Doom Patrol T.1

Após uma curta participação em Titans, a Doom Patrol tem oportunidade de brilhar na sua própria série. Apesar das personagens de Robotman, Negative Man e Elasti-Woman serem interpretados pelos mesmos actores, esta narrativa ocorre numa realidade distinta, em que o vilão é Mr. Nobody, interpretado por Alan Tudyk.

A restante equipa é formada por Crazy Jane e Cyborg (sim, o membro da Justice League), sendo The Chief o seu líder. Preparem-se para algo completamente diferente do que estão habituados em termos de super-heróis. Estamos perante uma equipa de rejeitados, que não eram boas pessoas e que se encontram numa situação difícil em termos psicológicos.

A narrativa é completamente louca mas assenta na premissa de resgatar The Chief das garras de Mr Nobody, um poderoso inimigo que após ser alvo de experiências científicas por parte dos nazis, parece ser capaz de viajar entre dimensões e quebrar a quarta dimensão. A prioridade é claramente o desenvolvimento das personagens, contando a história de cada um dos membros da equipa e mostrando os seus erros e receios mais profundos.

Ao contrário do que é habitual, vamos lidar com insucessos constantes e situações que chegam a roçar o ridículo, mas diria que o grande encanto de Doom Patrol é precisamente o facto de pensar “fora da caixa”. Como é habitual nestes artigos, evito colocar spoilers ou divulgar pormenores que possam comprometer a vossa experiência, mas posso adiantar que considero este projeto uma lufada de ar fresco por parte da DC.

Se procuram algo diferente e que vos cative, sugiro sem hesitação esta série. Reconheço que não é para todos, pelo seu tom jocoso e por vezes a ultrapassar o ridículo mas a realidade é que funciona de uma forma que chega a ser disfuncional. Gostei francamente da prestação de Alan Tudyk, bem complementado por Timothy Dalton e Brandon Fraser, dois actores que sinceramente não esperaria ver neste tipo de papel.

A segunda temporada está confirmada e estará disponível em 2020, via HBO Max.

Westworld T.2

A segunda temporada retoma os eventos da anterior, sobretudo após a decisão de Ford em libertar os anfitriões. Vamos acompanhar alguns grupos pelo parque, mais especificamente Maeve, Dolores Abernathy, Bernard e William/Man in Black.

A narrativa vai alargar-se para outro parque, focado na época dos Samurais e que será relevante para o desfecho da temporada. Temos igualmente a evolução das capacidade de Maeve e uma explicação acerca da Delos, mais concretamente do seu CEO, James.

Sem colocar spoilers, posso adiantar que a ação decorre entre o passado e o presente, suportada pelas memórias de Bernard, que continua a lutar pela sobrevivência dos humanos e anfitriões. A demanda pelo “Labirinto” continua igualmente a ser uma das temáticas principais, com William a arriscar tudo na tentativa de o alcançar.

Pessoalmente, considero que esta temporada é inferior à original, mas mantém a qualidade que caracteriza a franchise. Não vou realizar comentários sobre o final, que lança uma premissa fenomenal para  a terceira temporada, que estreará em data a confirmar, no ano de 2020.

The Big Bang Theory T.12

Em Setembro de 2007 estreou uma série cómica baseada em quatro jovens cientistas. Até aqui tudo parece perfeitamente normal, excepto o facto de existir uma componente geek muito acentuada, o que poderia colocar em causa a longevidade do projecto.

Doze anos depois a odisseia de Sheldon e Companhia tem finalmente um fim. Confesso que sou um fã de TBBT, que conseguiu ter momentos cómicos verdadeiramente memoráveis. Foi frequente soltar gargalhadas com as piadas e situações perfeitamente ridículas. Existem cameos e aparições especiais, das quais destaco Will Wheaton, Neil deGrasse Tyson, Leonard Nimoy, Stan Lee e Stephen Hawking, entre muitos outros.

A narrativa arranca inicialmente com Raj, Leonard, Wolowitz, Sheldon e Penny mas ao longo das temporadas vai acrescentando personagens fundamentais, tais como Bernardette, Amy, Stuart e Will Wheaton. As primeiras seis temporadas são verdadeiramente épicas, com um declive acentuado na qualidade a partir da sétima temporada. A partir desta fase existem assimetrias acentuadas, com episódios memoráveis a contrastar com outros perfeitamente medianos.

Esperava um final ligeiramente distinto, sobretudo no que diz respeito a Raj mas compreendo o caminho seguido. Esta série marcou um género e dificilmente voltará a existir algo semelhante, sobretudo devido ás fantásticas personagens que foram criadas por Chuck Lorre e Bill Prady.

Não posso deixar de recomendar esta série, que apesar de algumas falhas consegue compensar largamente com a suas virtudes, criando uma narrativa repleta de comédia mas que tem uma tremenda evolução das personagens ao longo destes doze anos.