entre as várias espécies.

Os nossos heróis vão encontrar uma tribo local, assim como um sobrevivente da Segunda Grande Guerra, que lhes dará a conhecer os Skullcrawler, uma raça que vive no subsolo e que foi despertada pelas cargas sísmicas e explosões realizadas pelas forças militares.

No último acto da narrativa, temos a batalha final entre Packard, Kong e o Skullcrawler, assim como a tentativa de chegar à parte norte da Ilha, onde podem ser resgatados por um transporte aéreo. No global, estamos perante um filme competente, fluido e com excelentes cenas de acção. Em termos de interpretações, destaque para John C. Reilly e Samuel L. Jackson, que conferem aquele toque extra de classe.

Recomendo apenas que aguardem pelo final dos créditos, dado que existe uma cena que sugere uma sequela, mas focada em Godzilla (temos igualmente imagens de Rodan, Mothra e King Ghidorah).