Another Life T.1

A presença de Katee Sackhoff aumentou significativamente o meu hype em relação a Another Life, que prometia ser uma série de ficção científica relevante. No entanto, e após ter visto a primeira temporada, tenho sérias dúvidas que venha sequer a ser renovada.

A premissa é relativamente simples: a Humanidade é contactada por uma raça alienígena, na forma de um estranho artefacto que aterra no nosso planeta. Dado que já temos capacidade de viajar à velocidade da Luz, é decidido que a nave Salvare, que conta com um UI revolucionário, vai viajar até ao planeta Canis Majoris, para uma missão diplomática.

A responsável pela tripulação é Niko Breckinridge (Sackhoff), que leva consigo a bordo uma tripulação repleta de cientistas, assim como um diplomata e representante do Governo. Como sempre, vou evitar os spoilers mas posso adiantar que vão existir atritos a bordo, sobretudo no que diz respeito à liderança de Niko.

Paralelamente, a narrativa acompanha os esfor?os de Eric Wallace, o marido de Niko, que é o cientista responsável por tentar comunicar com o artefacto. Selma Blair é uma estrela das redes sociais, que vai acabar por ter um papel relevante, por motivos que irei manter em segredo, de forma a não vos estragar a experiência.

Preparem-se para momentos surreais, que envolvem os membros a bordo, assim como para muitos clichés e decisões que nos fazem colocar em causa a sanidade e a competência dos líderes da expedição.

Another Life tem potencial para ser efetivamente uma série de referência e os dois últimos episódios criam uma oportunidade única para brilhar. À data da publicação deste artigo, a Netflix já confirmou a segunda temporada, criando a oportunidade de desenvolver a narrativa inerente aos Achaia, a raça por detrás da criação este estranho artefacto.

The Witcher T.1

Henry Cavill é o nome mais sonante desta produção da Netflix, que conta a história de Geralt de Rivia, um “mutante” com força sobre-humana e conhecimento do mundo mágico. A premissa principal da narrativa acompanha a invasão de Nilfgaard, na tentativa de derrubar Cintra e reclamar o trono, o que pode, à primeira vista, parecer terrivelmente genérico.

Mas na realidade existem várias sub-narrativas, em que nos é dado a conhecer a princesa Ciri, o bardo Jaskier e a ascensão de Yennefer como maga. A primeira temporada é composta por oito episódios e investe fortemente no desenvolvimento de personagens, tentando explicar as suas motivações. O tema do destino é abordado frequentemente e a neutralidade de Geralt é uma constante, embora a invocação da Lei da Surpresa acabe por desencadear uma série de eventos que potenciam profundas alterações.

Como sabem, opto sempre por não revelar spoilers, mas posso adiantar que estas aventuras são baseadas nas short stories The Last Wish e Sword of Destiny, que antecedem as histórias épicas dos livros, que posteriormente foram adaptadas (com enorme sucesso) para jogos de consola e computador.

A fotografia e as coreografia de batalha são francamente boas, o que aliado uma narrativa envolvente e personagens interessantes, converte The Witcher numa série a seguir. Como não podia deixar de ser, a temporada termina num gigantesco impasse, colhendo a semente que tinha vindo a plantar durante os oito episódios.

Fiquei agradavelmente surpreendido com a qualidade desta série e fico a aguardar (pacientemente) por 2021, data em que teremos o regresso das aventuras de Geralt.

The Flash T.5

A temporada 5 retoma os eventos da anterior, após a batalha com The Thinker. O vilão escolhido para esta temporada é um estranho meta-humano, de nome Cicada e a Team Flash conta com duas adições: Nora, a filha de Barry e Iris, que é igualmente uma speedster e Sherloque Wells, uma outra versão de Wells proveniente de outra Terra.

Começo por adiantar que, na minha opinião, esta é de longe a temporada mais fraca, em termos de conteúdo e qualidade dos episódios. Não consigo perceber as decisões inerentes à personagem de Cisco, assim como o papel secundário que continua a estar reservado para Ralph Dibny.

Esta temporada vale pelo vilão inicial (sem spoilers), assim como pela presença de Caitlyn e Sherloque, dado que o resto é francamente repetitivo e monótono. A série parece ter atingido um ponto de estagnação e face ao que sucede nos derradeiros dois episódios, é provável que voltemos a um vilão speedster.

À semelhança do que ocorreu com Legends of Tomorrow e Arrow, há imenso potencial, que teima em não ser aproveitado. E a realidade é que relegar Cisco e Ralph a papéis secundários prejudica e muita a qualidade final do produto.

Espero sinceramente que a temporada 6 possa trazer algo de novo, caso contrário diria que está na altura de terminar esta série.