Roger Waters

Há muito tempo que ambicionava assistir a um concerto do mítico Roger Waters, um dos membros fundadores dos Pink Floyd e o arquitecto de obras primas como The Dark Side of the Moon e The Wall.

A Altice Arena esgotou pela segunda noite consecutiva e Waters e Companhia criaram uma experiência musical quase religiosa, envolta num misto de melodia, crítica social e melancolia.

A tour Us+Them tem o intuito de divulgar algumas músicas do álbum Is This The Life We Really Want? para além de permitir ouvir clássicos como Breathe, Money, Wish You Were Here, Another in The Wall, Welcome to the Machine, Pigs e Dogs, entre muitos outros.

Foi um concerto memorável, com uma atmosfera mágica, que juntou várias gerações, provando que a música pode efectivamente ser um foco de união. Destaque para a performance de Dave Kilminster, Jonathan Wilson e as vozes de Jess Wolfe e Holly Laessig, que complementaram de forma épica o espectáculo.

A viagem terminou com o incontornável Comfortably Numb, que deixou a plateia ao rubro e com uma sensação de ter feito parte de algo especial e único.

Roger Waters é um senhor, aos 76 anos, continuando com uma forte presença em palco e com uma aura que poucos conseguem emanar.

Termino este artigo, partilhando algumas fotos do concerto realizado no dia 21 de Maio.

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Echo Boomer

Há alguns meses troquei alguns emails com o Alexandre Lopes acerca do projeto Echo Boomer, que foi apoiado pela COOPJOVEM, da CASES, no âmbito do Portugal 2020. Dessa partilha de ideias, ficou definido publicar um artigo acerca do portal, assim como uma micro-entrevista, focando alguns pontos que considero ser úteis para futuros criadores de conteúdo que ponderem embarcar neste mercado competitivo que é a internet.

Formados em Comunicação Social e Educação Multimédia, a equipa foi composta inicialmente por dois elementos e tem conquistado lentamente a sua quota de mercado. Tenho acompanhado as redes sociais e constatado que a Echo Boomer tem sido convidada para vários eventos e lançamentos, o que demonstra precisamente a evolução da marca.

Desejo as maiores felicidades à equipa, que criou e desenvolveu um projecto francamente interessante. Da minha parte, fica a garantia que continuarei a acompanhar com toda a atenção.

1. Qual o balanço que realizam desta fase inicial do projecto?

AL: Apesar de estarmos efetivamente ativos há cinco meses, pois apenas conseguimos ser regulares a partir de meados de outubro dado que fomos apoiados pela bolsa COOPJOVEM, da CASES, o que nos ocupava bastante tempo durante a semana, o Echo Boomer fez agora um ano a nível de domínio.

Neste, começámos por fazer testes e experiências a nível de conteúdos. Afinámos temas, segmentos, categorias, e, ainda hoje, vemos isto como um trabalho em constante transformação. Podemos dizer que começar o EchoBoomer foi mais rápido e fácil do que inicialmente imaginámos e. quando demos por nós. já produzíamos conteúdo com regularidade e tínhamos uma lista bem composta de parceiros prontos a ajudar-nos de alguma forma.

Portanto, o balanço que fazemos é extremamente positivo, tendo em conta que somos um projeto independente. Começamos a ganhar alguma relevância a nível nacional e cada vez recebemos mais propostas de conteúdos e parcerias.

2. Qual o feedback que têm recebido por parte dos visitantes?

AL:  O feedback tem sido maioritariamente positivo. Durante este ano que passou, tivemos a oportunidade de fazer uma formação, como já referido, em que o Echo Boomer foi o nosso objeto de estudo. Tudo aquilo que apresentámos foi bastante motivante, e sem dúvida que esta bolsa mensal acabou por nos dar algum alento em seguir em frente com o projeto.

No que toca a visitantes, temos tido algumas surpresas com partilhas e comentários inesperados, feedback de leitores via email e algumas candidaturas de pessoas que se querem juntar à equipa. Os números de visitas também têm sido um indicador importante e, apesar de não estarmos já no ponto em que queríamos, podemos dizer que estamos contentes e confiantes com os resultados.

3. De que forma é gerido o site, em termos de conteúdos? Existem equipas específicas para acompanhar os vários temas em análise?

Neste momento a equipa principal do Echo Boomer é constituída apenas por duas pessoas. Consideramo-nos polivalentes e com conhecimento em quase todas as áreas que abordamos, o que ajuda a discutir os conteúdos, mas costumamos dividir tarefas. Um dedica-se mais ao lifestyle e sociedade, outro mais às tecnologias e entretenimento. No que toca a críticas e análises, tentamos sempre dividir o conteúdo de acordo com os nossos conhecimentos e disponibilidade, ou seja, não é algo que esteja exclusivamente definido.

Recentemente também começámos a ter a colaboração de amigos e conhecidos que, sem qualquer tipo de obrigação, escrevem também algumas peças de opinião, críticas a filmes e reportagens de concertos que são depois editadas e publicadas por nós.

4. Em que patamar gostariam de ver o EchoBoomer no espaço de 5 anos?

Daqui a cinco anos gostávamos de ver o Echo Boomer como um portal de referência para os temas que abordamos. Reconhecimento e qualidade serão os melhores adjetivos para o Echo Boomer do futuro. Queremos também formar uma equipa maior, com pessoas dedicadas a diferentes áreas e tarefas e, como é natural, conseguirmos ser autossustentáveis.

Temos algumas ideias para o futuro do projeto a curto prazo, sendo que pretendemos estar num patamar completamente diferente daqui a poucos meses. É para isso que trabalhamos todos os dias.

5. Que conselhos dariam a quem pretender iniciar um projecto desta envergadura, em Portugal?

Algo que nos temos vindo a aperceber é que um projeto destes não cresce de um dia para o outro, a menos que estejamos suportados por bons apoios. Requer muito tempo e dedicação, muito trabalho de pesquisa e a conseguir contactos, uma grande rede de networking, mas, acima de tudo, gosto pelos temas que se tratam. Eventualmente poderá haver um ou outro momento de exposição, mas é importante não depender do que poderá ser 15 minutos de fama ou do que é viral, ou seja, pretendemos continuar a trabalhar em objetivos concretos.

Em Portugal, para apoios, existem vários programas de investimento para projetos como este e empresas em início de atividade. Para quem tiver um plano bem delineado e confiança nos seus projetos, estes programas podem ser uma excelente aposta, mas o trabalho tem obrigatoriamente que começar muito mais cedo.

É necessário pensar em tudo e delinear um bom plano. E, também com um bocadinho de sorte à mistura, conseguem um apoio que pode fazer toda a diferença na evolução do projeto.

Tbee

Fui recentemente abordado pela Quidbox, uma startup portuguesa, no sentido de divulgar um dos seus produtos, algo que vou fazer sem hesitação, dado que é um dos objetivos deste espaço. Gosto de divulgar projectos de qualidade, sobretudo os nacionais, pelo que vos convido a aceder ao site oficial da Tbee e tirar as vossas próprias ilações.

Para quem preferir ler este artigo, saliento que se trata de uma box media player, assente no Kodi (o sucessor do XBMC) e que corre Android, permitindo alguns controlos por gestos e voz. O UI (user interface) apresenta dois menus principais, divididos por temas, onde podem aceder aos conteúdos que tiverem definido. Para tal, necessitam apenas de uma televisão com entrada HDMI, acesso à internet e uma conta de Gmail para poderem utilizar a Store.

Um ponto curioso é que este produto pode ser ligado a uma box das operadoras de TV actuais, servindo como complemento desse serviço. As potencialidades são enormes, dado que podem emparelhar dispositivos por bluetooth e utilizar aplicações de gestão de compromissos, entre muitas outras opções. A câmara que está incluída permite igualmente a utilização de jogos interactivos, assim como a utilização de alguns gestos, conforme mencionado.

Pessoalmente, gosto do nível de personalização da Tbee, que recebeu uma menção honrosa na categoria de “Innovations Design and Engineering Awards”, na CES. Em anexo, coloco um dos vídeos promocionais, mas podem obter ainda mais pormenores através do canal do YouTube.

No fundo, estamos perante um projecto muito interessante, que tenta ganhar o seu espaço “na guerra das salas” como lhe costumo chamar. As especificações técnicas estão igualmente disponíveis no site, mas destaco o facto de suportar 4K. Caso pretendam uma unidade, podem realizar a encomenda no site da Tbee ou em revendedores autorizados.