Iron Man: Armored Adventures

Esta série de animação apresenta-nos um Tony Stark na sua adolescência, que fica marcada pelo desaparecimento do seu Pai, Howard, após um misterioso desastre aéreo. Ao longo da primeira temporada o grande foco é precisamente a pesquisa pela verdade acerca do acidente, que está ligado ao Anéis Makluan e consequentemente, a Mandarim.

A animação é baseada na tecnologia 3D CGI, do qual não sou o maior fã, mas o casting de voz está bem conseguido e ao longo dos 26 episódios temos a participações de inúmeras personagens relevantes, tais como Happy Hogan, Whitney Stane, Black Panther, Hulk, Nick Fury, Madam Masque e Obadiah Stane.

A narrativa acompanha as aventuras de Tony, Rhodey e Pepper, que são colegas de escola e tentam conciliar os estudos com a atividade extra-curricular de super-herói. Como habitualmente, vou evitar os spoilers, mas diria que a primeira temporada serve para consolidar a motivação de Tony Stark, revelando a identidade de Gene Khan e a sua ligação ao desaparecimento de Howard Stark,

Por outro lado, a segunda temporada insere Justin Hammer como o vilão secundário, dando igualmente espaço para a o aparecimento de Black Widow, Hawkeye, Mr. Fix, Whiplash, Doctor Doom e Magneto. Existem alguns episódios com aventuras isoladas mas tudo converge para uma grande invasão dos Makluans, que irá gerar alianças inesperadas para defender o Planeta Terra da extinção.

Armored Adventures está longe de ser brilhante mas tem a virtude de ser uma série divertida, altamente focada nos anéis Makluan e nos guardiões, dos quais destaco Dreadknight, Ultimo, Firebrand e Fin Fang Foom. O público alvo é claramente a faixa etária mais jovem mas fica o convite de darem uma oportunidade a esta série, que em Portugal, está disponível via Netflix.

Black Widow

O cenário de pandemia atrasou significativamente o lançamento da quarta fase de MCU, assim como a primeira aventura isolada  de Natasha Romanoff, mais conhecida por Black Widow. Este é o vigésimo quarto filme lançado pela Marvel, que ocorre após os eventos de Civil War e vai centrar-se no passado da nossa heroína, que está repleto de fantasmas e arrependimento.

Os primeiros quinze minutos são fantásticos, apresentando as personagens de Alexei Shostakov e Melina Vostokoff, que são agentes russos infiltrados no Ohio. Para tornar o seu disfarce ainda mais real, fazem-se acompanhar de Natasha e Yelena Belova, para simular uma típica família americana. Após serem descobertos, temos uma soberba cena de ação que retrata a fuga para Cuba, onde vão ser recebidos pelo General Dreykov,  o vilão desta aventura.

Yelena e Natasha são separadas nessa fase, sendo levadas para o Red Room, onde vão concluir o seu treino. Tomamos igualmente conhecimento dos eventos de Budapeste, algo que tem sido mencionado desde o primeiro filme dos Avengers e a missão que garantiu a entrada de Black Widow na SHIELD.  Como habitualmente, vou evitar os spoilers mas posso adiantar que este filme é repleto de ação, com cenas surreais, bem ao estilo de Missão Impossível e que são bem complementados pelo humor de personagens como Red Guardian e Yelena Belova.

Contem com vários twists na narrativa e o aparecimento de Taskmaster, que é uma personagem icónica na BD mas que sofre uma adaptação inesperada na MCU, o que vai certamente criar algum ruído no feedback dos fãs. A primeira luta entre Black Widow e Taskmaster é fenomenal, assim como a forma como Natasha acaba por derrotar Dreykov.

O ato final , sem surpresa, está carregado de ação, com a libertação das Black Widow da base de Dreykov, que eram controladas através de lavagem cerebral e uma feromona, assim como a obtenção de um drive com a localização das restantes agentes espalhadas pelo Planeta. O filme termina com Natasha a obter um Quinjet, para retomar os eventos que correm após Civil War, com a libertação dos Avengers que estão prisioneiros.

Há uma cena pós créditos, que lança a premissa para a próxima série da Marvel, Hawkeye, que envolve a Condessa Valentina Allegra de Fontaine e Yelena Belova. No global, Black Widow é um filme competente, repleto de ação e com personagens cativantes, mas que, no global, não avança ou acrescenta algo de relevante para o futuro imediato da MCU. É no entanto uma aventura que não devem perder, sobretudo para os fãs de Natasha Romanoff.

Bom
75%

Spider-Man

Esta série é um reboot de Ultimate Spider-Man e narra as aventuras de Peter Parker, que é aceite na Horizon High, uma escola para jovens com talentos científicos. Contem com a habitual relação com Harry Osborn, assim como o aparecimento de grande parte dos vilões clássicos, com destaque para Doctor Octopus, Hammerhead, Kraven, Venom, Vulture, Scorpion, Sandman, Rhino e Green Goblin.

Max Modell, o criador da Horizon High, converte-se no mentor de Peter, que tem dificuldade em equilibrar a sua vida pessoal com a identidade secreta e que, inevitavelmente, irá ter repercussões severas na narrativa que vamos acompanhando.

A primeira temporada é focada maioritariamente em Doc Ock, com o soberbo arco narrativo associado a Spider Island, em que grande parte de Nova Iorque adquire os poderes do nosso super-herói. Miles Morales converte-se igualmente no aprendiz de Parker, que passa a contar com a ajuda de Spider Gwen e Spider-Girl.  E claro, tenho de mencionar a presença de Felicia Hardy, aka Black Cat.

A segunda temporada é claramente a minha favorita, que se baseia na obra de Dan Slott, apresentado-nos Superior Spider-Man, uma “versão alternativa” de Peter Parker. Existem episódios soberbos, que envolvem Miss Marvel, Iron Man e The Hulk mas o grande destaque vai para a Goblin War, que fecha esta temporada de forma absolutamente épica.

Se procuram uma série de animação que capte a essência de Spider-Man e Peter Parker , esta é uma escolha sólida. Os valores que vão sendo partilhados ao longo dos 51 episódios assentam na amizade, família, confiança e crescimento, o que faz todo o sentido para esta personagem icónica da Marvel.