A obra literária de Mark Greaney foi adaptada ao cinema, com a colaboração dos irmãos Russo. O elenco é de peso, com destaque para Ryan Gosling, Chris Evans, Ana de Armas, Jessica Henwick, Regé-Jean Page, Wagner Moura, Julia Butters e Billy Bob Thornton.
A premissa narrativa está longe de ser inovadora, mas introduz uma equipa secreta da CIA, denominada como Programa Sierra. O perfil dos agentes contratados é assente em ex-condenados, com poucas raízes familiares e susceptíveis ao treino militar implementado.
Após uma breve introdução, temos um salto cronológico de 18 anos, que introduz uma missão em Banguecoque, que não corre de acordo com o planeado. O alvo é um agente (Sierra Four) que antes de ser assassinado, entrega a Ryan Gosling (Sierra Six) uma pen drive que contém segredos acerca do responsável do programa.
A partir deste momento tem início uma verdadeira caça ao homem, que é liderada por Margaret Cahill, da CIA e Lloyd Hansen, um mercenário com claras tendências sociopatas. A ação ocorre a ritmo frenético, complementado com explosões, colisões de veículos e batalhas nos locais mais improváveis.
Adicionalmente, temos a componente emocional, que forcará “Six” a arriscar tudo, na tentativa de resgatar o seu mentor Fitzroy e a sua filha, Claire. Tenho de destacar as interpretações de Chris Evans, Ana de Armas e Dhanush, que são as personagens mais cativantes, na minha opinião.
A narrativa é francamente previsível mas, no global, The Gray Man foi uma agradável surpresa, recebendo o meu selo de recomendação. Para terminar, apenas salientar que a popularidade deste projeto no Netflix garantiu uma sequela e um spin-off, cujas datas ainda estão por definir.
Hugo Cardoso
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