Star Trek: Into Darkness

Três anos depois do reboot, JJ Abrams regressa com mais um aventura de James T Kirk e o resultado final é bastante interessante. Como já confessei por diversas ocasiões o meu filme preferido desta franchise é a Ira de Khan, pelo que entrei na sala com algum receio de sair desapontado. Afinal de contas estavam a mexer com o meu Santo Graal e existem limites para aquilo que estou disposto a aturar, sobretudo depois do final de Lost.

Into Darkness traz de volta o elenco original, o que acrescenta qualidade e continuidade ao enredo. Existe novamente um guião interessante, em que Khan é a figura principal, representando um vilão superior a Eric Bana, o que não seria fácil à primeira vista. Destaque para a participação de Peter Weller e Leonard Nimoy e para as inúmeras referências ao universo Trekkie (vou evitar spoilers).

Pela primeira vez somos confrontados com os Klingons (relembro que em termos de storyline Into Darkness começa antes da viagem de 5 anos da Enterprise) e com os seus ambiciosos planos de conquista. Os efeitos especiais são excelentes, o que é perfeitamente normal numa grande produção e as cenas de acção estão bem coreografadas, o que coloca esta sequela num patamar elevado. Pessoalmente considero-o inferior ao primeiro filme, apenas pelo facto do enredo e o próprio final serem bastante previsíveis.

Confesso que gostei bastante da tentativa de humanizar Spock, assim como do desenvolvimento da personagem de James Kirk e claro do pormenor de terem adicionado Carol Marcus (ah os spoilers) à tripulação. Para os fãs do género este filme é must see e confesso que vejo com bons olhos mais um episódio desta saga. Afinal de contas as aventuras da USS Enterprise começam agora…

 

Iron Man 3

Robert Downey Jr. traz-nos de volta um Homem de Ferro diferente e claramente marcado pelos eventos que decorreram em Nova Iorque, na batalha com os Vingadores. Esta terceira aventura é muito focada no homem em detrimento da armadura, apresentando-nos ao super-vilão Mandarim, o mais poderoso adversário de Tony Stark.

Vamos conhecer a história de Aldrich Killian e Maya Hansen, um duo de cientistas que terão um papel fundamental no enredo. A segurança do planeta volta a ser colocada em risco devido aos ataques terroristas orquestrados por Mandarim, que aparenta ser invencível e intocável. Um evento inesperado que culmina com ferimentos graves em Happy Hogan vai colocar Tony Stark numa missão de vingança e que acaba com uma batalha final épica.

Mais uma vez vou evitar os spoilers, tentando ser o mais superficial possível em termos de storyline. O filme está repleto de cenas cómicas, dentro do estilo a que já nos habituámos e resulta muito bem, sendo na minha opinião superior ao segundo filme da trilogia. A narrativa é bem mais fluente  e claro tenho que destacar a cena do ataque ao Air Force One, que está excelente!

Temos igualmente oportunidade de ver o Mach 42, a mais recente armadura de Stark e até o War Machine tem um papel mais activo no enredo. Como referi no início deste artigo, a abordagem deste filme é mais numa perspectiva de nos mostrar o homem por detrás da armadura, pelo que grande parte do filme é dedicado ao tema.

Apesar de tudo, existem várias cenas de acção e no global estamos perante um bom final de trilogia. É obviamente um filme inferior a The Avengers, o que me parece natural, mas recomendo uma ida ao cinema, sobretudo para os fãs da Marvel.

E aguardem pelos créditos finais, dado que passa um mini teaser referente aos Avengers 2.

A good day to Die Hard

John McClane é sem dúvida uma figura mítica dos filmes de acção e continua a garantir êxito de bilheteira, apesar da idade avançada de Willis e da ausência de argumento. O primeiro Die Hard está na minha lista de melhores filmes de acção de sempre e o terceiro também se revelou muito interessante, essencialmente pelo facto de terem actores de nível (Samuel L Jackson e Jeremy Irons) e um enredo sólido. A grande questão é que estes “pormenores” estão ausentes de “A Good Day to Die Hard”, tornando o filme num desfile de balas, frases feitas e façanhas impossíveis de realizar pelo mais comum dos mortais.

A premissa é simples: Jack McClane é preso e o seu Pai viaja até à Rússia numa tentativa desesperada de obter a redenção, pedindo perdão por anos de ausência enquanto Pai. Ao chegar ao Tribunal é testemunha de um ataque brutal que visa libertar um bilionário russo que iria depor contra um membro do Governo. Começam as cenas de perseguição e as piadas fáceis, chegando-se à conclusão que Jack trabalha para a CIA, cabendo a John o papel de sidekick nesta aventura.

Temos milhões de balas por minuto a voar, quedas impossíveis, perseguições intermináveis e uma batalha final em Chernobyl, tornando este filme numa roda viva de acção, com uma total ausência de narrativa. Com excepção de Bruce Willis, a interpretação é muito fraca (não gostei de Jai Courtney) e não fiquei minimamente convencido, o que não me surpreendeu. Confesso que ía com expectativas muito baixas mas o Die Hard tem de ser visto no cinema, é uma espécie de ritual.

Como alguém me disse no final, até o célebre “Yippee ki-yay” foi dito numa altura em que não fazia muito sentido. Só consigo recomendar este filme para os fãs hardcore. Aos restantes sugiro que o vejam daqui a uns tempos por casa. Com base nos dois últimos filmes, espero que tenham sinceramente dado a reforma a John McClane, que bem precisa de descansar e curar aquelas nódoas negras todas…