Cloud Atlas

O mais recente projecto dos irmãos Wachowski passou-me completamente ao lado na projecção inicial de 2012 mas parece-me merecedor de destaque no blog.

Cloud Atlas é um filme de ficção científica que converte para o cinema o livro com o mesmo nome, da autoria de David Mitchell. Essencialmente vamos acompanhar a vida de várias personagens ao longo da história, em pontos diferentes no Tempo. O enredo é fantástico e estou francamente entusiasmado desde que li as primeiras críticas.

O filme foi apresentado há alguns meses no Festival de Cinema em Toronto, com toda a pompa e circunstância. Afinal de contas estamos perante o maior filme independente jamais produzido, com um orçamento superior a 100 milhões de dólares e que conta com nomes como Tom Hanks, Halle Berry, Hugo Weaving, Susan Sarandon e Hugh Grant, entre muitos outros.

Deixo-vos o trailer e fico a aguardar ansiosamente pela estreia em Portugal, algures no final de Novembro.

007 – Skyfall

O espião mais famoso do Mundo, criado pela brilhante escrita de Ian Fleming está de volta. Como fã de Roger Moore e Sean Connery não tem sido fácil “aceitar” este reboot de James Bond. Não está em causa a capacidade de representação de Daniel Craig mas prefiro claramente o feel retro, de guerra fria dos seus predecessores.

Skyfall narra a busca de vingança de Silva (Javier Bardem), um ex-agente secreto que tentará aniquilar M a todo o custo. O filme tem um início frenético, com uma cena de abertura digna de registo mas cai muito rapidamente numa toada morna, em que somos confrontados com uma crise de confiança de Bond, fruto dos acontecimentos que decorrem da cena inicial (vou evitar os spoilers). Temos as habituais visitas por locais exóticos e alguns pormenores interessantes, das quais destaco a cena de luta em Macau e Hong Kong.

Em termos de narrativa, Skyfall não traz nada de muito apelativo, tornando-se inclusivamente bastante previsível a partir do segundo acto. Existem apontamentos interessantes, nomeadamente em relação a Moneypenny, Q e a personagem de Ralph Fiennes, que terá um papel fundamental nos próximos filmes.

Tenho perfeita noção que Skyfall tem recebido excelentes críticas mas pessoalmente continuo sem estar convencido. Prefiro claramente os filmes anteriores, com planos maquiavélicos de conquista do Mundo, humor britânico, sarcasmo e Bond-Girls de cortar a respiração. Para mim, é essa a essência do Bond de Ian Fleming e embora consiga aceitar que este reboot tenha a necessidade de apresentar um 007 menos requintado, não consigo envolver-me na narrativa.

Para terminar, penso que este filme tem pontos positivos, mais concretamente a personagem de Silva (um vilão invulgar no mínimo), as cenas de acção e as ocasionais referências ao estilo Bond de antigamente. Mas por outro lado, nota-se claramente que as restrições orçamentais obrigaram a muitas cenas nocturnas, retirando alguma “grandiosidade” ao filme. O enredo poderia ser francamente melhor, até porque em certos aspectos tem uma premissa semelhante a GoldenEye, que é um filme superior em muitos aspectos. Recomendo a fãs de Bond mas continuo com a sensação de que este não é agente secreto que tanto respeito e admiro…

The Justice League

Depois do estrondoso sucesso do filme “The Avengers“, a DC ficou pressionada com o projecto da Justice League. A fasquia está muito elevada e os rumores não páram de circular na internet.

Apesar de pouco ainda estar decidido, penso que está na altura de lançar os meus bitaites. Sou um grande fã da BD e da adaptação animada mas estou extremamente reticente em relação ao cinema. Ao contrário da Marvel, a DC tem falhado redondamente em quase todos os seus filmes de heróis (excepção feita a Batman, muito por “culpa” de Nolan), o que coloca em causa os alicerces de algo que se pretende épico.

Para complicar ainda mais, Christian Bale dificilmente voltará a interpretar Batman, falando-se nesta fase em Michael Fassbender, o que não é necessariamente mau mas deixa uma sensação de perigo. Mas sejamos sinceros, o filme necessita de uma espinha dorsal forte, algo que não existe neste momento. Para o ano sairá o reboot de Super-Homem e caso Henry Cavill falhe as perspectivas serão no mínimo tenebrosas para a DC.

Na minha opinião, um filme da JL faria sentido dentro de 4,5 anos, altura em que já teríamos visto a Wonder-Woman, Flash, Green Lantern e o reboot de Batman. Construir a casa pelo telhado nunca deu bom resultado e francamente acredito muito pouco no sucesso do projecto, pelo menos nesta fase. Mas posso estar enganado… o tempo o dirá!

Para terminar, parece-me importante salientar que a personagem da Wonder Woman e do Martian ManHunter serão fundamentais para o sucesso. Nesse aspecto, não serão tolerados erros de casting. E quanto aos leitores do blog? Estão entusiasmado com o lançamento da Justice League, presumivelmente em 2015?