Lockwood & Co. T.1

A obra literária de Jonathan Stroud foi adaptada pela Netflix, estando neste momento disponível a primeira temporada. Ao longo de oito episódios vamos acompanhar as aventuras de Lockwood & Co, uma agência privada de detectives psíquicos, que se vê envolvido numa gigantesca conspiração que tem ligações à morte dos pais de Anthony Lockwood.

O mundo que conhecemos mudou radicalmente, após The Problem, um evento que libertou os fantasmas para o mundo dos vivos, possibilitando ataques nocturnos, que ocorrem no auge do poder fantasmagórico. Para combater a ameaça são criadas agências, que recrutam jovens com a capacidade de ver e falar com estes espíritos. A premissa é muito interessante e a narrativa, apesar de previsível, consegue captar a nossa atenção graças ao desenvolvimento das personagens.

Anthony Lockwood é o líder da equipa, que conta ainda com George Cubbins, o responsável pelo planeamento das missões e Lucy Carlyle, uma jovem com o invulgar dom de interagir com fantasmas de nível 3. Confesso que gosto da utilização do florete como arma de defesa, assim como o misticismo e a utilização de correntes e sal. Existem algumas cenas de ação mas o principal é a narrativa em redor dum poderoso espelho, que inicia uma sequência de eventos que lança uma premissa muito interessante para a segunda temporada, que deverá estrear em 2024.

Se procuram uma série diferente, que retira inspiração de franquias como Ghostbusters, Harry Potter e Stranger Things, esta é uma opção a considerar. Diria que esta foi a mais agradável surpresa da Netflix no decorrer dos últimos seis meses. Caso tenham opinião formada acerca deste tópico, convido-vos a partilhar feedback na caixa de comentários.

Black Panther : Wakanda Forever

O filme original é sem dúvida um dos meus preferidos da MCU, tendo criado um enorme entusiasmo para a sequela. No entanto, o desaparecimento precoce de Chadwick Boseman criou um enorme desafio narrativo.. O caminho escolhido esteve longe de ser consensual, mantendo uma conexão evidente com os comics, com a passagem de testemunho para a sua irmã, Shuri.

Na minha opinião, o grande tema de Wakanda Forever é a forma como somos moldados após a perda de entes queridos. Existem vários tributos à memória de T’Challa ao longo da narrativa, que introduz K’uk’ulkan, o Deus Serpente, que será o antagonista desta aventura.

Namor, igualmente conhecido como Sub-Mariner, é adaptado dos comics de uma forma muito livre, sendo apresentado como um poderoso mutante que pretende repelir os humanos do seu território, forjando uma aliança com Wakanda. A sua proposta consiste em raptar Riri Williams, a cientista responsável pela criação de um radar que localiza vibranium.

Escusado será dizer que a Rainha Ramona recusa as pretensões de Namor, dando início a um conflito que irá mudar radicalmente o futuro de Wakanda e da sua população. As cenas de ação estão excelentes, como é apanágio da MCU, bem equilibradas com alguns momentos de humor, que ficam, maioritariamente, a cargo de Riri e Everett K.Ross.

Gostei igualmente da participação de Valentina Allegra de Fontaine e a introdução das Midnight Angels, numa clara referência aos comics. No entanto, diria que a narrativa acaba por ser o ponto mais fraco desta sequela. A transformação de Shuri é demasiado rápida, falhando em explicar a sua ligação a Kilonger. Paralelamente, não sou fã da adaptação de Namor, que apresenta claras ligações aos Incas e Mais, assim como a escolha do tom azul para representar a civilização Talokan. Adicionalmente, considero que personagens como Attuma, Ross e Ayo poderiam ter tido um papel mais relevante, num filme que tem os seus momentos mas que é inferior ao original.

No entanto, existe muito de positivo para apreciar nesta sequela, que tem um final interessante e que deixa em aberto o futuro de Wakanda. Existe apenas uma cena pós-créditos, que tem a derradeira homenagem a T’Challa. Confesso que fico muito curioso em saber se Black Panther será uma trilogia e qual o caminho a seguir para um potencial terceiro filme.

Mediano
70%

HCG Alice 1/4

Os leitores mais assíduos conhecem o meu fascínio pela adaptação cinematográfica da saga Resident Evil, que se converteu num dos meus guilty pleasures. As diferenças para o material original são substanciais mas o factor diversão e a personagem de Alice conquistaram progressivamente a minha atenção.

A HCG adquiriu a licença e lançou uma estátua na escala 1/4, limitada a 750 unidades e que rapidamente desapareceu do mercado. Há cerca de três anos que tenho navegado pelo Ebay e outras opções alternativas, sem grande sucesso, dado que o preço era francamente proibitivo. Felizmente, conseguiu finalmente localizar a estátua na Alemanha, sendo possível negociar um preço absolutamente fantástico, que me levou a concretizar o negócio sem hesitação.

A minha coleção é maioritariamente composta por peças na escala 1/6, mas tenho vindo a adicionar escalas maiores, como poderão validar nos artigos futuros. Estou neste momento a cinco estátuas de parar por período indeterminado, mas confesso estar mais entusiasmado do que nunca.

Dito isto, estou extremamente satisfeito com esta aquisição: a base é simples mas os detalhes estão bem conseguidos, com a inclusão de uma componente de tecido no que diz respeito ao coldre para as pistolas. A parecença com Milla Jojovich está nos 75%, na minha opinião e a pose representa um dos momentos mais icónicos de Afterlife.

Para terminar, partilho a habitual galeria de fotos, com alguns dos detalhes da experiência de unboxing. Como sempre, incentivo a partilha do vosso feedback na caixa de comentários. E para quem estiver interessado, esta estátua está exposta na minha secretária, precisamente para incentivar a minha criatividade quando estou a produzir conteúdo para o Portal Pessoal.

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