Os Filmes de 2024

Estamos em janeiro, pelo que está  na altura de partilhar os filmes que mais me entusiasmam para este ano. É uma realidade que os meus hábitos de cinema mudaram radicalmente após a pandemia, mas continuo a ter uma paixão por projectos diferentes e que tragam algo de fresco ao panorama de entretenimento. No final, vou nomear os meus dark-horses para este ano, algo que se converteu igualmente numa tradição.

No início de fevereiro estreia Argylle, um spy-spoof que tem no seu elenco Henry Cavill, Sam Rockwell, Bryce Dallas Howard,  John Cena, Brian Cranston e Catherine O’Har. A premissa consiste na ténue fronteira entre realidade e ficção, que catapulta uma escritora de crime e espionagem para uma situação real, em que as suas personagens aparentam estar muito próximas da realidade. A meio de fevereiro Cassie Webb faz a sua estreia cinematográfica, num filme que tem potencial mas que me deixa terrivelmente receoso. Madame Webb é uma personagem interessante e que pode contribuir de forma positiva para o universo Spider-Man da Sony. O elenco é composto por Sydney Sweeney, Adam Scott e Zosia Mamet, restando saber se poderá converter-se numa das surpresas do ano.

Março traz a segunda parte de Dune, que foi o meu filme de 2021. O meu nível de expectativa é elevado e acredito que será o filme a bater para este ano. Vamos continuar a acompanhar a aventura de Paul Atreides, que se junta aos Fremen, na sua batalha contra os Chan. Esta opera de ficção científica conta com a adição de nomes sonantes, com destaque para Austin Butler, Florence Pugh, Christopher Walken e Lea Seydoux. Para fechar o mês, temos a estreia de Frozen Empire, a sequela de Ghostbusters, que se revelou uma agradável surpresa. Acredito que este filme seja mais um sucesso de bilheteira, abrindo caminho para um terceiro e derradeiro filme.

Em abril temos apenas um filme digno de registo, na minha opinião. The New Empire deverá trazer uma inesperada aliança entre Kong e Godzilla para combater uma nova ameaça. O elenco conta com Rebecca Hall, Brian Tyree Henry, e Kaylee Hottl, marcando igualmente o regresso de Adam Wingard, como realizador. Pessoalmente, acredito que seria fabuloso se a escolha do vilão recaísse  em Scar King,

Após nove anos de espera, temos (finalmente) a estreia da prequela de Fury Road. Furiosa será o foco da narrativa, que nos explicará a origem da personagem. A realização fica naturalmente a cargo do mítico George Miller, que junta Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth, Tom Burke, Nathan Jones e Angus Sampson, para aquele que promete ser mais uma adição épica ao universo de Mad Max. Para fechar o mês de maio, temos o quarto filme do reboot de Planet of the Apes. Wes Ball é o realizador e apresenta-nos uma narrativa  que decorre vários anos após os eventos de War for the Planet of the Apes.

Vamos avançar até julho, para a estreia do aguardado Deadpool 3. Este projecto tem sofrido inúmeros leaks e, de acordo com algumas fontes, poderá ser fortemente editado pela Disney, o que me deixa bastante apreensivo. No entanto, o regresso de Hugh Jackman como Wolverine deixa-me terrivelmente entusiasmado para aquele que será o fim de ciclo de Ryan Reynolds como o assassino mais politicamente incorrecto da MCU. Ainda em julho, teremos o terceiro filme da saga A Quiet Place, que conta com a realização de Michael Sarnoski, focando-se nos primeiros dias da invasão. Sem colocar spoilers, o elenco conta com Lupita Nyong’o, Joseph Quinn, Alex Wolff, Djimon Hounsou e Denis O’Hare, cujas personagens marcam presença no terceiro acto da sequela.

Setembro traz-nos um filme de animação dos Transformers, que tem tudo para se converter em algo memorável. Josh Cooley é o realizador, que vai explorar a origem da rivalidade entre Optimus Prime e Megatron, no planeta Cybertron. O elenco é de respeito, contando com Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Brian Tyree Henry, Jon Hamm, Laurence Fishburne e Keegan-Michael Key nos papéis principais.

O último trimestre de 2024, mais especificamente,  outubro marca a estreia de Joker: Folie a Deux, a sequela do fabuloso filme de Todd Phillips, que alegadamente será um musical. A adição de Lady Gaga ao elenco leva a crer que os rumores são fundamentados, o que me deixa desconfiado da qualidade do produto final. Vou no entanto dar o benefício da dúvida e contem com um artigo a dar conta da minha opinião.

Novembro traz o terceiro filme de Venom, algo que me traz uma dose reduzida de satisfação, face aos eventos de Let there be Carnage. Adicionalmente, temos a sequela de Gladiador, que conta com a realização de Ridley Scott e nos vai trazer a aventura de Lucius Verus, o filho de Maximus. Paul Mescal e Pedro Pascal são os nomes mais fortes deste projecto, sobre o qual pouco se sabe até ao momento.

Para fechar o ano, estou entusiasmado com War of the Rohirrim, um filme de animação realizado por Kenji Kamiyama, que decorre 183 anos antes dos eventos da trilogia. A premissa assenta nas aventuras de Helm Hammerhand, o lendário Rei de Rohan e dos seus Rohirrim. Miranda Otto dá a sua voz a Eowyn, que irá servir de narradora para este prometedor projecto, que tem em Brian Cox a figura principal.

Vou terminar este artigo, com três escolhas para os meus dark-horse deste ano. Em maio chega aos cinemas If, um filme realizado por John Krasinki, que conta igualmente com a sua interpretação, num elenco composto por Ryan Reynolds, Cailey Fleming, Fiona Shaw, Alan Kim, Liza Colón-Zayas e as vozes de Phoebe Waller-Bridge, Louis Gossett Jr. e  Steve Carell. Este é essencialmente um live action, em que se conjuga a realidade com a fantasia, num mundo em que a jovem Bea tem a capacidade de ver os amigos imaginários das crianças.

O segundo destaque vai para Borderlands, realizado por Eli Roth. Baseado no épico videojogo da Gearbox Software, acredito que vamos entrar no mundo dos Vault Hunters. O enredo tem sido mantido em segredo mas o elenco é prometedor, contando com nomes como Cate Blanchett, Kevin Hart, Jack Black, Ariana Greenblatt, Jamie Lee Curtis, Edgar Ramirez, Haley Bennett e Florian Munteanu. Este filme deverá ser lançado no mês de agosto.

Por último, quero destacar Twisters, que alegadamente será uma sequela do mítico Twister, de 1996. Existem poucos detalhes mas Lee Isaac Chung vai contar com Daisy Edgar-Jones, Glen Powell, Anthony Ramos, Brandon Perea e Maura Tierney para um filme que promete revitalizar o universo criado por Michael Crichton e Anne-Marie Martin. Confesso que tenho bastante receio que vários destes projectos possam destruir por completo determinadas franquias mas gosto de me considerar um optimista por natureza.

Como habitualmente, fica o desafio para partilharem sugestões ou a vossa opinião acerca dos filmes que mencionei.

XLV

Há um ano atrás, a minha vida profissional sofreu alterações profundas, que me permitiram iniciar um novo ciclo, algo que se tem revelado muito interessante. No passado dia 1 de março, concluí mais uma volta ao Sol, o que permitiu passar algum tempo em família.

Foram duas refeições épicas,  num dia diferente e em que recebi algumas prendas, que são sempre bem-vindas e ajudam a concluir a minha lista para 2023.

Quero igualmente agradecer todos aqueles que durante o dia, me parabenizaram. É um facto irrefutável que, à medida que os anos avançam, as nossas prioridades mudam, mas permaneço convicto que devemos trabalhar no sentido de sermos a melhor versão possível de nós próprios, sem perder de vista a necessidade de sermos felizes.

Carpe Diem!

Os Filmes de 2023

A tradição é um pormenor fulcral deste espaço, motivo pelo qual vou partilhar os filmes que mais me entusiasmam para este ano. O primeiro projeto relevante é Quantumania, que estreia a 17 fevereiro, para a terceira aventura de Ant-Man e The Wasp.

Em 10 de março, temos o regresso de Ghostface, num projeto que conta com Jenna Ortega, Melissa Barrera, Jasmin Savoy Brown e o regresso de Hayden Panettiere. O mês em questão continua bastante forte, trazendo a sequela de Shazam, Fury of The Gods e o quarto filme da saga John Wick, que conta com Bill Skarsgard e Donnie Yen nos papéis principais.

Em abril, teremos a estreia do filme de animação de  Super Mario, no dia 7, que conta com as vozes de Chris Pratt, Charlie Day e Anya Taylor-Joy. Confesso que estou algo relutante mas o sucesso de Sonic deixa-me com optimismo moderado.

Dia 19 de maio chega Fast X ao cinema, que adiciona Jason Momoa e Brie Larson ao elenco, numa tentativa de fechar em bom nível uma franquia que está em evidente declínio. No dia 2 de junho deverá estrear a sequela de Into the Spider-Verse, um dos meus projetos mais aguardados do ano. No dia 9, Rise of The Beasts estreia e o trailer parece-me bem mais prometedor do que os últimos filmes de Michael Bay, que foi relegado para a função de produtor. Para fechar o primeiro semestre do ano, temos o filme a solo de The Flash, que conta com o polémico Ezra Miller no papel de Barry Allen.

Em julho, Harrison Ford traz-nos a derradeira aventura (Dial of Destiny) de Indiana Jones, que decorre em 1969 e que irá focar-se na  corrida espacial entre EUA e União Soviética. O mês continua com a primeira parte de Missão Impossível, Dead Reckoning, em que Ethan Hunt terá certamente mais uma missão repleta de desafios e imprevistos. No dia 28 de julho, temos a sequela de Captain Marvel, que conta com Ms. Marvel e Monica Rambeau, restando apenas saber qual a sua relevância para o futuro imediato da MCU.

Em agosto, teremos apenas um filme digno de registo, mais especificamente Blue Beetle, que nos traz a origem de Jaime Reyes. Após os eventos mais recentes na DC, duvido que este projeto tenha algum tipo de continuidade, embora essa seja uma decisão a tomar por parte de James Gunn.

No início de setembro, temos o regresso de Denzell Washington, no papel de Robert McCall, no terceiro filme de The Equalizer. O mês termina em grande com o quarto filme de The Expendables, que adiciona Iko Uwais e Andy Garcia ao elenco, para mais uma missão da equipa de Barney Ross.

Em outubro, Aaron Taylor-Johnson interpreta o meu vilão preferido de Spider-Man, Sergei Kravinoff, mais conhecido por Kraven The Hunter. Este projeto deixa-me entusiasmado e conta com Russell Crowe e Ariana DeBose no elenco. No penúltimo mês de 2023, temos a sequela de Dune, que muito provavelmente será o meu filme do ano e, para fechar novembro, teremos The Ballad of Songbirds & Snakes, a prequela de The Hunger Games, que conta com a participação de Rachel Zegler, no papel de Lucy Gray Baird.

Finalmente, o ano termina com a estreia de Lost Kingdom, no dia 25 de dezembro. Estou curioso para ver como será encerrado o ciclo de Jason Momoa no papel de Aqua-Man, numa narrativa que introduz o Dr Stephen Shin, Stingray (Jani Zhao) e Karshon (Indya Moore).

Como é apanágio, partilho alguns dark-horses em termos cinematográficos, que são essencialmente apostas pessoais que acredito poderem ser uma agradável surpresa. Para este ano, vou estar atento a Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves, que estreia a 31 de março e vai adaptar o famoso jogo de tabuleiro. O elenco conta com Chris Pine, Michelle Rodriguez, Justice Smith, Sophia Lillis, Regé-Jean Page e Hugh Grant, que vão tentar encontrar uma relíquia perdida.

A minha segunda escolha recai em TMNT: Mutant Mayhem, um filme de animação, baseado na série dos anos 90 e que será produzido por Seth Rogen e Evan Goldberg, Por último, estou muito curioso com 65, um thriller de ficção científica, produzido por Sam Raimi, que conta a aventura de um astronauta (Adam Driver) que de despenha no planeta Terra, na era pré-histórica, há precisamente 65 milhões de anos.

Como é evidente, vão existir surpresas agradáveis que não constam desta lista mas em termos cronológicos, estes são os projetos que atraíram a minha atenção para o ano de 2023, que ainda agora está no seu início. Caso tenham recomendações, convido-vos a utilizar a caixa de comentários para o efeito.