Top 5 – 2012

Mantendo a “tradição” está na altura de divulgar a lista que representa os 5 filmes que mais gostei de ver este ano. Parece-me apropriado salientar que se trata apenas das minhas escolhas pessoais mas como habitualmente o artigo está aberto para que todos possam opinar acerca do tema.

Confesso que, no global,  fiquei muito desiludido com alguns filmes que saíram. Nem tudo foi mau, dado que pérolas como IronSky e Indie Game – The Movie se converterem em agradáveis surpresas.

Aproveito apenas para explicar que não constam na lista filmes como a Vida de Pi e Django Unchained porque ainda não tive oportunidade de os ver, embora seja bastante provável que façam parte da minha lista de 2013. Dito isto, boas entradas a todos!

Indie Game – The Movie

Como fã de jogos indie não podia deixar de ver este fantástico documentário, que tem recebido boas críticas. Apesar de ainda não estar disponível em Portugal, consegui finalmente arranjar 2 horas para o ver e gostaria de partilhar convosco a minha opinião.

Indie Games – The Movie está muito bem estruturado, cobrindo um espaço de tempo que acompanha o desenvolvimento até ao lançamento do produto final. São três os jogos escolhidos: Fez, Super Meat Boy e Braid, o que permite ao espectador ter uma ideia muito clara de como funciona o “Universo” indie. Considero francamente positivo o facto do documentário ter conseguido captar quase na perfeição a angústia, frustação, alegria e satisfação inerentes à criação de algo tão pessoal mas que visa agradar ás massas. Estamos a falar de títulos criados por equipa de 2 elementos e que ficaram na história dos jogos indie pelas suas vendas. Mas para mim, o ponto mais interessante é a batalha constante para analisar friamente as falhas e ultrapassar os obstáculos que são encontrados durante o desenvolvimento.

Torna-se uma experiência única seguir as quase 2 horas de documentário numa perspectiva de “behind the scenes”, sobretudo para alguém como eu, que teve o privilégio de jogar estes 3 fantásticos títulos XBLA. Tenho perfeita noção de que este documentário tem um público alvo específico mas recomendo-o sem hesitação. Das três histórias contadas, o maior ênfase é claramente na Team Meat mas confesso que fiquei mais emocionado com a aventura de Phil Fish, que chega a ser dramática. Mas tudo acaba bem, dado que Fez é claramente um dos grandes jogos de 2012!

Mas chega de spoilers, vão por esse web fora que o documentário é disponibilizado gratuitamente via stream. E tudo sem pirataria.

The Hobbit

Após a estrondosa adaptação da trilogia do Senhor dos Anéis temos o privilégio de voltar à Terra-Média para mais uma aventura. Desta vez a obra escolhida foi The Hobbit e Peter Jackson voltou a tomar conta das rédeas dum projecto que parecia condenado a falhar apos a saída de Guillermo Del Toro. Vou evitar os spoilers porque nem todos os leitores do blog podem ter conhecimento da obra literária de Tolkien, o que só por si é uma falha tremenda. Aliás, aproveito para sugerir a leitura imediata dos livros, que marcam claramente um estilo inconfundível.

Mas deixemos de parte esses “pormenores” e passemos à minha análise acerca do filme. A principal preocupação consiste no facto de Jackson ter optado por uma trilogia, decisão arriscada para um livro com uma narrativa bem mais curta do que o Senhor dos Anéis. Após ter visionado esta primeira parte, confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com a fluidez. As pequenas adaptações são sempre no sentido de ligar Hobbit à restante obra, o que funciona excepcionalmente bem. Os cerca de 170 minutos estão repletos de pormenores deliciosos e quem é fã do universo de Tolkien ficará agradado com o resultado final.

Não deixa de ser curioso que todas as dúvidas acerca do filme se dissipem no início, com as primeiras imagens e aquela fantástica banda sonora, que me transportou de imediato da cadeira para a Terra Média. Para não variar a escolha dos actores é simplesmente soberba e as aparições de Elrond, Galadriel, Saruman, Gandalf, Frodo e Gollum são a cereja no topo do bolo. Uma pena que este primeiro episódio termine num dos momentos mais interessantes mas resta aguardar pacientemente pela próxima aventura (The Desolation of Smaug). Em jeito de balanço, recomendo sem hesitação uma ida ao cinema, de preferência para assistirem à versão 2D. Continuo com muita dificuldade em recomendar filmes em 3D, uma tecnologia que na minha modesta opinião é claramente sobrevalorizada.

Obrigado Peter Jackson por mais uma trilogia que ficará na História!