Eternals

A quarta fase da MCU come?a ?lentamente a tomar forma, introduzindo os Eternals. Baseado na obra do lend?rio Jack Kirby, a narrativa aborda a miss?o dos escolhidos de Arishem para o Planeta Terra. O primeiro acto tem in?cio em 5000 AC, com a chegada de Ajak e da sua equipa, para combater e eliminar os Deviants. Somos transportados para diversos pontos chave da civiliza??o humana, at? ao ano de 1521, altura em que os Eternals finalmente alcan?am o seu objetivo.

Vou manter a premissa principal em segredo, precisamente para evitar spoilers, mas iremos assistir ao regresso dos Deviants, que for?am a equipa a reagrupar-se, no sentido de defender novamente o Planeta e vingar a perda de um dos seus membros. O desenvolvimento de personagens ? aceit?vel, no entanto o elevado n?mero de intervenientes acaba por deixar v?rias quest?es por responder, o que retira alguma qualidade ao produto final.

Ajak, Sersi, Ikaris, Sprite, Phastos, Makkari, Druig, Gilgamesh e Thena formam uma equipa disfuncional e que come?a a duvidar dos verdadeiros motivos da miss?o. Gosto do constante conflito de ideologia, que explora a t?nue fronteira entre conceitos subjetivos e que lan?am a narrativa para algumas disserta??es filos?ficas. As cenas de ac??o est?o bem coreografadas e apresentam de forma competente os poderes dos intervenientes, mas o segundo acto falha nalguns pontos importantes.

A narrativa torna-se progressivamente previs?vel e v?rios membros dos Eternals acabam por tomar decis?es que fazem pouco sentido face ao seu comportamento pr?vio. O casting da Marvel continua a ser um dos pontos fortes e neste filme destaco Gemma Chan, Richard Madden, Kumail Nanjiani e Barry Keoghan.

Contem com duas cenas p?s-cr?ditos, que lan?am a sequela de Eternals e sugerem a personagem de The Black Knight, que ? interpretada por Kit Harrington. J? agora, reconhecem a voz que o interpela nesse cena? Posso dar a dica que est? relacionado com B….

Mediano
70%

Free Guy

Ready Player One foi uma das melhores leituras dos últimos anos, no entanto o filme ficou aquém das minhas expectativas. Esta introdução pode fazer pouco sentido, à primeira vista, mas Shawn Levy conseguiu criar um universo fantástico, que em certos momentos me fez lembrar alguns momentos épicos da obra de Ernest Cline.

Estamos perante uma comédia de ação, que nos transporta para um mundo digital, em que acompanhamos a vida de Guy, um bancário que descobre ser uma personagem de um MMO. Existem cenas hilariantes, associadas ao comportamento tóxico dos jogadores, assim como a completa desvalorização dos NPC.

A narrativa do “mundo real” assenta numa premissa básica: recuperar ficheiros que comprovem que Antwan Hovachelik, o CEO da Soonami, roubou o código fonte dum jogo que estava a ser desenvolvido por Millie Rusk e Walter McKey. Como é apanágio nestes artigos, vou evitar os spoilers, mas contem com muita ação over the top e inúmeros cameos, dos quais destaco Ninja, Dwayne Johnson, John Krasinski, Chris Evans, Lara Spencer, Alex Trebek e Tina Fey.

Ryan Reynolds é a escolha óbvia para Free Guy, sendo bem complementado por Taika Waititi e Lil Rel Howery.  A série de eventos que origina a criação de Blue Shirt Guy é sublime, garantindo ação e humor, que converte este filme numa experiência divertida e que recomendo sem hesitação.

Existem inúmeras referências a cultura pop e ao universo dos videojogos, mas que estão longe de retirar interesse a quem tiver menos conhecimento sobre estes tópicos. Na minha opinião, são 115 minutos de pura diversão, assentes numa narrativa simples mas que tem um final satisfatório.

Apesar de ainda não existir confirmação oficial, é bastante provável uma sequela, que retomará os eventos que ocorrem após a destruição de Free City.

Bom
75%

Os Filmes de 2022

O cenário pandémico continua bem presente, o que tem limitado as deslocações ao cinema. No entanto, tenho mantido a tradição de partilhar os projetos que me entusiasmam para 2022.

Janeiro arranca com The 355, um filme de ação que conta com Jessica Chastain, Lupita Nyong’o, Diane Kruger, Penélope Cruz e Fan Bingbing. Contem com muito girl power e uma espécie de simbiose entre os filmes de Jason Bourne e The Expendables. Temos igualmente o regresso a Woodsboro, para mais uma aventura de Neve Campbell, David Arquette, e Courteney Cox. Estou relutantemente optimista para mais um filme de Scream mas após alguma reflexão, resolvi incluí-lo na lista.

Morbius deveria ser lançado no final de janeiro mas perante mais um adiamento (talvez 1 abril), começo seriamente a ficar preocupado com um projeto que no papel, tem tudo para ser um sucesso. Para fevereiro, destaco Death on the Nile, um remake do clássico de Agatha Christie, que conta com o regresso de Kenneth Branagh no papel de Poirot. O elenco conta ainda com a presença de Tom Bateman, Annette Bening, Russell Brand, e Gal Gadot, o que me deixa francamente entusiasmado. Adicionalmente, teremos a primeira adaptação de Uncharted à sétima arte. O elenco composto por Tom Holland, Mark Wahlberg, Antonio Banderas, Sophia Taylor Ali e Tati Gabriell é impressionante mas será suficiente para quebrar a maldição dos filmes baseados em videojogos?

Em março chega ao cinema “The Batman”, que pode vir a ser o meu filme do ano. Os trailers estão fantásticos e o casting de Robert Pattinson, Zoë Kravitz, Paul Dano e Colin Farrell é tão over the top, que me faz acreditar no início de algo muito especial. Em termos cinematográficos segue-se um hiato, que será quebrado em maio com Doctor Strange in the Multiverse of Madness e o quarto capítulo de John Wick. Vale a pena acrescentar algo? Serão certamente dois filmes memoráveis e que muito provavelmente acabarão no meu TOP de 2022.

Jurassic World: Dominion deverá estrear em junho, concluindo a trilogia com a presença (ou cameo) do Dr Allan Grant e Ian Malcolm. Confesso que estou ansioso por acompanhar o desfecho desta saga, que conta com dois filmes muito sólidos e personagens extremamente cativantes.

Julho traz mais um filme da Marvel, mais especificamente Thor: Love and Thunder, que é inspirado na obra de Jason Aaron, apresentando um cenário em que Jane Foster assume os poderes de Thor. O vilão desta história é God Butcher, representado por Christian Bale, o que torna este projeto num patamar de expectativa muito elevado.

Alegadamente em setembro, teremos a sequela de Black Panther, Wakanda Forever, que está envolto em mistério, após o desaparecimento de Chadwick Boseman. Seria sempre complexo superar o primeiro filme, mas acredito que serei agradavelmente surpreendido com o destino escolhido pela Marvel. Em outubro, temos a esperada sequela do Spider-Verse, que volta a contar com Miles Morales, Gwen Stacy e Spider-Man 2099, entre outras participações. E o mais interessante é que foi confirmado que esta é apenas a primeira parte da saga, o que deixa claramente em aberto a criação de mais filmes acerca deste fabuloso universo.

Entre outubro e novembro, temos igualmente algumas pérolas da DC, com destaque para The Flash, que me deixa entusiasmado pelo regresso de Michael Keaton, assim como a sequela de Aquaman, que reúne Ocean Master, Mera e Black Manta, para mais uma aventura do agora Rei de Atlântida, Arthur Curry.

Para concluir o ano, teremos finalmente a sequela de Avatar. Confesso que passou demasiado tempo mas estou disposto a dar uma oportunidade a James Cameron, que nos irá transportar novamente para Pandora, de forma a acompanharmos as novas aventuras de Jake Sully e Neytiri. No que diz respeito ao elenco, estão confirmadas as presenças de Kate Winslet, Michelle Yeoh e Edie Falco.

Como é tradição, costumo igualmente partilhar alguns dark horses. Mas antes de o fazer, quero apenas deixar claro que se trata da minha lista, motivo pelo qual excluí filmes como Maverick, Missão Impossível 7 e Lightyear. O motivo é simples: completa falta de interesse, embora seja possível que acabe por visioná-los em datas posteriores.

Para 2022, lamento informar que tenho apenas uma aposta obscura, que diz respeito a Black Adam. Acredito que existe potencial na história deste anti-herói, que pode acrescentar muito valor a uma DCEU, que precisa desesperadamente de mais filmes de qualidade.

Como sempre, convido-vos a partilhar a vossa lista e termino com desejos de um fantástico ano cinematográfico para todos.