O Futuro

Este ano tem-se revelado complexo a nível pessoal, o que tem afectado claramente a disponibilização de conteúdos neste espaço. Quem me conhece reconhece certamente a persistência e podem estar tranquilos que o Portal Pessoal vai manter-se online.

Dito isto, existem vários projectos que pretendo realizar, sendo importante destacar o seguinte:

  • Terminar a série Cave Story
  • Terminar a série Jamestown
  • Opinião pessoal acerca do livro o Silo
  • Comparação entre o livro e filme de Ender´s Game
  • Iniciar uma nova série, em que farei voiceover e comentários

Para além do acima mencionado, estou sempre disponível para sugestões e conto com o vosso feedback como é apanágio. Existe algum tipo de conteúdos que gostariam de acompanhar neste espaço?

Dawn of The Planet of the Apes

Esta sequela tinha uma missão complexa para cumprir, dado que o seu predecessor foi de enorme qualidade mas optei por me deslocar pessoalmente ao cinema para constatar e poder escrever este breve artigo. Andy Serkis está de regresso para interpretar a personagem de Caesar, o líder dos macacos que povoa uma zona do globo livre da Humanidade (ou assim se pensa).

A premissa define que a Humanidade está à beira da extinção, fruto das experiências médicas realizadas (vou evitar spoilers, sobretudo para quem não viu o primeiro filme). Os poucos humanos que resistem juntam-se em grupo e tentam sobreviver à custa de fontes de energia pouco fiáveis. A descoberta de uma barragem junto à cidade revela-se fundamental para a sobrevivência, sendo que o grande entrave é o facto de estar situada em território povoados pelos macacos.

Dawn of the Planet of the Apes é um filme interessante do ponto de vista antropológico, nomeadamente na parte do choque de culturas. Humanos e Macacos vão necessitar de chegar a acordo e trabalhar em conjunto de forma a evitar a guerra. É fascinante a vertente de traição e condição humana que este filme apresenta, tentando sempre mostrar que mesmo nas condições mais adversas o instinto pela sobrevivência é sempre mais forte.

A narrativa é sólida, os efeitos especiais e o CGI estão bem conseguidos, embora não existam grandes interpretações (mesmo com Gary Oldman no elenco). Pessoalmente considero o filme longo demais, sendo possível manter o espectador atento sem necessidade de tantos adornos. Mas no global é uma sequela bem conseguida, embora inferior ao original. Caso pretendam a minha sugestão é ir ao cinema ver este filme.

Edge of Tomorrow

Tinha este filme no topo da minhas preferências para o ano que decorre, o que significa que não poderia falhar uma ida ao cinema para poder escrever este artigo. Edge of Tomorrow conta a história do Major Cage, um especialista em imprensa que acaba por lutar na frente da batalha, por motivos que me obrigariam a fazer o primeiro spoiler. Como tal, vou passar esta parte à frente e enquadrar-vos com a restante narrativa. Cage morre na praia, num desembarque muito ao estilo da Normândia, mas com um feel moderno. Ao morrer, o nosso herói a aniquila um Alfa, ser alienígena que possui a capacidade de voltar atrás no tempo, dando início à premissa que sustenta todo o filme.

A partir deste momento, Edge of Tomorrow arranca em grande estilo, com Cage a perceber que vai reviver este dia sempre que morrer, tendo a capacidade de antecipar os movimentos do inimigo e tornar-se uma mais valia no desfecho da Guerra, que os Humanos estão a perder frente aos Mimics (raça que invade a Terra para nos exterminar). Para tal, vai recrutar a ajuda de Rita Vrataski , uma heroína que o vai treinar e orientar na difícil missão de converter um civil num verdadeiro soldado. Os efeitos especiais são sólidos e as cenas de acção estão bem coreografadas, num misto de MECS (os fatos utilizados pelos humanos) vs Sentinelas do Matrix. A evolução das personagens é excelente, nomeadamente a transformação de Cage e a humanização de Vrataski, que começa por ser fria e impiedosa. 

O filme termina com pompa e circunstância, com uma batalha final épica mas com um desfecho que francamente não me agrada, tendo em conta a narrativa, que é sólida e com um bom fundamento em termos de ficção científica. Pode não ser o filme do ano mas é altamente recomendado para os fãs do género. Estamos perante 113 minutos repletos de acção e com um excelente equilíbrio entre momentos cómicos e de heroísmo.

Nota alta para a interpretação de Tom Cruise, de quem não sou fã, o que diz muito.