Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Amazfit Bip

Desde 2018 que tenho utilizado a Mi Band como o meu combo de relógio/fitness tracker diário. Em 2019, realizei o upgrade para a Mi Band 3, que continua, na minha opinião, a ser a melhor solução em termos de qualidade/preço, para valores abaixo dos 40 euros.

Com o lançamento da Mi Band 4, confesso que senti necessidade de dar o passo seguinte mas num orçamento máximo de 60 euros, o que condicionou a decisão.

A linha da Amazfit tem neste momento um portfolio de produtos fantástico, o que me fez considerar inicialmente o Amazfit GTS, que, no entanto, me faria ultrapassar largamente o pressuposto de investimento. Após alguma reflexão, acabei por aproveitar uma promoção e adquiri a Amazfit Bip, a um valor idêntico ao da Mi Band4.

A grande vantagem é o facto de conseguir manter todas as funcionalidades que já utilizava (batimentos cardíacos, passos, km, alarme, notificações), com o bónus de 45 dias de bateria, num écran que consome pouca energia e tem excelentes ângulos de visão, mesmo durante dias soalheiros.

O objetivo deste artigo é apenas partilhar uma das muitas opções (low budget) que se encontram no mercado. Confesso que estou imensamente satisfeito com a qualidade deste produto e caso pretendam um relógio simples, com uma autonomia de bateria acima da média, a Amazfit Bip pode ser a solução ideal.

Doom Patrol T.1

Após uma curta participação em Titans, a Doom Patrol tem oportunidade de brilhar na sua própria série. Apesar das personagens de Robotman, Negative Man e Elasti-Woman serem interpretados pelos mesmos actores, esta narrativa ocorre numa realidade distinta, em que o vilão é Mr. Nobody, interpretado por Alan Tudyk.

A restante equipa é formada por Crazy Jane e Cyborg (sim, o membro da Justice League), sendo The Chief o seu líder. Preparem-se para algo completamente diferente do que estão habituados em termos de super-heróis. Estamos perante uma equipa de rejeitados, que não eram boas pessoas e que se encontram numa situação difícil em termos psicológicos.

A narrativa é completamente louca mas assenta na premissa de resgatar The Chief das garras de Mr Nobody, um poderoso inimigo que após ser alvo de experiências científicas por parte dos nazis, parece ser capaz de viajar entre dimensões e quebrar a quarta dimensão. A prioridade é claramente o desenvolvimento das personagens, contando a história de cada um dos membros da equipa e mostrando os seus erros e receios mais profundos.

Ao contrário do que é habitual, vamos lidar com insucessos constantes e situações que chegam a roçar o ridículo, mas diria que o grande encanto de Doom Patrol é precisamente o facto de pensar “fora da caixa”. Como é habitual nestes artigos, evito colocar spoilers ou divulgar pormenores que possam comprometer a vossa experiência, mas posso adiantar que considero este projeto uma lufada de ar fresco por parte da DC.

Se procuram algo diferente e que vos cative, sugiro sem hesitação esta série. Reconheço que não é para todos, pelo seu tom jocoso e por vezes a ultrapassar o ridículo mas a realidade é que funciona de uma forma que chega a ser disfuncional. Gostei francamente da prestação de Alan Tudyk, bem complementado por Timothy Dalton e Brandon Fraser, dois actores que sinceramente não esperaria ver neste tipo de papel.

A segunda temporada está confirmada e estará disponível em 2020, via HBO Max.

Lion King

Há quem diga que atravessamos uma era cinematográfica definida por ausência de ideias e originalidade. Para essa noção muito tem contribuído o sucesso dos filmes de super-heróis, em conjunto com vários  remakes de clássicos.

Um dos mais recentes casos é sem dúvida o Rei Leão, uma obra prima de animação da Disney, que Jon Favreau resolveu renovar, numa perspectiva foto-realística. A narrativa acompanha as aventuras de Simba, o futuro Rei de Pride Rock, que se vê envolvido numa trama que culmina com o assassinato do seu Pai (Mufasa).

Apesar do original ser de 1994, vou evitar os spoilers em termos de enredo, adiantando apenas que Simba acaba por se exilar, passando a viver na companhia de Pumbaa (javali) e Timon (suricata), o que lhe dá uma perspectiva completamente distinta da cadeia alimentar.

A banda sonora foi novamente entregue a Hans Ziemmer, Elton e Tim Rice, que já tinham trabalhado no original e a nível de vozes, destaco o regresso de James Earl Jones e a adição de Donald Glover, Seth Rogen, Chiwetel Ejiofor, Beyoncé e John Oliver.

Lion King teve um orçamento de 260 milhões e o resultado visual é deslumbrante, com cenas incrivelmente realistas e dinâmicas. O humor está igualmente presente e as vozes escolhidas complementam de forma soberba a narrativa.

Mas dito isto, na minha opinião, fica aquém do original. Existe algo de verdadeiramente único e épico no clássico de animação da Disney, que esta adaptação não consegue replicar, apesar de ser no global um bom filme.

Bom
72%