Hellboy: Blood and Iron

Este filme centra-se nas aventuras do Professor Trevor Bruttenholm, mais especificamente numa missão que o leva para a Transilvânia. Erzebet Ondrushko é uma vampira que vendeu a sua alma à Deusa Hecate, no sentido de manter a sua aparência jovem. Para tal, necessita literalmente de banhar-se no sangue de inocentes. Com a ajuda do sol e do Padre Lupescu, o Professor Bruttenholm consegue derrotar a vampira. A narrativa avança para o presente, em que o BPRD é chamado para um aparentemente simples e que está relacionado com uma casa assombrada nos Hamptons.

O proprietário da propriedade é Oliver Trumbolt, que tem uma ligação próxima dos Senadores, o que força a equipa, composta por Liz, Abe, Hellboy e Sydney Leach, a aceitar a missão. O facto mais curioso é a insistência do Professor em acompanhar a equipa, sem explicar o seu motivo oculto, que será revelado posteriormente.

Segue-se a montagem do equipamento de vigilância, que permite à equipa perceber que não se trata de uma manobra publicitária e que efetivamente existem fantasmas na mansão, que estão ligados à missão da Transilvânia. Aparentemente, alguém que esteve presente na missão da Transilvânia está a tentar ressuscitar Erzebet Ondrushko, com o auxílio das hárpias. Como tem sido habitual, há uma componente de humor nos diálogos, sobretudo de Hellboy, que tende a desvalorizar o real perigo das situações em que se coloca.

Temos uma batalha contra as harpias, um lobisomem e a inevitável Hecate, que pretende o auxílio de Hellboy para a destruição do Mundo como o conhecemos. Liz e Abe unem esforços para ajudar o nosso demónio a derrotar a Deusa, algo que se revela complexo mas que acaba por suceder. O derradeiro acto fecha com a derradeira luta entre Erzebet Ondrushko  e o Professor Trevor Bruttenholm, que utiliza a sua inteligência para compensar a debilidade física que ostenta.

Blood and Iron é, na minha opinião, um filme superior a Sword of Storms. A manutenção do casting garante continuidade ao projeto, dado que nos permite manter a associação ao filme live action, assim como à animação. E sejamos honestos, Sir John Hurt, Ron Perlman, Salma Blair e Doug Jones são soberbos nos seus respectivos papéis.

Mediano
70%

Venom: Let There Be Carnage

Cletus Kasady foi uma personagem introduzida no filme original, que se irá converter nesta sequela num dos vilões mais icónicos de Venom.

O primeiro acto foca-se no passado criminoso de Cletus, em que faz parceria com Frances Barrison (Shriek). Após determinarmos o seu perfil de serial killer e percebermos o motivo pelo qual a sua parceira se encontra internada no Instituto Ravencroft, vamos acompanhar a evolução da relação de Eddie Brock com o simbionte.

Existem algumas cenas de humor bem conseguidas, sobretudo com as personagens de Mrs Chen e Venom. A narrativa e os diálogos são extremamente básicos, o que condicionou claramente o meu nível de interesse. As cenas de ação estão maioritariamente bem conseguidas, embora em alguns momentos o CGI deixe algo a desejar.

A revolta na prisão de San Quentin acaba por ser a melhor sequência do filme, mostrando a faceta mais violenta de Kasady após ser infetado por Carnage. O terceiro acto contém a batalha entre os dois simbiontes, assim como o duelo entre Cletus e Brock. Sem divulgar spoilers, o final é pouco satisfatório e parece-me demasiado apressado.

Em conclusão, tinha expectativas moderadas para este filme, mas a realidade é que a visão de Andy Serkis não me conquistou. Faltam momentos épicos e a parte mais interessante acaba por constar nos créditos finais, em que temos uma ligação direta com o novo filme de Spider-Man.

Mediano
60%

Resident Evil: Welcome to Raccoon City

A CAPCOM tem uma série de franquias altamente icónicas, das quais faz parte o universo Resident Evil. Em seguimento dos filme originais, que são para mim uma espécie de guilty pleasure, chega ao cinema Welcome to Raccoon City, um reboot que promete ser mais fiel ao material original.

O elenco conta com a participação de Kaya Scoledario, Hannah John-Kamen, Robbie Amell, Tom Hopper, Donal Logue, Avan Jogia e Neal McDonough e traz à memória algumas das cenas icónicas do primeiro e segundo jogo. A narrativa decorre em 1998 e mostra-nos a transformação da população de Raccoon City, em resultado de décadas de experiência do Dr William Birkin.

O primeiro acto está muito bem conseguido, introduzindo o passado de Chris e Claire Redfield, como forma de ligação ás personagens. A cidade de Raccoon City é retratada como sombria, repleta de corrupção e habitada por quem perdeu a esperança, o que cria um cenário perfeito para os eventos a que vamos assistir.

O CGI está longe de ser brilhante mas convém relembrar que este filme tem um orçamento de 25 milhões. A ação cumpre os requisitos mínimos  e as interpretações são qb para um filme deste género. É interessante assistir ao desenvolvimento de personagens, mais especificamente Leon e Wesker.  No entanto, diria que este filme é marginalmente mediano, acrescentando pouco ao universo de Resident Evil.

Temos uma cena pós-créditos, que introduz Ada Wong na narrativa e que pode abrir caminho para um sequela, que até ao momento ainda carece de confirmação.

Mediano
64%