Risco

Numa era claramente direccionada para as consolas e videojogos, não deixa de ser curioso que continue a ser um fã de jogos de tabuleiro. Grande parte da minha infância foi passada a jogar Subbuteo (PES pré-histórico para os mais novos), Petroleiros e o inevitável Monopólio.

Contudo nenhum me marcou de forma tão intensa como o Risco, um jogo de estratégia que visa a conquista do Mundo. O tabuleiro é composto por seis continentes e 42 territórios, que podem ser distribuídos por um máximo de 6 jogadores. A sorte no lançamento dos dados vai definir o numero de baixas ou territórios conquistados, aumentado a tensão de forma quase desumana!

Uma das grandes virtudes é o seu sistema de combate, que permite uma recuperação constante dos oponentes, prolongando a longevidade da batalha. Confesso que são horas de puro entretenimento, sobretudo quando estamos na companhia de amigos. Este post visa fazer a minha humilde mas merecida homenagem a um jogo de tabuleiro que permanece épico.

Recomendo sem qualquer hesitação a todos os fãs do género, assim como ás gerações mais novas, que certamente desconhecem este jogo. Percam algum tempo, se possível comprem o tabuleiro (custa cerca de 35 euros) e garanto-vos que ficarão viciados após algumas conquistas.

Existem mais opções de jogo, tais como o “Risco Capital” e “Missões”, em que o objectivo passa por conquistar a capital do adversário (que permanece incógnita para os jogadores) ou cumprir as missões que nos são lançadas nas cartas.

Quanto aos leitores do blog, gostaria imenso de saber as vossas preferências em termos de jogos de tabuleiro. São fãs de Risco? Outro tipo de jogos? Ou pura e simplesmente adoram as consolas e abominam qualquer tipo de jogo “físico”?

 iPad – Opinião

Há cerca de dois meses que utilizo de forma assídua a tablet, pelo que está na altura de vos transmitir a minha opinião. Lamentavelmente não fiquei satisfeito com o resultado final do vídeo que tinha prometido, motivo pelo qual este post apenas conterá texto e imagem. Num futuro próximo, com uma camera HD (Sanyo Xacti), será mais fácil cumprir esse desejo.

Mas passemos ao que realmente interessa: a minha opinião. Quando Steve Jobs apresentou este produto no início do ano, a definição inicial seria um gadget que se enquadraria num patamar intermédio entre um netbook e o computador pessoal . Muitas dúvidas surgiram nessa altura sobre o sucesso comercial do iPad, mas os números não enganam: a Apple conseguiu mais um produto vencedor.

Os alicerces deste produto assentam na excelência da sua construção, com destaque óbvio para o display. É um facto que em termos estéticos se assemelha bastante a um iPod Touch em formato esteróide, mas não duvidem por um segundo da sua qualidade. Passo a explicar:

Prós

  1. Autonomia de Bateria (10 a 12 horas)
  2. App Store com 25.000 aplicações específicas
  3. Mobilidade extrema

Um dos meus grandes receios era a capacidade de autonomia, sobretudo quando utilizasse mais recursos do processador. Foi esse um dos principais motivos pelo qual optei pelo modelo Wifi e não estou arrependido. Consigo retirar vários horas do iPad, chegando por vezes a estar uma semana sem o carregar, o que é excelente. Paralelamente, tenho ao meu dispor a App Store, que sem dúvida fornece a este dispositivo todos os meios para se tornar num produto apelativo, sendo neste momento uma plataforma importante em termos de videojogos, com várias empresas de renome associadas ao projecto.

Mas o iPad é muito mais do que videojogos, disponibilizando conteúdos diversos, dos quais destaco e-reading, redes sociais, media e ferramentas de produtividade. Na minha opinão, é um excelente complemento ao computador pessoal e um óptimo gadget para nos acompanhar em viagens e períodos de férias.

Contras

  1. Sistema Fechado
  2. Funções limitadas (impressão, tethering, multitasking, flash, entradas USB e HDMI, etc)
  3. Display glossy, demasiado reflectivo

Como em qualquer produto, existem pontos positivos e negativos. No caso deste tablet, a minha insatisfação está direccionada para as restrições do próprio sistema, que se fecha demasiado, bem ao estilo da Apple. Um claro exemplo é a impossibilidade de criar um screencast, o que arruinou por completo os meus planos para esta review. Não compreendo igualmente o facto de não existirem portas USB e HDMI e de o iOS 4.2 só chegar no final do ano, quase 6 meses após o lançamento no iPhone.

No que diz respeito à função de E-Reader, o iPad tem uma restrição muito importante: o écran reflectivo. Em dias de sol ou de elevada luminosidade, torna-se quase impossível ler, ao contrário do que acontece por exemplo num Kindle.

A quem pode interessar este produto?

Quem pretender um aparelho que lhe permita efectuar navegação básica na web, gerir o email e oferecer entretenimento, deve comprar um netbook. O iPad não vai substituir o portátil, mas sim complementar. No meu caso utilizo para gestão email, redes sociais, jogos, vídeos e claro o visionamento dos meus podcasts preferidos no conforto da cama, uma feature verdadeiramente épica!

O preço pode ser um entrave, apesar de manter a ideia de que 499 euros é um valor aceitável. É certo que nos próximos meses sairão inúmeros produtos semelhantes, a correr Android e a valores mais apelativos, mas a qualidade continuará a fazer pender a balança para o lado da Apple.

Sou um cliente satisfeito com o iPad, que recomendo sem hesitação, mas recuso terminantemente comparações com o Kindle, dado que são produtos diferentes, com funções igualmente distintas. Caso pretendam única e exclusivamente um E-Reader, comprem um Kindle, que é claramente a melhor opção no mercado actual.

Predators

Em Março deste ano vi uma entrevista de Robert Rodriguez em Austin, onde prometia o regresso do franchise de Predador em toda a sua glória. O elenco escolhido incluía nomes como Adrien Brody, Topher Grace, Danny Trejo e Alice Braga, antevendo um filme de qualidade.

Confesso que os dois filmes de AVP me deixaram à beira de um ataque de nervos, conspurcando por completo algo que é quase sagrado. Mas passemos ao que realmente interessa: a minha opinião acerca desta nova aventura.

A premissa é completamente diferente, dado que a acção decorre num outro planeta, que é utilizado para caça e treino dos Predadores. Ao bom estilo de filmes do género, não existem muitas explicações sobre o passado dos “heróis”.

Essencialmente acompanhamos a luta pela sobrevivência, com elementos novos a serem adicionados de forma subtil (vou evitar os spoilers). As cenas de acção ficam reservadas quase na totalidade para a segunda metade do filme, seguindo sempre uma linha muito semelhante ao do primeiro filme.

Os pequenos detalhes, como a música de fundo ser a mesma do original ou as referência à aventura de Dutch na Guatemala são sempre uma mais valia e o Long Tall Sally nos créditos finais assenta que nem uma luva. Quanto ao filme, está longe de ser brilhante, apesar de proporcionar uma hora e meia de diversão.

Não gostei particularmente do facto de existirem duas facções de Predadores (Berserker e Classic/Tracker), assim como do final, que considero apressado e demasiado “colado” ao filme original. Até poderia considerar uma homenagem interessante mas não tem o efeito esperado.

Para terminar, parece-me evidente que este filme irá apenas interessar aos fãs da saga, embora o coloque num patamar inferior ás duas aventuras anteriores.