Iron Fist T.1

A narrativa acompanha as aventuras de Danny Rand, o único sobrevivente de um acidente de avião nos Himalaias. Completamente ausente da sociedade há 15 anos, Danny regressa a uma cidade de Nova Iorque diferente e rapidamente compreende que terá um árduo caminho pela frente, no sentido de comprovar a sua identidade aos Meachums, que controlam a empresa da qual é o legítimo herdeiro.

Os episódios iniciais mostram-nos o que realmente aconteceu, confirmando que o nosso herói foi resgatado pelos monges de K’un-Lun, que o treinaram para enfrentar The Hand, uma perigosa organização criminosa, que nos foi apresentada na segunda temporada de Daredevil.

De acordo com as tradições locais, Danny acaba por alcançar o poder de Iron Fist, que lhe permite concentrar o chi e cumprir a sua função de “inimigo mortal” da Hand, que é aparentemente liderada por Madam Gao.

Esta primeira temporada concilia duas sub-narrativas, em que acompanhamos a luta legal pelo reconhecimento de Danny como herdeiro e o desenvolvimento de várias personagens, das quais destaco os Meachum (Harold, Joy e Ward). Existem momentos deliciosos, em que assistimos ao choque entre o mundo corporativo e a ideologia de Rand, que prima por ajudar o próximo e ignorar o lucro.

Todos este pormenores servem para moldar o carácter do nosso herói, que irá igualmente ser influenciado por Gao, Bakuto, Colleen Wing e Harold Meachum. Gostei igualmente da  continuidade em termos de universo Marvel, com a presença de Claire Temple e Jeri Hogarth, que farão a devida ligação a outras séries heróis (The Defenders).

As cenas de luta estão bem coreografadas e apesar de existirem algumas inconsistências na narrativa, esta primeira temporada consegue ganhar crédito suficiente para que invista tempo na segunda.

Luke Cage T.1

Após a sua aparição em Jessica Jones, Luke Cage está de regresso, numa aventura que irá decorrer maioritariamente em Harlem. Vamos tomar conhecimento de toda a história em redor de Carl Lucas, assim como os pormenores da sua estadia em Seagate, onde foi alvo de experiências médicas.

Luke é um funcionário da barbearia de Pop, um local icónico do bairro e que é considerado terreno neutro para as várias facções criminosas que controlam a zona. Tudo começa a correr pelo pior quando Cage é persuadido por Pop a encontrar um jovem (Chico), que se encontra envolvido nos negócios de Cottonmouth (Maershala Ali), o mais poderoso criminoso daquela zona.

É nesta altura que vou evitar os detalhes (spoilers), salientando apenas que existirá um catalisador para uma mudança profunda em Luke Cage, que faz da sua missão eliminar o crime da zona de Harlem. O facto de ser negro e à “prova de bala”, torna-o num herói local, o que chama a atenção de Shades por consequência Diamondback, o líder máximo do crime organizado.

Vamos igualmente tomar conhecimento dos jogos de bastidores políticos, na figura de Mariah Dillard, assim como de um aliado inesperado de Luke na Polícia (Misty Knight). Contem com situações inesperadas, traições constantes e mudanças de facção, tudo com o intuito de subir na cadeia do poder e obter riqueza.

Gostei particularmente da inclusão da personagem de Claire Temple (Rosario Dawson), que dá uma continuidade necessária à série. Apesar do ritmo lento da primeira metade da temporada, o desenvolvimento de personagens é fundamental para dar um sentido de urgência ao que ocorre nos derradeiros episódios.

Vamos ter uma batalha final épica entre Diamondback e Luke Cage e um cliff hanger interessante para o derradeiro episódio. Nem tudo é perfeito em termos de narrativa mas no global considero que estamos perante um excelente início para esta personagem. Como sempre, conto com a vossa participação e sentido crítico, no sentido de iniciarmos um debate construtivo.

6 Underground

Michael Bay realiza este filme de acção, que tenta lançar uma franchise, através da Netflix. Ryan Reynolds é o nome mais sonante do elenco, que conta com a participação especial de Lídia Franco, num papel secundário.

A premissa da narrativa aborda a criação de uma equipa, composta por “fantasmas”, que são essencialmente indivíduos que optaram por forjar a sua morte para poderem participar em missões não oficiais.

Ao bom estilo de Bay, temos muitas explosões, pouco enredo e uma aposta em visuais espantosos, o que funciona para quem não esperar mais de 6 Underground. A narrativa acompanha a criação desta equipa, em que cada elemento tem um skillset específico (perito em armas, parkour, médico, sniper, tecnologia e espião).

A grande premissa é que a política condiciona a tomada de posição oficial por parte dos líderes mundiais, abrindo o espaço necessário para que uma equipa de intervenção rápida possa praticar o Bem.

Ryan Reynolds (One) é um milionário e filantropo, que financia a operação, com o objetivo de destituir o tirano Rovach Alimov, em detrimento do seu irmão Murat. Para tal, é necessário assassinar os Generais que controlam os militares, em missões que levam a equipa a locais como Florença, Las Vegas, Hong Kong e Turgistão.

As coreografias de acção estão bem conseguidas, a um ritmo frenético, aliadas a um humor que chega a ser mórbido em algumas ocasiões. O orçamento de 150 milhões permite cenas que envergonhariam alguns blockbusters de Hollywood, embora no geral 6 Underground seja um filme mediano.

Com base na receptividade deste filme, acredito que possa existir a possibilidade de serem criadas mais aventuras. A minha sugestão é que se foquem um pouco mais no desenvolvimento das personagens, motivo fundamental, na minha opinião, para o sucesso de uma franchise de sucesso.

Mediano
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