Resident Evil: Afterlife

Segundo se recordam, os nossos heróis continuam a tentar chegar ao Alasca, mais concretamente a Arcadia, último local habitado pelo Homem. A aventura anterior tinha ficado aquém das expectativas, o que coloca a grande questão: será Aflterlife melhor?

A resposta é curta e simples: NÃO. É insuficiente manter os actores e adicionar Wentworth Miller para termos um bom filme. Falta enredo e acção para “prender” o espectador ao écran, para além de que o 3D me começa a irritar profundamente. Não traz nada de novo ao filme, servindo apenas para cobrar mais 2 euros por bilhete e aumentar as receitas dos estúdios.

No que diz respeito ao produto final, apresenta alguns pormenores interessantes (não vou nomear para evitar spoilers) mas no global é fraco e dificilmente fará furor em termos de bilheteira.

Gosto muito da Milla Jovovich, mas tudo o resto à sua volta é fraco e deprimente. Afterlife tem o seu público alvo nos fãs do jogo e de filmes de zombies. O final antevê a continuação da saga, por isso preparem-se, que o sofrimento ainda não acabou.

No ano 2020…

O orvalho matinal já se faz sentir há algum minutos e subitamente o meu despertador toca. Chego à conclusão de que está na altura de me levantar e informo o MGP (Módulo Gestão Pessoal) para desligar o alerta. Com alguma preguiça, peço para ligar a iluminação e iniciar a preparação do pequeno-almoço. Desloco-me para o WC e consulto as novidades do Mundo no widget informativo do espelho dessa divisão. Em pouco mais de dois minutos, percorro as notícias de Desporto, Economia e Bolsa e sigo para o banho.

Na cozinha, o pequeno almoço está pronto (cereais, leite morno e uma torrada). Enquanto degusto a refeição, vou percorrendo a minha agenda do dia através do touch screen que se encontra embutido na mesa e constato que existem dois compromissos importantes. A metereologia indica que o dia estará relativamente seco, o que é normal em Outubro, pelo que me apresso a sair para a estrada.

Há cerca de cinco anos que os carros movidos exclusivamente a petróleo são uma raridade. Aproveitando os recursos naturais do nosso pais, temos veículos híbridos, com capacidade de armazenar energia solar, utilizada para funções complementares (aquecimento, iluminação, etc). Rapidamente me dirigo para a via rápida, onde o trânsito é mínimo, dado que os transportes públicos se tornaram num eficiente meio de deslocação.

Os meus compromissos são cumpridos com sucesso, restando algum tempo para o lazer. Através do gestor pessoal (vulgo telemóvel) entro em contacto com a minha cara metade e encontramo-nos para uma refeição ligeira. Sigo para casa, na ânsia de poder acompanhar as minhas séries favoritas. O sistema de TV foi substituído pela subscrição de conteúdos online, com velocidades superiores a 5 TBps, permitindo o acesso a todo o tipo de entretenimento numa questão de segundos. Apesar dos meus afazeres profissionais, existe sempre tempo para um jogo online de Laser Tag, a mais popular First Person Experience da época. Aliás, devo frisar que nos últimos dois anos me converti por completo ao jogos em RV, sobretudo a partir do momento em que baixaram para valores abaixo dos 700 créditos europeus.

O tempo passa a um ritmo frenético, quando subitamente sou interpelado pelo MPG, que me notifica da necessidade de preparar o jantar. O frigorífico oferece pouca escolha, o que me leva a encomendar o jantar. Felizmente que a WWC (worldwidecommunity) oferece serviço de qualidade, garantindo a entrega em casa no espaço de 5 minutos. Que diferença em relação a 2010, com a WWW, é o pensamento que me assola por breves segundos…

Enquanto aguardo pela chegada do jantar, desligo o painel solar e constato que os níveis de eficiência energética são de 90%, o que permite uma boa semana de utilização. O jantar chega e alguns minutos depois tenho companhia para uma refeição calma e saborosa.

Para terminar o dia, dou um passeio de 30 minutos pelas zonas verdes zen adjacentes ao complexo habitacional e regresso a casa para uma boa noite de sono… A vida é calma, relaxante e recheada de inovação tecnológica, ao bom estilo de 2020. O Homem finalmente conseguiu ultrapassar a sua dependência do petróleo e de forma organizada caminha para uma época de iluminação e grande desenvolvimento tecnológico. A expectativa é grande, sobretudo agora que é oficial a participação de dois astronautas portugueses na viagem a Marte, para a primeira tentativa de colonização. Sortudos… dois anos na cúpula criada especificamente para o efeito… quem diria que em 2020 iríamos conseguir tal feito!

Poderá ser este o futuro? Seria sem dúvida alguma interessante, mas resta esperar e ver. Que dizem os meus caríssimos visitantes? :mrgreen:

Só eu…

Como bom benfiquista, vibro com os jogos do meu clube. Nem sempre é possível deslocar-me à Catedral ou ao café para assistir aos jogos, pelo que é inevitável ceder aos streams. O jogo com a Académica foi repleto de emoções fortes e culminou com um desastre completo. Aproveito para esclarecer que não estou sequer a falar do resultado final, mas sim do facto de ter conseguido partir o jack dos headphones dentro da saída audio do MacBook. Para complicar, o azar foi tanto que ficou estrategicamente colocado a uma distância que impedia a sua remoção pelas vias convencionais.

Rapidamente acedi à pesquisa no Google, na tentativa de confirmar se este tipo de peripécias poderia suceder a mais algum infortunado. Para meu grande espanto, encontrei inúmeras threads em fóruns, com soluções para todos os gostos e feitios. Confesso que a criatividade era um dado adquirido para muitas das sugestões: fio dental, cola, palitos, ímans, clips, alfinetes, pinças e muitos outros materiais. A garantia do meu portátil há muito que terminou, mas não estava muito confortável em abrir por completo a máquina, o que me deixava pouca margem de manobra.

Foi nessa altura que todos aqueles anos a ver MacGyver compensaram. Rapidamente engendrei um plano, com uma pinça, alicate e tesoura. Não foi fácil (na realidade levou algumas semanas) dado que as primeiras tentativas fracassaram por completo. Curiosamente hoje e em desespero de causa, consegui remover na totalidade o jack e o meu MacBook está como novo.

Pareceu-me interessante partilhar a experiência e exultar o meu génio tuga de desenrascanço 😉