The Mandalorian T.3

A terceira temporada vai explorar em pormenor a cultura e crenças religiosas desta orgulhosa raça. Os primeiros episódios retomam os eventos da temporada anterior, em que Din Djarin tenta redimir-se perante o seu clã, ao banhar-se nas águas das minas de Mandalore.

Como é habitual nestes artigos, vou evitar os spoilers mas contem com muita ação, aliado ao ressurgimento de personagens icónicas como Greef Karga, Dr Phershing, Carson Teva e Ragnar Vizsla. Esta temporada incorpora episódios excelentes mas tem igualmente alguma polémica, sobretudo na aventura em Plazir-15, que acaba por funcionar como uma missão paralela.

A mitologia em redor do Mythosaur e consequente simbolismo é um ponto relevante destes episódios, que culminam num batalha épica com um vilão do passado. Adicionalmente, a narrativa divide-se entre as aventuras do duo composto por Djarin e Grogu e o arco redentor de Bo-Katan Kryze.

Esta é, na minha opinião, uma temporada competente, que se foca numa temática muito próxima do meu coração (Mandalore), embora não atinja o patamar de excelência dos episódios iniciais. Dito isto, tenho a certeza que será uma excelente escolha para quem é fã do universo Star Wars.

E para terminar, serei eu o único entusiasmado com a menção do Shadow Council e de Grand Admiral Thrawn?

Tekken: Bloodlines

O mítico jogo de luta da Bandai Namco é uma das referências do género para a minha geração. Após alguns anos de hiato da franquia, a Netflix resolveu adaptar os eventos de Tekken 3 para o formato anime, recriando o arco narrativo de Jin Kazama.

Ao longo de seis episódios vamos acompanhar o drama familiar do jovem, que vê a sua mãe ser assassinada por um demónio apelidado de Ogre. De forma a cumprir o derradeiro desejo de Jun, o nosso herói vai treinar com o seu avô, Heichachi Mishima, com o objetivo de tornar-se forte o suficiente para vingar a morte da sua mãe.

Lentamente, vamos tomar conhecimento da agenda oculta do seu avô, que estuda um estranho fenómeno genético, apelidado de “Devil Gene”, que confere força sobrenatural ao seu detentor. Após anos de treino, Jin tem finalmente a oportunidade de combater no torneio Iron Fist mas a sua tarefa não será fácil, dado que existem lutadores de alto nível.

No derradeiro episódio, teremos o aparecimento do ogre, que é atraído pelo poder dos lutadores mais fortes, dando início a um combate épico, que terá um desfecho interessante. Apesar de existir uma conclusão, Tekken Bloodlines deixa em aberto várias alternativas, estando por confirmar a existência de uma segunda temporada.

A animação está bem conseguida e apesar de não ser um anime brilhante, diria que este projeto merece a vossa atenção, sobretudo pela nostalgia associada a esta franquia.

Shazam! Fury of the Gods

Billy Batson e a Shamazily estão de regresso para mais uma aventura, que ocorre dois anos após os eventos do filme original. Desta feita, os vilões são Hespera, Kalypso e Anthea, as filhas de Atlas, que pretendem recuperar o bastão do Feiticeiro e utilizar os seus poderes para dar vida ao seu antigo Reino.

A narrativa mantém o humor característico, intercalada com muita ação e a inevitável imaturidade dos jovens heróis, que se revelam incapazes de trabalhar em equipa. Aliás, a própria  imprensa utiliza de forma pejorativa o termo The Philly Fiascos, numa clara referência à disfuncionalidade deste grupo de super-heróis.

De forma a humanizar e gerar empatia, David F. Sandberg concentra alguma atenção nas dores de crescimento dos jovens, mais especificamente o facto de estarem a atingir a maioridade, o que impossibilita a sua permanência com a família de adopção. O primeiro acto é, na minha opinião, o mais interessante deste projeto, que vai decaindo de qualidade com o avançar da (previsível) narrativa.

O CGI utilizado cumpre a função, mas a utilização de elementos sobrenaturais acrescentam pouco ao produto final. Adicionalmente, as vilãs estão longe de serem memoráveis, o que é sempre lamentável, sobretudo quando consideramos a qualidade do casting realizado (Helen Mirren, Lucy Liu, Rachel Zegler, etc). No entanto, parece-me justo frisar que a decisão de realizar novo reboot na DCU não ajudou em nada à promoção deste filme, que foi um fiasco em termos de receitas de bilheteira.

Pessoalmente, considero esta sequela inferior ao projeto original, mas se procuram um filme pipoca, que vos ocupe durante duas horas, esta pode ser uma escolha acertada. Para terminar, quero apenas salientar que temos um cameo relevante e que existem duas cenas pós créditos, que lamentavelmente não terão qualquer seguimento.

Mediano
65%