Tbee

Fui recentemente abordado pela Quidbox, uma startup portuguesa, no sentido de divulgar um dos seus produtos, algo que vou fazer sem hesitação, dado que é um dos objetivos deste espaço. Gosto de divulgar projectos de qualidade, sobretudo os nacionais, pelo que vos convido a aceder ao site oficial da Tbee e tirar as vossas próprias ilações.

Para quem preferir ler este artigo, saliento que se trata de uma box media player, assente no Kodi (o sucessor do XBMC) e que corre Android, permitindo alguns controlos por gestos e voz. O UI (user interface) apresenta dois menus principais, divididos por temas, onde podem aceder aos conteúdos que tiverem definido. Para tal, necessitam apenas de uma televisão com entrada HDMI, acesso à internet e uma conta de Gmail para poderem utilizar a Store.

Um ponto curioso é que este produto pode ser ligado a uma box das operadoras de TV actuais, servindo como complemento desse serviço. As potencialidades são enormes, dado que podem emparelhar dispositivos por bluetooth e utilizar aplicações de gestão de compromissos, entre muitas outras opções. A câmara que está incluída permite igualmente a utilização de jogos interactivos, assim como a utilização de alguns gestos, conforme mencionado.

Pessoalmente, gosto do nível de personalização da Tbee, que recebeu uma menção honrosa na categoria de “Innovations Design and Engineering Awards”, na CES. Em anexo, coloco um dos vídeos promocionais, mas podem obter ainda mais pormenores através do canal do YouTube.

No fundo, estamos perante um projecto muito interessante, que tenta ganhar o seu espaço “na guerra das salas” como lhe costumo chamar. As especificações técnicas estão igualmente disponíveis no site, mas destaco o facto de suportar 4K. Caso pretendam uma unidade, podem realizar a encomenda no site da Tbee ou em revendedores autorizados.

The Arrow T.4

Como sabem, levei muito tempo até seguir com atenção as aventuras de Oliver Queen, embora reconheça que as duas primeiras temporadas são de facto muito interessantes. Por esse motivo, encarei com alguma relutância esta nova temporada, dado que me parecia “ser mais do mesmo”.

Damien Darhk é um extraordinário vilão, mas tem aparições ocasionais ao longo da temporada, o que retira emoção e envolvimento ao espectador. Grande parte da narrativa é dedicada aos relacionamento entre Diggle e o seu irmão, assim como de Felicity e Oliver. Temos breves aparições de Constantine e flashbacks recorrentes da Ilha, que envolvem Taiana e Baron Reiter, mas no global a temporada é muito pobre em termos de ideias.

Darkh tenta implementar o projecto Genesis, que consiste em lançar ogivas nucleares sobre o planeta, garantindo apenas a sobrevivência dos membros seleccionados, que teriam a missão de repopular a Terra. Pelo meio, temos a dissolução da Liga de Assassinos, a morte de um dos membro da equipa e um crossover com Legends of Tomorrow, que falham em dar nova vida à série.

Nem o episódio final consegue dar alguma satisfação, apesar de ter alguns momentos interessantes e que podem ter impacto na temporada seguinte. Pessoalmente, considero esta a mais fraca das temporadas, apesar de ter um dos melhores vilões, o que é no mínimo estranho. Penso que tentaram seguir em demasiadas direcções e com o passar dos episódios acabaram por estagnar a narrativa em algo que deveria ser secundário (evitar spoilers).

Confesso que não estou particularmente entusiasmado para o regresso do Green Arrow e já vi séries serem canceladas por muito menos…

Assassin´s Creed

A Ubisoft tem uma história repleta de sucessos no mundo dos videojogos, sendo Assassin´s Creed o meu título preferido. A partir do momento em que se confirmou a presença de Michael Fassbender no projecto o meu nível de expectativa aumentou vertiginosamente. Ontem tive a oportunidade de finalmente ver este filme e esta é a minha opinião.

Foi reunido um elenco de peso, com destaque para Fassbender, Marion Cotillard e Jeremy Irons, no entanto a narrativa utilizada, que é baseada no jogo, fica muito aquém do original. Pessoalmente, acredito que o maior erro é assumir que quem vai ao cinema está ciente da história, dado que pouco ou nada é explicado acerca do Animus e dos Assassinos.

A premissa assenta na lógica de que Sofia Rikkin criou o Animus para estudar e erradicar o ADN responsável pela violência, criando uma sociedade focada no desenvolvimento científico e de progresso da Humanidade. Verdade seja dita que as cenas de regressão estão francamente bem filmadas, embora seja audível o péssimo sotaque espanhol de Fassbender. O meu destaque vai para o guarda roupa (soberbo) e para a interpretação de Ariane Labed, como Maria, uma Assassina que auxilia Aguilar na demanda pela Maçã de Éden.

As cenas que decorrem no presente são essencialmente em Espanha, nas instalações da Abstergo. Como é evidente, Alan Rikkin tem uma agenda escondida, planeando o fim do livre arbítrio da Humanidade, com a obtenção do artefacto acima mencionado. Paralelamente, vamos percebendo as que as sessões no Animus estão a reavivar memórias em Lynch, resultando num desfecho previsível, outro dos pontos negativos do filme.

Para evitar os spoilers, vou apenas terminar dizendo que o final de Assassin´s Creed confirma de forma inequívoca que o enredo foi pensado numa sequela. Resta saber se teremos essa oportunidade, tendo em conta os péssimos resultados em termos de bilheteira. Tenho imensa pena que tal suceda, dado que tem potencial para ser algo memorável.