Mark Knopfler ao Vivo

Como fã dos Dire Straits tornava-se imperativo assistir à derradeira tour de Mark Knopfler. O escocês de 69 anos, responsável por alguns dos maiores êxitos musicais das últimas décadas deu um concerto simples em termos visuais, mas memorável em conteúdo.

A Altice Arena começou a ganhar moldura humana cerca de 20 minutos antes do início do espectáculo, que teve em Nobody Does That o primeiro momento musical. Mais tarde, tivémos a oportunidade de ouvir Sailing to Philadelphia, antes de entrarmos nalgum do repertório de Dire Straits.

Once Upon a Time in the West e Romeo and Juliet deixaram o público em êxtase, num espectáculo que combinou sons melancólicos de blues com improvisações jazz e mesmo alguns ritmos latinos.  Matchstick Man e Done With Bonaparte impressionaram, criando o ambiente certo para Your Latest Trick, On Every Street e Telegraph Road, que foram intercalados com músicas da carreira a solo de Knopfler, dos quais destaco Postcards From Paraguay e Speedway at Nazareth.

Por esta altura o público já estava rendido ao virtuosismo da guitarra, divinamente complementada pelo violino Celta, saxofone e a incrível secção de metais que o acompanha nesta tour. Mas estávamos ainda longe de terminar, dado que estava na altura do épico Telegraph Road, antes da banda recolher aos bastidores.

Para terminar a noite, houve direito a encore, mais especificamente o clássico Money for Nothing, dos Dire Straits e Going Home, o tema original da banda sonora do filme Local Hero.

O público presente retribuiu com uma gigantesca ovação, numa extraordinária despedida daquele que é um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Da minha parte, fica a vénia, Mr Mark Knopfler.

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Oeste Retro Games Festival 2019

Como certamente já tiveram oportunidade de constatar, sou um entusiasta de retro gaming e, sempre que possível, gosto de visitar exposições ou eventos relacionados com o tema. Nesta ocasião, tomei a decisão de conhecer a Oeste Retro Gaming Festival, que se realizou na Lourinhã este fim de semana e parece-me importante partilhar a experiência.

O facto de viver na periferia de Lisboa facilitou a deslocação, dado que estou a 45 minutos do local onde foi realizado o evento. O bilhete custa dois euros e permite acesso ao espaço, onde podemos encontrar vários street food de qualidade, os habituais stands de venda, jogos de tabuleiro e o cosplay, sem esquecer a faceta competitiva dos torneios.

Confesso que foi muito estimulante ver tanta juventude, a descobrir as virtudes dos sistemas antigos, na companhia de pais e irmãos mais velhos. Igualmente interessante foi ter visto alguns membros da comunidade do YouTube, mais concretamente o Retro Stu, MFGAMING e o Retro Raider, que são extremamente acessíveis e de trato fácil.

A nível de software e hardware a escolha era variada, com preços justos e que resultou nalgumas compras da minha parte, como já vem sendo apanágio. Estamos perante um evento de escala menor, comparativamente a uma LWG ou Comic-Con mas que apresenta outras vantagens, com um ambiente bem mais familiar, repleto de adeptos do retro gaming e que gostam de partilhar esse conhecimento com os visitantes.

Foi uma experiência muito positiva e que irei repetir em 2020. Para terminar, eis algumas fotos, para que tenham noção do que podem vir a encontrar caso optem por visitar a próxima edição do Oeste Retro Gaming Festival.

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Moche XL eSports

Nos últimos anos o eSports em território nacional passou a ter uma abordagem mais profissional, com a criação de uma Federação e um investimento progressivo e consolidado. Para os mais cépticos, o termo “modalidade” pode ser considerado um exagero, mas a sua integração nos Jogos Olímpicos de Inverno confirma precisamente a minha afirmação.

Quem segue internacionalmente este fenómeno, pode facilmente constatar que estamos perante uma uma indústria que movimenta milhões e que tem ganho uma legião de seguidores na Europa, à semelhança do que já acontece na Ásia e Continente Americano.

São diversos os géneros de competição, com destaque para jogos como CS GO, DOTA 2, Hearthstone, LoL e Starcraft, entre muitos outros. Existem inclusivamente canais de TV dedicados exclusivamente a este desporto, assim como uma cobertura mediática acentuada, tornando os membros das equipas em verdadeiras celebridades.

Dito isto, está na altura de partilhar a minha experiência acerca do primeiro (grande) evento nacional de eSports que decorreu numa data especial, o dia de Portugal (10 Junho). A Altice Arena foi o palco escolhido, tendo decorrido quatro competições abertas a equipas e jogadores internacionais.

O main event ficou reservado para CS:GO, mas o torneio de LoL foi igualmente interessante, sem esquecer Clash Royale e o incontornável FIFA18. Em paralelo, foi criado um espaço para a comunidade gamer, com Lan Parties, assim como possibilidade de assistir a conferências onde foram divulgadas startups e futuros lançamentos.

Por último, tivémos igualmente a zona retro, em que foi possível testar alguns computadores e consolas do nosso passado, assim como conhecer alguns YouTubers convidados. Para quem está habituado a visitar a Comic Con ou mesmo a LGW diria que este evento não trouxe muito de inovador, excepção feita ao torneio, que distribuiu prémios no valor de 100 mil euros.

Estive presente no Domingo e assisti à competição de CS:GO, ganha pela equipa dos SK Gaming, numa final bem disputa frente aos Hellraisers. O pavilhão esteve cheio e a fervilhar de energia, contribuindo para um grande ambiente, que tem segunda edição confirmada.

Parece-me igualmente destacar que o stream no Twitch foi acompanhado por 51 mil pessoas, o que prova sem dúvida a ascensão meteórica deste tipo de eventos. Antes de terminar, gostaria apenas de saber se estiveram presentes e qual a vossa opinião? Seguem este fenómeno ou têm alguma opinião formada acerca do tema?