Black Panther : Wakanda Forever

O filme original é sem dúvida um dos meus preferidos da MCU, tendo criado um enorme entusiasmo para a sequela. No entanto, o desaparecimento precoce de Chadwick Boseman criou um enorme desafio narrativo.. O caminho escolhido esteve longe de ser consensual, mantendo uma conexão evidente com os comics, com a passagem de testemunho para a sua irmã, Shuri.

Na minha opinião, o grande tema de Wakanda Forever é a forma como somos moldados após a perda de entes queridos. Existem vários tributos à memória de T’Challa ao longo da narrativa, que introduz K’uk’ulkan, o Deus Serpente, que será o antagonista desta aventura.

Namor, igualmente conhecido como Sub-Mariner, é adaptado dos comics de uma forma muito livre, sendo apresentado como um poderoso mutante que pretende repelir os humanos do seu território, forjando uma aliança com Wakanda. A sua proposta consiste em raptar Riri Williams, a cientista responsável pela criação de um radar que localiza vibranium.

Escusado será dizer que a Rainha Ramona recusa as pretensões de Namor, dando início a um conflito que irá mudar radicalmente o futuro de Wakanda e da sua população. As cenas de ação estão excelentes, como é apanágio da MCU, bem equilibradas com alguns momentos de humor, que ficam, maioritariamente, a cargo de Riri e Everett K.Ross.

Gostei igualmente da participação de Valentina Allegra de Fontaine e a introdução das Midnight Angels, numa clara referência aos comics. No entanto, diria que a narrativa acaba por ser o ponto mais fraco desta sequela. A transformação de Shuri é demasiado rápida, falhando em explicar a sua ligação a Kilonger. Paralelamente, não sou fã da adaptação de Namor, que apresenta claras ligações aos Incas e Mais, assim como a escolha do tom azul para representar a civilização Talokan. Adicionalmente, considero que personagens como Attuma, Ross e Ayo poderiam ter tido um papel mais relevante, num filme que tem os seus momentos mas que é inferior ao original.

No entanto, existe muito de positivo para apreciar nesta sequela, que tem um final interessante e que deixa em aberto o futuro de Wakanda. Existe apenas uma cena pós-créditos, que tem a derradeira homenagem a T’Challa. Confesso que fico muito curioso em saber se Black Panther será uma trilogia e qual o caminho a seguir para um potencial terceiro filme.

Mediano
70%

HCG Alice 1/4

Os leitores mais assíduos conhecem o meu fascínio pela adaptação cinematográfica da saga Resident Evil, que se converteu num dos meus guilty pleasures. As diferenças para o material original são substanciais mas o factor diversão e a personagem de Alice conquistaram progressivamente a minha atenção.

A HCG adquiriu a licença e lançou uma estátua na escala 1/4, limitada a 750 unidades e que rapidamente desapareceu do mercado. Há cerca de três anos que tenho navegado pelo Ebay e outras opções alternativas, sem grande sucesso, dado que o preço era francamente proibitivo. Felizmente, conseguiu finalmente localizar a estátua na Alemanha, sendo possível negociar um preço absolutamente fantástico, que me levou a concretizar o negócio sem hesitação.

A minha coleção é maioritariamente composta por peças na escala 1/6, mas tenho vindo a adicionar escalas maiores, como poderão validar nos artigos futuros. Estou neste momento a cinco estátuas de parar por período indeterminado, mas confesso estar mais entusiasmado do que nunca.

Dito isto, estou extremamente satisfeito com esta aquisição: a base é simples mas os detalhes estão bem conseguidos, com a inclusão de uma componente de tecido no que diz respeito ao coldre para as pistolas. A parecença com Milla Jojovich está nos 75%, na minha opinião e a pose representa um dos momentos mais icónicos de Afterlife.

Para terminar, partilho a habitual galeria de fotos, com alguns dos detalhes da experiência de unboxing. Como sempre, incentivo a partilha do vosso feedback na caixa de comentários. E para quem estiver interessado, esta estátua está exposta na minha secretária, precisamente para incentivar a minha criatividade quando estou a produzir conteúdo para o Portal Pessoal.

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Glass Onion: A Knives Out Mystery

Miles Bron, o CEO da empresa de tecnologia Alpha, organiza um jogo de mistério na sua ilha privada, durante o pico da pandemia. Os convidados são os seus cinco amigos mais chegados e Benoit Blanc, o nosso investigador privado favorito. O grupo é composto por um cientista (Lionel), um governador (Claire), uma designer de moda (Birdie), a co-fundadora da empresa (Andi) e um streamer (Duke).

A ligação entre as personagens vai sendo partilhada de forma inteligente, ao longo da narrativa, revelando uma teia de mistério que resultará no assassinato de um dos presentes. A componente humorística continua presente, complementando a narrativa, que é na minha opinião o ponto mais forte desta aventura.

No segundo acto vamos tomar conhecimento da história de Glass Onion, que está ligado de forma profunda a todos os eventos que ocorrem e, uma vez mais, temos um elenco de peso, em que se destacam Daniel Craig, Edward Norton, Kate Hudson, Jessica Henwick, Dave Bautista, Leslie Odom Jr Ethan Hawke.

Gostei particularmente do segundo acto, em que Blanc resolve o crime associado ao jogo de mistério no espaço de segundos. Edward Norton é, na minha opinião, o grande destaque a nível de interpretações, num filme que apresenta uma narrativa envolvente e que garante 139 minutos de pura diversão.

Não vou obviamente divulgar o desfecho, mas penso que ficarão agradavelmente surpreendidos com o resultado final.

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